Bem-Vindos ao Nobel Felipense.

Liberdade de Expressão e Democracia com respaldo no atual Art. 220º e § 2º da Constituição da República Federativa do Brasil, promulgada em 5 de outubro de 1988.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Tudo é efêmero nesta vida!



A idiotice algumas vezes é vital para a felicidade.

Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre. Putz!

A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado ortodoxo?

Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins. No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja um pouco idiota!

Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você. Ignore o que o boçal do seu chefe disse. Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele. Milhares de momentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice. Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto. Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo, soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça? hahahahahahahahaha!…

Alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana? Quanto tempo faz que você não vai ao cinema? É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E daí, o que elas farão se já não têm por que se desesperar? Desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. Você quer? Espero que não.

Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas… a realidade já é dura; piora se for densa. Dura, densa, e bem ruim. Brincar é legal. Entendeu? Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira (parvoíce), não ser imaturo, não chorar, não andar descalço, não tomar chuva. Pule corda! Adultos podem (e devem) contar piadas, passear no parque, rir alto e lamber a tampa do iogurte. Ser adulto não é perder os prazeres da vida – e esse é o único “não” realmente aceitável. Teste a teoria. Uma semaninha, para começar. Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que realmente são: passageiras. Pois a vida é extremamente passageira, quando cuidamos ela já passou! Acelere e viva a vida…

Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir… Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração!

Aliás, entregue os problemas nas mãos do Divino e que tal um cafezinho gostoso agora? “A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios”.

“Por isso cante, chore, dance e viva intensamente antes que a cortina se feche”.


Autor: Arnaldo Jabor


                                                                (...)

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

A futilidade é sinônimo da falta de conteúdo.


A busca desenfreada pela fama anda cada vez mais acelerada, que já não se medem mais esforços para alcançá-la. As pessoas querem ser famosas e só. A necessidade de se fazer importante no meio da multidão faz com que pessoas simulem a morte, inventem fofocas, fabriquem brigas e desentendimentos, forjem relacionamentos, tudo, mais tudo mesmo para entrar na mídia.

Pessoas se colocam em situações constrangedoras e, às vezes, até bizarras, apenas para desfrutar de popularidade. Pra quê? Uma enxurrada de futilidade que norteia canais de TV, revistas de fofocas e portais da internet, ocupando espaço e dando espaço para quem não tem nada à acrescentar. Parece que foi criada mais uma profissão no país, a de “famoso”. Sentou na primeira fila de um programa de auditório e teve seu rosto brindado com um “close”, pronto, nasceu ali mais uma emergente, candidata a famosa que não medirá esforços para não mais sair de foco. A necessidade que as pessoas tem de serem tratadas e sentirem uma celebridade é algo que assusta pelo alto grau das imbecilidades e futilidades que estas são capazes de fazer.

Tantos talentos desperdiçados, tantas coisas a serem acrescentadas para se produzir um país melhor, e enchem a mídia com pessoas desinteressantes, mulheres exibicionistas e gente vazia, preocupadas em serem reconhecidas como alguém famosa. E o pior é que a mídia transforma cada uma delas em famosa da hora.

E dá-lhe notinhas: É fulana que aplicou não sei quantos mililitros de silicone, é sicrana que fez mais uma sessão de fotos nua para uma revista masculina, é beltrana que espalha ter um caso com um jogador de futebol e, assim, a futilidade da fama pela fama, vai enchendo a nossa vida com coisas vazias, sem nos perguntar o que isso nos interessa.

E enquanto o espaço é preenchido por essas pessoas muito “famosas”, o teatro vai ficando para trás, a cultura vai ficando para trás, o talento passa a não ter mais tanta importância assim e a formação em arte dramática, algo totalmente desnecessário. Hoje em dia, o espaço que seria para um artista demonstrar a sua arte, está loteado por famosos que não tem nada a dizer, algo realmente muito triste.

A mídia de hoje em dia se divide em notícias sobre desgraças e violências, e notícias sobre a intensa e frenética vida de futilidades desses “ilustres famosos” e o espaço para aquilo e para aqueles que tem algo a dizer, fica ali escondido, quase que invisível diante dos olhos das pessoas que querem apenas receber um pouco de cultura e conhecimento.


                                                                 (...)

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Êita coisa boa é ser Nordestino!



Cultivado entre os cascalhos do chão seco e as cercas de aveloz que se perdem no horizonte, cresceu, forte e robusto, o meu orgulho de pertencer a esse pedaço de terra chamado Nordeste.

Sou Nordestino. Nasci e me criei no coração do Sertão Potiguar lá na Pedra das Abelhas, correndo de boi brabo, brincando com bola de pano, comendo goiaba do pé e despertando com o primeiro canto do galo para, ainda com os olhos tapados de remela, desabar pro curral e esperar pacientemente, o vaqueiro encher o meu copo de leite, morninho e espumante, direto das tetas da vaca para o meu bucho.

Sou Nordestino. Falo oxente, vôte e danou-se. Vige, credo, Jesus-Maria e José! Proseio com minha língua ligeira, que engole silabas e atropela a ortoépia das palavras.

O meu falar é o mais fiel retrato do Amor de Ser Nordestino. Os amigos acham até engraçado e dizem sempre que eu “saí do mato, mas o mato não saiu de mim”. Não saiu mesmo! E olhe: acho que não vai sair é nunca!

Sou Nordestino. Lambo os beiços quando me deparo com uma mesa farta, atarracada de comida. Pirão, arroz-de-leite, galinha de capoeira, feijão de arranca com toucinho, buchada de bode, carne de sol… E mais uma ruma de comida boa, daquela que, quando a gente termina de engolir, o suor já está pingando pelos quatro cantos. E depois ainda me sirvo de um bom pedaço de rapadura ou uma cumbuca de doce de mamão, que é pra adoçar a língua. E no outro dia, de manhãzinha, me esbaldo na coalhada, no cuscuz, na tapioca, no queijo de coalho, no bolo de mandioca, na tigela de umbuzada, na orêa de pau com café torrado em casa!

Sou Nordestino. Choro quando escuto a voz de Luiz Gonzaga ecoar no teatro de minhas memórias. De suas músicas guardo as mais belas recordações. As paisagens, os bichos, os personagens, a fé e a indignação com que ele costurava as suas cantigas e que também são minhas. Também estavam (e estão) presentes em todos os meus momentos, pois foi em sua obra que se firmou a minha identidade cultural.

Sou Nordestino. Me emociono quando assisto a uma procissão e observo aqueles rostos sofridos, curtidos de sol do meu povo. Tudo é belo neste ritual. A ladainha, o cheiro de incenso. Os pés descalços, o véu sobre a cabeça, o terço entre os dedos. O som dos sinos repicando na torre da igreja. A grandeza de uma fé que não se abala.

Sou Nordestino. Gosto de me lascar numa farra boa cheia de cachaça e mué bonita, ao som do xote ou do baião. Sacolejo e me pergunto: pra quê mais instrumento nesse grupo além da sanfona, do triangulo e da zabumba? No máximo, um pandeiro ou uma rabeca. Mas dançar ao som desse trio é bom demais. E fico nesse rela-bucho até o dia amanhecer, sem ver o tempo passar e tampouco sentir os quartos se arriando, as canelas se tremelicando, o espinhaço se quebrando e os pés se queimando em brasa. Ô negócio bom é botar um buneco a noite toda, e depois amanhecer o dia tomando caldo de mocotó no mercado público às 6h da manhã! Ave-Maria, ô ressaca grande...

Sou Nordestino. Admiro e me emociono com a minha arte, com o improviso do poeta popular, com a beleza da banda de pífanos, com o colorido do pastoril, com a pegada forte do côco-de-roda, com a alegria da quadrilha junina. O artista nordestino é um herói, e nos cordéis do tempo se registra a sua história.

Sou Nordestino. E não existe música mais bonita para meus ouvidos do que a tocada por São Pedro, quando ele se invoca e mete a mãozona nas zabumbas lá do céu, fazendo uma trovoada bonita que se alastra pelo Sertão, clareando o mundo e inundando de esperança o coração do matuto. A chuva é bendita.

Sou Nordestino. Sou apaixonado pela minha terra, pela minha cultura, pelos meus costumes, pela minha arte, pela minha gente. Só não sou apaixonado por uma pequena parcela dessa mesma gente que se enche de poderes e promete resolver os problemas de seu povo, mentindo, enganando, ludibriando, apostando no analfabetismo de quem lhe pôs no poder, tirando proveito da seca e da miséria para continuar enchendo os próprios bolsos de dinheiro.

Mas, apesar de tudo, eu ainda sou Nordestino de coração abarrotando de amor, e tenho orgulho disso. Não me envergonho da minha história, não disfarço o meu sotaque, não escondo as minhas origens.

Eu sou tudo o que escrevi, sou a dor e a alegria dessa terra. E tenho pena, muita pena, dos tantos nordestinos que vejo por aí, imitando chiados e fechando vogais, envergonhados de sua nordestinidade. Para eles, ofereço estas linhas.

Se eu tivesse a chance de nascer dez vezes, eu pedia a Deus para nascer onze vezes no Nordeste e bem lá no meu Sertão Potiguar, lá na Pedra das Abelhas!

Êita coisa boa é ser Nordestino!!



Fonte: O texto é uma adaptação e editação feita ao post "Sem vergonha de ser Nordestina" postado por O Santo Ofício, 10 de Agosto de 201,  Por Sheila Raposo – Jornalista.


                                                                            (...) 

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

A Mudança é inevitável.


Uma mudança ou transformação pressupõe uma alteração de um estado, modelo ou situação anterior, para um estado, modelo ou situação futuros, por razões inesperadas e incontroláveis, ou por razões planejadas e premeditadas.

Mudar envolve, necessariamente, capacidade de compreensão e adoção de práticas que concretizem o desejo de transformação. Isto é, para que a mudança aconteça, as pessoas precisam estar sensibilizadas por ela.

Perceber a dinâmica das mudanças é uma necessidade. Viver atualizado é uma questão de sobrevivência e uma maneira de visualizar melhor o futuro, já que os novos tempos exigem uma nova postura de pensamento. Existe um mundo que está acabando e outro que está começando e as pessoas, naturalmente, costumam lidar com isso de maneira defensiva, com temor ou rejeição, na maioria das vezes.

Mesmo pessoas mais esclarecidas e atualizadas revelam-se surpresas com as mudanças sociais, políticas, econômicas, tecnológicas, culturais, ecológicas, etc., que acontecem ao longo da vida. Essas transformações fazem com que a vida não seja um caminho linear em que as pessoas percorram livres e desimpedidas.

Imaginamos agora conterrâneos de Felipelândia! Não são muitas as pessoas que já leram o próprio obituário. Alfred Nobel leu. Nobel estava doente já há algum tempo e alguém anunciou falsamente que ele tinha morrido. Imagine sua surpresa quando abriu o jornal de manhã e viu sua morte noticiada!

Ao ler os curtos parágrafos que resumiam sua vida e obra, ficou incomodado ao ver que era mencionado apenas como o homem que inventara a dinamite. A nota descrevia toda a destruição que a invenção causara. Nobel deplorou a idéia de ser lembrado como criador de algo que fora usado para destruir tantas vidas.

Depois de ler o seu obituário, Nobel decidiu mudar sua vida. Dedicou sua vida a um novo ideal: a busca da paz. Hoje, lembramos de Alfred Nobel, não como o inventor da dinamite, mas como o fundador do Prêmio Nobel da Paz.

A história de Nobel ilustra uma verdade importante: nunca é tarde demais para mudar o rumo de sua vida. Se não mudamos, não crescemos. Se não crescemos, não estamos realmente vivendo, agora eu vos pergunto: vivemos realmente em Felipelândia ou apenas sobrevivemos?

Isto pode significar o abandono de um padrão familiar e limitador, de um emprego seguro mas não gratificante, de valores em que não se crê mais, de relacionamentos que perderam seu significado. Como Dostoievsky afirmou: "Dar um novo passo e divulgar algo totalmente novo são as coisas que as pessoas mais temem."

Não consigo imaginar coisa pior do que viver uma vida estagnada, destituída de mudança e de progresso. A maioria das pessoas lutam contra as mudanças, especialmente se elas nos afetam pessoalmente. Como o romancista Leon Tolstoy disse: "Todos pensam em mudar o mundo, mas ninguém pensa em mudar a si mesmo".

A ironia é que a mudança é inevitável. Todos têm de lidar com ela. Por outro lado, o crescimento é opcional. Você pode optar por crescer ou lutar contra ele, mas saiba de uma coisa: pessoas que não querem crescer nunca alcançarão seu potencial.

Quanto você mudou...ultimamente? Digamos, na última semana? E no último mês? O último ano, como foi? Você consegue ser bastante específico? Sabemos que a tendência das pessoas é continuar na rotina quando o assunto é crescer e mudar. Crescimento é uma escolha, uma decisão que realmente pode fazer diferença na vida de uma pessoa.

A maioria não percebe que as pessoas bem ou mal sucedidas não diferem substancialmente em suas habilidades. Elas são diferentes em seu desejo de alcançar seu potencial. E nada é mais eficiente que o compromisso com o crescimento pessoal quando o assunto é alcançar seu potencial.

O que será dito no seu in memoriam? O que estará escrito em seu obituário? Alfred Nobel leu o seu próprio e mudou. Você pode começar a concretizar algumas mudanças agora mesmo.


Que sejamos capazes de mudarmos primeiro como pessoa, para um dia exigirmos as alterações necessárias à nossa sociedade.

Vamos aniquilar Felipelândia do mapa mundi e instituir uma nova Pedra das Abelhas para todos seus filhos e aqueles que desejam viver em uma terra cheia de brio e retidão de caráter.

Ficamos todos com Amor e Paz em Pedra das Abelhas e a todos seus Filhos sejam eles onde estiverem.


Fonte: Algumas partes do texto foram extraído dos livros Insight I e Insight II DVS Editora, Autor: Daniel C. Luz


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sábado, 13 de agosto de 2011

A moral




Costumamos ter uma ideia bastante vaga do que vem a ser a "moral". A uns parece um jogo de prémios e de castigos, a outros um conjunto de regras e proibições, ou ainda uma questão de bons sentimentos. Mas a moral é, numa frase feliz de Santo Agostinho, "a arte de conduzir a vida". É a arte de viver bem, de viver como deve viver um ser humano para ser verdadeiramente feliz.

A partir daqui, pode-se refletir sobre a dimensão moral que têm todos os aspectos da vida: relacionamento com Deus e com aquilo que você acredita , com os outros e com as coisas que nos rodeiam; como conjugar os bens que nos atraem e os deveres que nos chamam; as fraquezas e os heroísmos de que somos capazes.

Ficamos todos com Amor e Paz em Pedra das Abelhas e a todos seus Filhos sejam eles onde estiverem.


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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Cacareco 2012! Uma verdadeira dádiva para Felipelândia.



Há eleições e eleições. Mas esta, apesar dos seus mais de 50 anos, merece ser aqui contada neste humilde espaço democrático de direito! Trata-se de um fato que aconteceu lá no Brasil em 1959, isto mesmo, lá naquele país que usa as cores verde e amarelo na bandeira, e vez por outra fala-se em uns casinhos de corrupção que sempre termina em pizza. Mas aqui no Império de Felipelândia tudo corre as mil maravilhas dos Deuses, pois ninguém nunca viu nada de improbo nesta Terrinha Santificada, parece mais o Vaticano do Sertão!

Lá no Brasil Getúlio Vargas havia morrido. O governador de São Paulo era Adhemar de Barros. O eleitorado estava revoltado com a Câmara Municipal que, para variar, não estava a comportar-se muito bem, será porque em?

No meio de tudo isto, havia um rinoceronte chamado Cacareco, que, apesar do nome até era uma fêmea. O animal andava nas bocas do mundo porque o havia sido levado (emprestado) do zoológico do Rio de Janeiro para abrilhantar a inauguração  do novo zoológico de São Paulo.

No meio de um mar de lama de corrupção da Câmara Municipal, em pleno período eleitoral, o assunto era o rinoceronte. Então o jornalista Itaboraí Martins brincou com isso, lançando a candidatura de Cacareco ao cargo de vereador. E não é que a ideia pegou?

Naquela época, a eleição era na base do papel e do envelope. O eleitor recebia um envelope das mãos da pessoa que estava na mesa de voto e, dentro dele, colocava uma nota/papel  do seu candidato, fosse ele quem fosse. Houve uma adesão gigantesca à candidatura de Cacareco e várias gráficas, por brincadeira, imprimiram notas/papeis com o nome do bicho. Inclusivamente muita gente foi para a rua fazer campanha em nome do rinoceronte.

O que aconteceu a seguir parece piada, mas Cacareco recebeu cerca de 100 mil votos! Parece pouco diante do eleitorado de hoje, mas prestem atenção no resto dos números. O candidato mais votado naquela eleição não teve mais que 95 mil votos. Logo o rinoceronte Cacareco foi o vencedor!

Mas, o rinoceronte Cacareco nem pode comemorar. Pois, dois dias antes da eleição, o bicho foi devolvido para o zoo do Rio, sem muito alarido (e possivelmete em segredo), como um anarquista subversivo. Poucos anos depois, o rinoceronte vereador morreu prematuramente, antes de completar dez anos de idade.

O estrago, porém, já havia sido feito. Cacareco conseguiu inclusivamente aparecer nas páginas da revista americana Time, que citava um eleitor: “- É melhor eleger um rinoceronte do que um político corrupto ou asno”.

Mas Cacareco não morreu! Imaginamos as ideologias Cacarequianas para uma nova Pedra das Abelhas? Também poderíamos eleger a Burra de Coló, o Cachorrinho Do Saudoso Mané Lula , quem sabe as Gatinhas de Dona Milonga, os Bodes de Seu Bastião para representar o povo de Felipelândia junto ao Império Feudal. Já que falam em todo tipo de pré-candidato esdrúxulo a prefeito e alguns outros nomes bizarros para Vereadores, sendo assim já podemos então lançar os nossos! Porquê não? Isto é a democracia de Felipelândia, lá no Brasil pode, porque aqui não?

Eu prefiro votar em um Cacareco da vida, do que votar num usurpador do dinheiro público, pois esta cheio destes aí de olho bem aberto no sufrágio vindouro de 2012!

Que venha 2012, e votamos...no Cacareco! Pois improbidades por improbidades, com certeza ele não fará pior do que já está.


Continuem fazendo o mesmo de sempre (votando errado), e depois não digam nas esquinas que o animal é o Cacareco!!

Ficamos todos com Amor e Paz em Pedra das Abelhas e a todos seus Filhos sejam eles onde estiverem.
                                                               
                                                                  
                                                                     (...) 

sábado, 6 de agosto de 2011

O site mais polêmico da Paraíba (PB) menciona O Nobel Felipense!




09:00



Poder que faz mal – Rubens Nóbrega


Impressiona como determinadas pessoas mudam depois que assumem algum poder. Poder público, bem entendido, do qual deriva o poder político e termina por favorecer o poder econômico.


A mudança é extraordinária. Afeta geralmente o comportamento, especialmente o caráter, estendendo-se na maioria dos casos ao patrimônio.

“E a mudança fica mais cruel à medida que a pessoa deseja se manter no poder”, ensina O Nobel Felipense, blog de um filósofo que vive em Felipe Guerra (RN).

O cara – ou a cara – é uma figura. Garante viver da agricultura, diz ser plantador de arroz, mas no seu perfil define-se como ‘Liberdade de Expressão’.

Com ele deve concordar a jornalista Marcela Sitônio, presidente da API, que tem como único poder o direito e o dever de defender toda e qualquer forma de expressão.

Marcela, líder de uma categoria que longe do poder pode muito pouco ou quase nada, luta ultimamente para que não lhe cassem a livre manifestação do pensamento.

E pensando no caso de Marcela fico a me perguntar:

- Que Paraíba é essa, meu Deus, onde a presidente da Associação Paraibana de Imprensa é atacada por defender liberdade de imprensa?

Ataques que partem e continuam de pessoas detentoras de poder público, de poder político a serviço do poder econômico ou com ele fazendo sociedade.

É o que está acontecendo, porque aqui o poder está sendo mal exercido ou exercido para o mal e transformando horrivelmente as pessoas que o detêm.

Conheço algumas dessas de perto. Com elas convivi por tempo razoável. Ao lado delas lutei boas lutas. Hoje, poderosas, estão irreconhecíveis.

E essas pessoas, validando a tese d’O Nobel Felipense, vêm piorando acentuadamente “à medida que desejam se manter no poder”.

Fraquezas humanas
Vamos combinar, contudo, que é da natureza humana a fragilidade de caráter que impulsiona tão deplorável transformação.

Convenhamos, ainda, que o nosso processo civilizatório, digamos assim, dá uma boa mão a esse tipo de mudança.

Não justifica, claro, mas sociologicamente deve servir de atenuante. Afinal, seríamos todos bolhas do mesmo caldo cultural, da mesma ocidentalidade capitalista.

Graças ao nosso modo de vida e aos valores que a maioria cultiva, quem tem, acumula e quer mais. Quem não tem, mas consegue, quer muito mais. Se tem poder, usa-o com muito mais voracidade para acumular.

O problema é que o poder é temporal e, segundo a legislação brasileira, tem dia certo para acabar.
Daí por que, presumo, enquanto não acaba muita gente age e decide como se o próprio mundo fosse acabar amanhã. E tome!

Tenho pra mim, de outro lado, que os poderosos não aparentam, mas no fundo devem sentir um desespero enorme a cada dia que passa, a cada dia que os aproxima do final do mandato que lhes deu o poder.

Talvez seja por conta disso, em razão disso, que procuram se locupletar com tanta velocidade e tamanha sofreguidão.

Impossível retroceder
Mas também tem o poderoso que já cansou, desistiu, de tentar esconder. Atingiu aquele estágio em que sequer lhe incomoda quem lhe aponta a rapinagem.

Eis outro efeito poderoso do poder: revestir-se na couraça do cinismo e sob ela proteger-se dos inconvenientes que lhe cobram probidade e retidão.

Mas o mau poder, além de cínico, também é criativo. Cria, sobretudo, meios para no pós-poder ter meios de sustento e ganhos inimagináveis. Faz isso de vários modos e fórmulas.
Uns usam o poder, por exemplo, em benefício dos negócios e interesses daqueles que podem, mais tarde, retribuir-lhes de alguma maneira.

Outros, findo o mandato, através de prepostos ou laranjas confiáveis, montam negócios lucrativos ou passam a viver de rendas, fruindo os dividendos do acúmulo dos ‘bons tempos’ de poderio.
Sob tal condição, impossível para quem se enquadra no perfil ou veste a carapuça admitir voltar à condição de antes do poder, ou seja, retornar ao comum dos mortais.

Voltar pr’aquele apartamentozinho de subúrbio? Voltar a pegar ônibus enquanto o carro velho está na oficina? Voltar a pagar gasolina e telefone? Não ter mais a secretária para dizer que “está em reunião” àquele chato que insiste em lhe falar?

E como abrir mão daquelas viagens fantásticas, dos hotéis ou motéis cinco estrelas pra cima, dos almoços e jantares de gala, tudo ‘por conta do cão’?

Nem pensar! Nem a pau, Bigobal! Eis a razão de pessoas do gênero fazerem tudo e mais alguma coisa para manter o padrão. Essas não se importam nem mesmo de vender a mãe. E não entregam, que é pra vender de novo.

Felipe não era assim
Tenho certeza como Felipe Guerra, mesmo poderoso, não foi do jeito que alguns poderosos de hoje são. Refiro-me ao Felipe que deu nome ao município potiguar da Chapada do Apodi onde pontifica o plantador de arroz e blogueiro O Nobel Felipense.
Pois bem, segundo peguei na Wikipédia, a Enciclopédia Livre da Internet, o nome daquela cidade vem de Felipe Neri de Brito Guerra, “Deputado às Constituintes de 1891, 1892 e 1895, Juiz de Direito, Desembargador e Secretário de Educação”.

Doutor Felipe teve muito poder em sua terra, no seu tempo. Tanto que criaram um novo município no Rio Grande do Norte em 1963 e batizaram-no como Felipe Guerra, lugar onde vivem pouco mais de 5 mil pessoas, segundo o último censo do IBGE.

Aposto como Felipe Guerra não levou para o túmulo nem deixou mais do que amealhou honestamente em vida, apesar do poder que teve.

Mas ele viveu uma era em que não se admitia moral relativa nem hombridade parcial, referências humanas que parecem em extinção entre poderosos do Estado que fica colado e ao sul daquele onde Felipe Guerra nasceu.


http://www.paraiba1.com.br/polemicapb/

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Valeu a pena!



Uma obra que conta sobre as espécies de corrupção e os seus efeitos na sociedade, analisando, ainda, o comportamento de pessoas nela envolvidas. Sem dúvida, trata-se de um convite à reflexão, servindo como um guia para a formação e atuação honesta de administradores públicos. 

Esta é a 12ª edição do livro "Corrupção: O 5º Poder", de Antenor Batista, advogado e auditor fiscal aposentado da Receita Federal, que, desde o início, foi muito bem recebida por chefes de Estado, Imprensa e nomes da política. Os temas abordados, apesar da sua diversidade, possuem uma ligação. Eles foram compilados por meio de pesquisas realizadas ao longo de mais de 50 anos. Todos trazem ao leitor ensinamentos práticos, éticos e profundos, de forma simples, porém abrangentes. 

Em "Corrupção: O 5º Poder", Batista discorre sobre as espécies de crimes do gênero, o comportamento dos envolvidos e debate as consequências dessas ações para a sociedade. Com citações de grandes nomes, como Rousseau, Roosevelt e Freud, o livro realça a importância de analisar os problemas causados pela violência, o ódio reprimido, a avareza e, sobretudo, pela corrupção. Enquanto a Imprensa é vista como "o quarto poder", a corrupção representa o quinto.

Acredito que muitas pessoas em Felipelândia necessitem ler este livro! Ele revela muito do submundo deste crime diário causado por todos nós, e expressa de forma arrebatadora o poder desta economia paralela que poderá agora deter mais de 30% do PIB mundial e que assola dia e noite vidas através da fome, violência, negligência, descaso entre outros flagelos por este hábito desprezível.

Será que estamos realmente aptos à cobrar algo dos nossos representantes políticos? Vale salientar, eles simplesmente são o reflexo da sociedade que os elegeram, sendo assim nesta ótica primeiro vamos atiçar à nossa reflexão moral, e logo a seguir refletir em gênero, número e grau o porque deles (políticos) fazerem o que fazem com o dinheiro público! Talvez eles não sejam corruptos, é apenas nosso reflexo materializado em outro corpo.


Eu li...e recomendo!


                                                       (...)

terça-feira, 19 de julho de 2011

Pesquisa FIESP aponta no que somos "melhores".



A corrupção pode prejudicar seriamente o desempenho econômico de um país, na medida em que afeta as decisões de investimentos, limita o crescimento econômico, altera a composição dos gastos governamentais, causa distorções na concorrência, abala a legitimidade dos governos e a confiança no Estado. Embora o Brasil tenha reduzido a corrupção percebida entre 2008 e 2009, o país ainda apresenta um índice bastante elevado: de 180 países, o Brasil ocupou, em 2009, a 75ª colocação no ranking de corrupção percebida elaborado pela ONG Transparência Internacional.

Observa-se que países com maior efetividade do governo e maior eficácia das leis, relacionam-se com menores níveis de corrupção percebida do país. Elevada burocracia e a fragilidade das instituições reduzem a eficiência da administração pública brasileira, o que, aliado à baixa eficiência do Sistema Judiciário, refletem o fraco desempenho institucional do Brasil e resultam em baixos índices de governança, compatíveis com o nosso nível de corrupção percebida. Também não é possível descartar que níveis mais elevados de corrupção percebida estão associados a maior risco do país. Além de prejudicar a estabilidade do ambiente de negócios, ao reduzir a atratividade do investimento produtivo, a corrupção gera consequências negativas sobre o nível do PIB per capita, índices sociais de desenvolvimento como o IDH, a competitividade e o potencial de crescimento da economia.

Considerando o impacto negativo da corrupção sobre o país, o tema revela-se importante e justifica o objetivo deste trabalho, que é obter uma estimativa do custo econômico da corrupção no Brasil e propor uma agenda com medidas de combate à corrupção. O custo da corrupção representa todo o montante de recursos que deixa de ser aplicado no país (seja em atividades produtivas, saúde, educação, tecnologia etc.) porque é desviado para o pagamento das práticas corruptas. Quanto maior a omissão no controle da corrupção, maior é a quantidade de recursos desviados das atividades produtivas e, portanto, maior é o custo da corrupção, pois são recursos que não se transformam em crescimento do país.

As perdas econômicas e sociais do Brasil com a corrupção foram estimadas considerando um nível de corrupção percebida no país igual à média de uma cesta de países Selecionados. Se o Brasil possuísse um nível de percepção da corrupção igual a média desses países de 7,45, o produto per capita do país passaria de US$ 7.954 a US$ 9.184, ou seja, um aumento de 15,5% na média do período 1990-2008 (equivalente a 1,36% ao ano). Isto corresponde a um custo médio anual da corrupção estimado em R$ 41,5 bilhões, correspondendo a 1,38% do PIB (valores de 2008). Se o controle da corrupção fosse ainda mais rigoroso, estima-se que todos os recursos liberados da corrupção para as atividades produtivas (isto é, o custo médio anual da corrupção) chegue a R$ 69,1 bilhões (valores de 2008), correspondentes 2,3% do PIB. No entanto, este valor corresponde a um referencial teórico, em que se considera um nível de percepção da corrupção tendendo a zero, condição que não foi observada por nenhum país até então.

O custo extremamente elevado da corrupção no Brasil prejudica o aumento da renda per capita, o crescimento e a competitividade do país, compromete a possibilidade de oferecer à população melhores condições econômicas e de bem estar social e às empresas melhores condições de infraestrutura e um ambiente de negócios mais estável. As ações anticorrupção no Brasil devem ser focadas em duas questões principais: na criação e fortalecimento dos mecanismos de prevenção, monitoramento e controle da corrupção na  administração pública e na redução da percepção de impunidade, por meio de uma justiça mais rápida e eficiente, de modo a induzir a mudança do comportamento oportunista. De modo geral, é preciso aumentar a eficiência e intensificar o combate à corrupção no país, que deve ocorrer de forma permanente, com punições severas e imediatas.

A agenda de proposta anticorrupção para o Brasil considera reformas institucionais e econômicas. Dentre as institucionais, destacamos a reforma política, em que é necessário reavaliar a questão da representatividade e o financiamento das campanhas eleitorais, a reforma judiciária, na qual é imprescindível a adoção de medidas que reduzam a percepção de impunidade e a reforma administrativa com o objetivo de reduzir o poder discricionário do Executivo. Dentre as reformas econômicas, destacamos a reforma fiscal, buscando aumentar o controle sobre os processos licitatórios e os gastos públicos, a reforma do sistema tributário, a fim de torná-lo mais simples e transparente e a reforma microeconômica, visando fortalecer a independência e autonomia das agências reguladoras

Fonte: http://www.fiesp.com.br/agencianoticias 


Nota do Blog O Nobel Felipense:

Para o Brasil, as ações anticorrupção devem ser focadas em duas questões principais. Primeiro, na criação e fortalecimento dos mecanismos de prevenção, monitoramento e controle da corrupção na administração pública. Segundo, é essencial reduzir a percepção de impunidade, por meio de uma justiça mais rápida e eficiente. Os agentes corruptos ao perceberem que suas ações serão severamente punidas têm maior incentivo para mudar seu comportamento oportunista. 

Então que saibamos aproveitar este ano vindouro de 2012, e assim seja dado os primeiros passos contra este câncer nacional chamado CORRUPÇÃO.

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