Bem-Vindos ao Nobel Felipense.

Liberdade de Expressão e Democracia com respaldo no atual Art. 220º e § 2º da Constituição da República Federativa do Brasil, promulgada em 5 de outubro de 1988.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Pizzaria Brasil



Sinceramente caros amigos (as), acho que poucas pessoas na face da terra odeiam mais a CORRUPÇÃO do que eu! Parece até um destino escabroso esse meu, mas não é, nasci no Brasil e sou Brasileiro nato e Nordestino com muito Orgulho e amo o meu país acima de tudo, mas o Brasil envergonha qualquer cidadão minimamente honesto, é repugnante a infestação corruptiva do meu país, todas as esferas administrativas (Executivo, Legislativo e Judiciário) estão imergidas na lama desse câncer chamado corrupção, um bando de antropófagos alimentam-se deste mal e o povo não faz absolutamente nada.

Apreciamos esta do Senhor Ministro Lewandowski do STF, que teve uma excelente chance estes dias de dá uma pequena demonstração ao povo brasileiro, que poderíamos caminhar e se tornar um país sério um dia, mas não, ele só reforçou que os PARCEIROS DE TOGA também existem. 

No processo do MENSALÃO o maior esquema de corrupção já existente em 512 anos de Brasil, o Senhor Ministro teve a CARA DE PAU de absolver em gênero, número e grau os dois maiores articuladores desse ESQUEMA NEOPLÁSICO, ele votou pela absolvição do deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) e do publicitário Marcos Valério e dois ex-sócios por supostas irregularidades. 

Como o FACEBOOK também foi criado para compartilhar coisas úteis (90% das pessoas só compartilham asneiras!), um colega da Comunidade “Quero o Fim da Corrupção” deixou lá a sua indignação e o telefone do Gabinete do Senhor Ministro Lewandowski (61) 3217-4259 , onde ele ligou e apresentou suas indignações sobre o fato. Pois é, fiz o mesmo, exerci também o meu papel e liguei e claro que quem atendeu foi um assessor com os “OUVIDOS DE TITÂNIO” que teve que ouvir minhas colocações e indignações como brasileiro, e também de milhares outras pois o número é público e o Senhor Lewandowski trabalha em tribunal que pertence ao povo brasileiro. E não fiquem pasmos, pois o Senhor Ministro é apenas um ser humano igual a todos nós, e o salário dele é pago por mim e todos nós Brasileiros! Acho que todos devem saber disso, claro além também que ele é humano.

Fui extremamente educado, apenas sou consciente do desrespeito do Ministro com todos os cidadãos brasileiros, apenas fiz bom uso do meu poder cívico e farei sempre que achar necessário, mesmo com o Oceano Atlântico a me separar fisicamente do meu país, é meu dever e obrigação executar o poder de cidadão seja onde eu estiver.

Sei que algumas pessoas ao lerem esse meu relato irão tirar todos os tipos de conclusões, desde as mais estúpidas e chulas ou até aquelas mais ou menos conscientes que irão dizer: “Esse cara é um otário mesmo, ele acha que vai resolver alguma coisa?!...Mas, ele mesmo morando no exterior fez o papel dele como cidadão? Nós que estamos aqui não fazemos nada contra tudo isso e só vamos as ruas quando nosso time de futebol ganha ou quando chega a época das eleições, aí estamos lá nos mantando por nossos candidatos”.

Sabem de uma coisa? Pouco importa que venham falar, quais adjetivos irão atribuir-me, o meu PAPEL de cidadão foi feito e a única via que pude reivindicar meus direitos eu a utilizei, assim durmo tranquilo e sei que um dia posso olhar na cara dos meus filhos e dizer que além de abominar a CORRUPÇÃO tento fazer minha parte e assim excretar esse mal do meu país.

Se cada um fizesse a sua parte acho que teríamos um país diferente e mais nobre de viver!

GGA - Lisboa/Portugal

** (61)32174259 - Brasília/DF - Gabinete do Ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski.


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segunda-feira, 20 de agosto de 2012

McMáfia Brasileira


"Quando um sindicato do crime convence um Estado poderoso a concordar ou cooperar com suas negociatas, tem em mãos a senha mágica para a gruta dos tesouros de Aladim. Porque não existe organização criminosa mais bem-sucedida do que a que conta com apoio estatal." Misha Glenny

Numa narrativa eletrizante como um romance policial, um retrato vívido, sem retoques, daquilo que já foi chamado de “o lado negro da globalização”: o crescimento exponencial do crime organizado em todo o planeta.

Este livro apresenta uma semelhança gritante com as organizações criminosas brasileiras em todas as esferas públicas (Judiciário, Executivo e Legislativo).

Uma excelente dica de leitura.

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domingo, 19 de agosto de 2012

Êita que orgulho de ser Nordestino!


“A indicação de Ariano Suassuna ao Nobel é excelente para literatura brasileira.” Afirmam especialista literários sobre a indicação do escritor e dramaturgo Paraibano Ariano Suassuna, 84 anos, que foi escolhido pelo Senado Federal como o "candidato oficial" do Brasil ao prêmio Nobel de Literatura.

O mais interessante é que os outros únicos brasileiros também citados ao Prêmio Nobel o baiano Jorge Amado e o pernambucano João Cabral de Melo Neto também eram "Cabras da Peste Nordestinos".

Falam isso, falam aquilo do povo NORDESTINO, existe um preconceito explícito no Brasil contra os Nordestinos, mas uma pergunta vos devo fazer:

- Qual o povo que ainda pratica cultura neste país?

Ou ser um imbecil Skinhead, Preconceituoso, Racista, Xenófobo, Anti-nordestino e externar as características piores que habitam o ser humano na sua essência é cultura?

Nós Nordestinos transbordamos na nossa essência como um povo, diferente de muitos que vangloriam-se somente da posição geográfica em que vivem no mapa brasileiro. 

Digo e repito incansavelmente que ser brasileiro para mim é apenas uma imposição geográfica, meu verdadeiro e legítimo ORGULHO É SER NORDESTINO! Já somos uma nação livre, pois possuímos nossa própria cultura, nosso folclore, nossos costumes regionalistas, nosso sotaque gostoso, nossas praias únicas, nossas músicas e músicos ímpares, nossos poetas peculiares, nossa culinária invejável... Ou seja, somos um povo único!

Vejam a reportagem na íntegra sobre a indicação do Escritor Paraibano Ariano Suassuna no site do "Jornal Último Segundo" no link abaixo:


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domingo, 5 de agosto de 2012

Sociedade dos Poetas Mortos



Dead Poets Society ou Sociedade dos Poetas Mortos é um filme Norte-americano de 1989, do gênero drama, dirigido por Peter Weir.

Conta a história de um professor de poesia nada ortodoxo, de nome John Keating, em uma escola preparatória para jovens, a Academia Welton, na qual predominavam valores tradicionais e conservadores. Esses valores traduziam-se em quatro grandes pilares: tradição, honra, disciplina e excelência.

Com o seu talento e sabedoria, Keating inspira os seus alunos a perseguir as suas paixões individuais e tornar as suas vidas extraordinárias.

O filme mostra também que em certa altura da vida, as pessoas, em especial os jovens, deveriam opor-se, contestar, gritar e sobretudo ser "livres pensadores", e não deixar que ninguém condicione a sua maneira de pensar, mas também ensina esses mesmos jovens a usarem o bom-senso.

A Sociedade dos Poetas Mortos é formada por Todd A Anderson, Neil Perry, Steven K C Meeks Jr., Charlie Dalton, Knox T Overstreet, Richard S. Cameron e Gerard J Pitts.

Repleta de citações de grandes nomes da literatura de língua inglesa, como Henry David Thoreau, Walt Whitman e Byron, e de belas imagens metafóricas, Sociedade dos poetas mortos deixa uma profunda mensagem de vida sintetizada na expressão latina Carpe diem ("aproveite o dia"), cujo sentido é: aproveite, goze a vida, ela dura pouco, é muito breve. Uma das fontes originais do roteiro é certamente O Despertar da Primavera de Frank Wedekind, que enfoca jovens vivendo numa escola alemã no final do século XIX.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Dead_Poets_Society


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sábado, 4 de agosto de 2012

Nossa realidade nua e crua

O mais interessante nesta citação acima, é que ela reflete em gênero, número e grau a realidade brasileira desde sempre. As reportagens de hoje em jornais televisivos, impressos e na Internet , ou seja, em todos os meios de comunicações brasileiro somente enfatizam que o Brasil aumentou seu número de ricos, milionários e bilionários. No entanto, a nossa dura realidade é outra como simples cidadãos, pois nada disso contribuiu até agora com a educação nacional que a quase 4 meses as Universidades Públicas encontram-se em greve, com os sistemas de saúde públicos defasados, segurança pública não existe (índice de violência só elevam-se dia a dia), a infraestrutura social em ruínas entre outras obrigações que deveriam realmente refletir um país "rico" e não somente aquele que eleva a escala dos seus novos ricos e mostra ao mundo um país que ainda não existe. 

Ricos estes que só servem para esbanjarem-se em colunas fúteis sociais, que sinceramente isto é o maior LIXO produzido hoje pela sociedade! 

Um país que não cumpre suas obrigações básicas como um estado, jamais poderá externar ao mundo que é um país rico e justo, um país que não valoriza seus educadores e deixa-os sem diálogo a mais de 120 dias e expõe todos os seus alunos as situações mais constrangedoras ao longo de uma futura profissão. 

Isto é o país dos ricos? Que país é este? 

Como sempre caminhamos na contra mão da realidade de um país descente e justo para com seus cidadãos honestos. 

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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

O amor através da leitura


Deparei-me com este texto e achei muito descontraído e interessante, espero que as mulheres façam bom proveito dele! Assim, Dádivas Terrenas, deixo-vos aqui uma dica incitadora e singela, com certeza este não será o único caminho à felicidade, mas poderá contribuir um pouco.

Segue o Texto abaixo:


Namore um cara que lê

Namore um  cara que se orgulha da biblioteca que tem, ao invés do carro, das roupas ou do penteado. Ele também tem essas coisas, mas sabe que não é isso que vai torná-lo interessante aos seus olhos. Namore um cara que tenha uma pilha de três ou quatro livros na cabeceira e que lembre do nome da professora que o ensinou as primeiras letras.

Encontre um cara que lê. Não é difícil descobrir: ele é aquele que tem a fala mansa e os olhos inquietos. Ele é aquele que pede, toda vez que vocês saem para passear, para entrar rapidinho na livraria, só para olhar um pouco. Sabe aquele que às vezes fica calado porque sabe que as palavras são importantes demais para serem desperdiçadas? Esse é o que lê.

Ele é o cara que não tem medo de se sentar sozinho num café, num bar, num restaurante. Mas, se você olhar bem, ele não está sozinho: tem sempre um livro por perto, nem que seja só no pensamento. O rosto pode ser sério, mas ele não morde, não. Sente-se na mesa ao lado, estique o olho para enxergar a capa, sorria de leve. É bem fácil saber sobre o quê conversar.

Diga algo sobre o Nobel do Vargas Llosa. Fale sobre as novas traduções que andam saindo por aí. Cuidado: certos best-sellers são assunto proibido. Peça uma dica. Pergunte o que ele está lendo –e tenha paciência para escutar, a resposta nunca é assim tão fácil.

Namore um cara que lê, ele vai entender um pouco melhor seu universo, porque já leu Simone, Clarice e –talvez não admita– sabe de memória uns trechos de Jane Austen. Seja você mesma, você mesmíssima, porque ele sabe que são as complicações, os poréns que fazem uma grande heroína. Um cara que lê enxerga em você todas as personagens de todos os romances.

Um cara que lê não tem pressa, sabe que as pessoas aprendem com os anos, que qualquer um dos grandes tem parágrafos ruins, que o Saramago começou já velho, que o Calvino melhorou a cada romance, que o Borges pode soar sem sentido e que os russos precisam de paciência.

Um namorado que lê gosta de muita coisa, mas, na dúvida, é fácil presenteá-lo: livro no aniversário, livro no Natal, livro na Páscoa. E livro no Dia das Crianças, por que não? Um cara que lê nunca abandonará uma pontinha de vontade de ser  Mogli, o menino lobo.

E você também ganhará um ou outro livro de presente. No seu aniversário ou no Dia dos Namorados ou numa terça-feira qualquer. E já fique sabendo que o mais importante não é bem o livro, mas o que ele quis dizer quando escolheu justo esse. Um cara que lê não dá um livro por acaso. E escreve dedicatórias, sempre.

Entenda que ele precisa de um tempo sozinho, mas não é porque quer fugir de você. Invariavelmente, ele vai voltar –com o coração aquecido– para o seu lado.
Demonstre seu amor em palavras, palavras escritas, falas pausadas, discursos inflamados. Ou em silêncios cheios de significados; nem todo silêncio é vazio.

Ele vai se dedicar a transformar sua vida numa história. Deixará post-its com trechos de Tagore no espelho, mandará parágrafos de Saint-Exupéry por SMS. Você poderá, se chegar de mansinho, ouvi-lo lendo Neruda baixinho no quarto ao lado.

Quem sabe ele recite alguma coisa, meio envergonhado, nos dias especiais. Um cara que lê vai contar aos seus filhos a História Sem Fim e esconder a mão na manga do pijama para imitar o Capitão Gancho.

Namore um cara que lê porque você merece. Merece um cara que coloque na sua vida aquela beleza singela dos grandes poemas. Se quiser uma companhia superficial, uma coisinha só para quebrar o galho por enquanto, então talvez ele não seja o melhor. Mas se quiser aquela parte do “e eles viveram felizes para sempre”, namore um cara que lê.

Baseado no "Namore uma garota que lê", texto escrito pela Rosemary Urquico e traduzido e adaptado para o português por Gabriela Ventura.

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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Condição Natural


Na República Federativa do Brasil é NATURAL que grande parte da classe política nacional seja conluiado com os mais diversos esquemas de corrupções. 

Reparem que eu utilizo "NATURAL" e não normal.

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segunda-feira, 30 de julho de 2012

Carpe Diem

Carpe Diem significa “aproveite o momento”. O termo está em Latim e foi escrito pelo poeta latino Horácio (65 a.C.-8 a.C.), no Livro I de “Odes”, em que aconselha a sua amiga Leucone na frase: “...Carpe Diem, quam minimum credula postero".

Uma tradução possível para a frase seria “...colha o dia de hoje e confie o mínimo possível no amanhã”.

O significado de Carpe Diem é um convite para que se aproveite o tempo presente, usufruindo os momentos intensamente sem pensar muito no que o futuro reserva.

Horácio segue a linha do epicurismo e defende que a vida é breve e a beleza perecível. Sendo a morte a única certeza, o presente deve ser aproveitado antes que seja tarde.

Carpe Diem é viver o hoje sem preocupações com o amanhã. É desfrutar a vida e os prazeres do momento em que se vive. Agora, no presente.

No filme “A Sociedade dos Poetas Mortos”, a mensagem de “carpe diem” é transmitida em determinado momento aos jovens estudantes para lhes lembrar a brevidade da vida e que, por isso, deveriam vivê-la de forma extraordinária.

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Voracidade dos argumentos


Sufrágio eleitoral, época onde inevitavelmente há vários momentos e misturas de argumentos reais com as famosas falácias eleitorais de sempre. Ou seja, analisem e respaldem os argumentos do vosso candidato com aquilo que realmente ele é como homem ou mulher, busquem algo além daquilo que visivelmente é possível enxergar neles, pois todos nós sempre temos algo a demonstrar mais do quê aquilo que se ver. As pessoas sérias e que possuem propósitos são raras, sei disto, mas elas ainda existem, elas podem e devem servirem à sociedade, mas para isto necessitam que a sociedade os enxerguem.

Vivemos uma "boa época" de muitas falácias e mentiras exageradas, gritos pomposos e vorazes de quem quer eleger-se ou reeleger-se apenas com o propósito do seu próprio bem pessoal, um momento de pura massagem de egos. A tirania da mentira prevalece à séculos no nosso país, daí vivermos hoje em todo o país momentos delicados e escabrosos de corrupção generalizada em quase todos os municípios da unidade federativa.  

Acredito que existam candidatos sérios pessoas boas, honestas que querem doar-se a uma causa social. Lembrem-se que pessoas sérias e competentes são diferentes de "Anjos Terrenos"! Falamos aqui daquilo que é real e de benefício vindouro a nossa Pedra de Abelhas, pessoas que podem usar de argumentos lógicos capazes de serem cumpridos, tudo em conformidade com a realidade vivida.

Diferenciem gritos abjetos, sem sentido com propósitos pessoais daquilo que é possível visualizar e sentir, os argumentos de quem ama e quer o bem social é visível e facilmente perceptível quando realmente queremos enxergar as coisas não como elas são, mas sim como elas podem ser. Se algo estar péssimo e pode ser diferente, porque não mudar? A mudança é inevitável, a vida é composta de mudanças diárias e Felipelândia precisa ser banida do mapa mundi e mudarmos para uma nova cidade onde todos possam participar! Não há mais possibilidade de elegermos ou reelegermos pessoas que fazem da politica profissão ou meio de vida eterno, elementos estes sem propósitos sociais ou que possuam amor a sua própria terra. 

Para os fatos atuais não existem argumentos, mesmo que gritem vorazmente!

Analisem o agora, esta é a hora, pois se mais uma vez errarmos, só daqui a 4 anos ou quem sabe bem mais! O pior de tudo é que o "esquecimento" bate a porta e tudo foi jogado ao ralo da sociedade como se nada de ruim nunca tivesse acontecido. 

Vivam este momento, pois não existe mais tempo para arrependimentos do ontem, a vida é o agora, o amanhã ainda não existe! É hora do Carpe Diem.


Ficamos todos com Amor e Paz em Pedra das Abelhas e a todos seus Filhos sejam eles onde estiverem

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sábado, 28 de julho de 2012

Tudo sobre o mensalão

Todas as investigações sobre o escândalo – na Polícia Federal, em CPIs, na imprensa – produziram provas. Em cima delas, os juízes decidirão o destino dos réus

Sete anos, um mês e 22 dias depois, o passado está vivo. Ainda não é nem passado, como escreveu o romancista americano William Faulkner. Parece que foi ontem, parece que nunca aconteceu: o dia em que o deputado Roberto Jefferson revelou que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva botara o Congresso no bolso. Era 6 de junho de 2005, nascia o mais grave escândalo de corrupção da história recente do Brasil. Dias depois, Jefferson afirmou diante das câmeras de televisão: “É voz corrente em cada canto desta Casa, em cada fundo de plenário, em cada banheiro, que o senhor Delúbio, tendo como pombo-correio o senhor Marcos Valério, um carequinha que é publicitário lá em Minas Gerais, repassa dinheiro a partidos que compõem a base de sustentação do governo, num negócio chamado mensalão”. Jefferson acusou o deputado José Dirceu, então primeiro-ministro informal do governo, de comandar o esquema. Contou que advertira o presidente Lula sobre a mesada – e ele, no mínimo, nada fizera. A política brasileira, ainda se recuperando do impeachment do primeiro presidente eleito desde a ditadura militar, deparava com a possibilidade de um segundo.

O impeachment não aconteceu. Seguiram-se investigações sobre o caso em CPIs no Congresso, na Polícia Federal, na imprensa e na Procuradoria-Geral da República. Todas – todas – produziram provas e constataram que Jefferson contara, na essência, a verdade: o PT, sob a liderança de Dirceu, montara um esquema de pagamento maciço de dinheiro em troca de apoio político no Congresso. Altos representantes do Poder Legislativo se venderam a altos representantes do Poder Executivo. Não há caso que se compare em gravidade e dimensão institucional. É por isso que, a partir das 14 horas desta quinta-feira, os 11 ministros do Supremo Tribunal Federal, os mais altos representantes do Poder Judiciário, darão início ao julgamento mais importante na história da corte. Um julgamento que mostrará a maturidade da democracia brasileira – e que, sejam os réus absolvidos ou condenados, porá fim ao passado.


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sexta-feira, 27 de julho de 2012

Aprendizagem


Uma realidade que é possível evitar sempre.

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Fato Inevitável


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quarta-feira, 25 de julho de 2012

Valiosidade


"A melhor de todas as coisas é o conhecimento.
O dinheiro pode ser perdido ou roubado, a saúde e a força podem um dia falhar, mas o que você dedicou a sua mente será sempre seu e durará eternamente contigo."

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terça-feira, 24 de julho de 2012

Novela "Avenida Brasil" emburrece o cidadão


Os personagens Carminha (Adriana Esteves), Tufão e (Murilo Benício), Nina (Débora Fallabela) são os nomes mais famosos do Brasil, pelo menos, enquanto estiver no ar à novela "Avenida Brasil" (Rede Globo).

Parte do entretenimento brasileiro, as telenovelas atingem a todas as classes, sem discriminação. Enredo previsível, situações inimagináveis na vida real, personagens sofríveis vividos por "pseudoatores".

A pergunta que me faço a cada vez que leio algo sobre a audiência dessa forma de "cultura" é simples: em que momento o Brasil "emburreceu"? Em que momento deixamos de ler? São perguntas para as quais não há respostas.

Personagens estereotipadas, como a Carminha, que devoram o bom senso e a capacidade de percepção do cidadão médio, são algozes necessários para que a apatia da mocinha que só chora não dê azo à perda de patrocinadores de peso do horário nobre.

Uma vez ouvi de um diretor de teatro que "a história é feita de estórias e é disso que vivem a arte e o público". Arte? Tufão é arte? Nina ou Rita são arte? Um dia achei que arte de verdade era composta por personagens mais encorpados como Lucíola, Hamlet, Dom Quixote, mas Tufão?

Enfim, vivendo e aprendendo. Aprendendo? O que é que a trama vivida por Nina e Carminha realmente pode ensinar a esse povo tão carente de livros e de personagens de verdade? Golpes? Maldades? Traição? Grosseria? Vingança? Espera lá... Mas e a cultura popular? Não seria essa uma das funções do entretenimento que mais alavanca dinheiro para a "casa de cultura" chamada Rede Globo.

Os pais modernos controlam o conteúdo que os filhos podem ou não visitar nos sítios virtuais, mas continuam ausentes quando o assunto é a novela das "oito". E as literaturas brasileira e mundial morreram?

Onde é que estão os nossos heróis imaginários, que no passado povoaram nossas mentes e que foram referência para conquistas outras que não a ajuda financeira ao Max (Marcello Novaes), amante da Carminha e pai do Jorginho (Cauã Reymond)?

Será mesmo que nós "emburrecemos"? Séculos depois de sua criação, Romeu ainda é referência do amor eterno, da devoção e da capacidade de se perder de amor. A Julieta, e sempre Julieta, jurada de amor eterno! Será que dois meses depois que essa "pérola" chamada "Avenida Brasil" sair do ar nos lembraremos de quem foi Leleco (Marcos Caruso) na trama que ajudou a "emburrecer" ainda mais o nosso povo?

Provavelmente não, assim como não nos lembramos de "Fina Estampa" (Globo, 2011), de Aguinaldo Silva, e outras tantas que em nada contribuíram para a cultura nacional!

Mas tudo bem. Qualquer dia desses, em um domingo daqueles bem chatos, ligaremos a televisão depois do futebol e o Faustão anunciará mais um "monstro sagrado da televisão brasileira"! De repente, surgirá mais um ator realmente acreditando que fez história. Por quinze ou trinta minutos, ele viverá a fantasia de que pertence ao mesmo mundo que Meryl Streep e Dustin Hoffman!

A cereja do bolo é quando o Faustão coloca alguns depoimentos tristes e eles terminam chorando. Eles fazem telenovela e fingem que são atores. E a gente aqui, acreditando!

Adeus William Shakespeare, adeus Montecchios e Capuletos, adeus Camilo Castelo Branco, adeus literatura de verdade. Arte agora é a que fazemos lá no bairro do Divino, bairro do Tufão, da Carminha e da Zezé.

E viva a cultura! Em tempo: não, nós não "emburrecemos", nós somos imbecis!

Fonte: Opinião do Leitor da Folha de S.Paulo, Sílvio Dolce (Londrina-PR). Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/paineldoleitor/1124491-para-leitor-novela-avenida-brasil-emburrece-o-cidadao.shtml

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Mais uma verdade!


Há uma cumplicidade vergonhosa entre estes fatores:

"Falta de atitude de um povo perante uma corrupção que os destroem."

Não tem como evitar, a verdade é inevitável e infalível para todos nós.

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segunda-feira, 23 de julho de 2012

A verdade


A verdade muitas vezes precisa ser expressa à todos, o fato de alguém falar uma verdade é uma necessidade moral e de coerência com seus princípios e não uma forma de se sobrepor sobre alguém.

Mas...a vida é assim mesmo, jamais podemos agradar todos! 

A vida continua com ou sem a verdade, com ela seria melhor, mas muitos preferem ouvir e viver de mentiras.

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domingo, 22 de julho de 2012

Felipelândia, vive da emoção negando a razão



Vivemos um ano de sufrágio eleitoral em Felipelândia, onde a briga constante entre o coração e a razão faz parte do dia-a-dia de cada cidadão desta província, a estupidez acéfala da defesa cega das cores partidárias feitas por grande parte dos eleitores (Verde X Vermelho), sem que minimamente analisem os reais propósitos dos partidos políticos locais, simplesmente cegam e deixam que prevaleça o descaso do voto.

Na realidade o cidadão de Felipelândia nunca parou para pensar sobre o que realmente é um Bem Comum Social, ou seja, o sentido literal da palavra política, pois sempre prevaleceu a ignorância sobre a razão. A maior prova disto é que aproximadamente 4 décadas nesta cidadela encontramos parasitas sociais alimentando-se da ineficácia do voto e da cegueira de um povo.

A cegueira do coração prevalece sempre sobre a razão dos fatos por cá, o coração cega, sobrepondo-se sobre a razão humana, mesmo com tudo que foi visto e comprovado sobre fatos visivelmente ímprobos evaporam nestas horas, pois o coração não permite que pensem ou muito menos enxerguem as verdades, nada é mais visível aos olhos do povo do que aí estar exposto à sociedade, o cérebro já não mais existe, a batalha é ganha pela ignorância do coração sobre a razão das evidências dos fatos.

Como tudo na vida tem um preço, o fator causa e efeito é inevitável nestas horas, um tsunami de desrespeito e descaso virão logo depois das eleições (como sempre vem!), pois quando deixamos que o nosso coração supere nossa razão sempre pagamos um preço catastrófico e inevitável de mazelas na vida, é este o ônus que todos já sentem na pele em Felipelândia hoje. 

Mas, a estupidez é tão avassaladora que anestesia a mente e o corpo de alguns eleitores e também líderes políticos, é visível a dor visceral dos compadres políticos com seus apoios partidários, é notório a escassez de argumentos em defesa daquilo que é impossível defender, chega a ser patético as defesas hipócritas e sem nexo de alguns correligionários de um sistema falido que enoja qualquer homem minimamente honesto.

Quem habita junto aos improbos perde toda a razão de ser chamado de justo, pois não justifica-se dizer que não sabe, que não sente, que não cheira ou que não apalpa um corpo tão visível, nojento, fedido e subversivo como o corpo da corrupção.

Seja qual for a cidade, desde a metrópole a uma cidadela provinciana, se as forças proporcionadas pelas emoções superam as razões reais das coisas, esta sempre caminhará por caminhos tortuosos, pois existirá sempre aproveitadores que viverá em castelos, que andará em carruagens de ouro e alimentar-se-á da mais nobre das comidas as custas da irracionalidade da maioria dos seus cidadãos. E como uma esponja todos os cidadãos serão sugados e prejudicados, levando esta cidade aos caos já instalado, mas que maioria ainda irá negar cegamente os desmandos dos seus líderes ímprobos.

Vos deixo aqui uma afirmação bem clara da minha pessoa, como cidadão felipense tenho o direito de expressar e afirmar aquilo que penso, indiferente da concessão ou agraciações de  alguns sejam eles quem forem ("Eleitores" ou Políticos), pois tenho ideologias indiferente e independentemente da existência de cores partidárias (Verdes ou Vermelhos) ou de adjetivos políticos (Bacuraus ou Bicudos) da política de Felipelândia. 

Um homem livre vive (pensamento) assim, expressando, opinando e existindo sobre aquilo que realmente pensa, não de apologias irracionais partidárias que cegam.

Saibam que eu duvido, logo penso, logo existo.

Ficamos todos com Amor e Paz em Pedra das Abelhas e a todos seus Filhos sejam eles onde estiverem.

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Convencer


"Aprendi a não tentar convencer ninguém. O trabalho de convencer é uma falta de respeito, é uma tentativa de colonização do outro."

José Saramago, escritor Português.

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sexta-feira, 20 de julho de 2012

Uma quadrilha no poder!


Ou o Brasil acaba ( politicamente ) com o PT, ou o PT acaba ( literalmente ) com o Brasil!

Uma quadrilha travestida de partido politico assalta os cofres públicos com uma voracidade " nunca vista antes na história deste país!"

São capazes de TUDO para manter indefinidamente o poder, verdadeiros bucaneiros, corruptos, sem a mínima noção de ética, degradando os poderes da república, amplamente submissos à gangue petista!

Fiquemos atentos ao julgamento dos mensaleiros! Manobras sórdidas estão sendo articuladas para "suavizar" as penas dos quadrilheiros!



Fonte: Carlos Vereza in "http://carlosverezablog.blogspot.com.br/"

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quinta-feira, 19 de julho de 2012

Santa Loucura!


Vós por devíeis deveis agradecer todos dias aos "Loucos", pois vivemos em um mundo onde podemos ainda usufruir de algo melhor graças a eles.

O mundo não existiria sem eles, a tecnologia pertence a eles, a vida ainda caminha graças a eles, o mundo muda todos os dias em consequências das loucuras, tudo gira de alguma forma devido aos "Loucos", tudo que existe ao nosso redor eles inventaram.

A democracia, a liberdade de expressão, o direito, as teorias revolucionárias sociais, a ética, a vida moderna, tudo isto ao nosso redor foram invenções dos "Loucos". 

Os mais belos princípios humanos foram adjetivados de loucuras pelos ditos “Normais”.

Já imaginaram o mundo sem os “Loucos”?

Nada existiria…

Por exemplo, ser honesto hoje no Brasil é uma loucura uma insanidade total!

Mas, mesmo assim continuarei sendo "Louco" até meus últimos instantes de vida. Pois os "Loucos" deixam legados atemporais, e adoro me enebriar nesta loucura.

Use e abuse da vossa Loucura!

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Viajar é Preciso


Mesmo a rodar e a andar pelo mundo, nada se compara a viagem da leitura.

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quarta-feira, 18 de julho de 2012

O Chefe


"O Chefe", livro do jornalista Ivo Patarra, é um flagrante da corrupção política na era Lula. As 457 páginas retratam uma triste realidade, que marcará toda uma geração. É resultado de cinco anos de pesquisa.

A obra traz os inquéritos, relatórios, sindicâncias, investigações e reportagens que escandalizaram o Brasil. Os documentos reproduzidos resumem o trabalho desenvolvido pelo Ministério Público, Polícia Federal, Comissões Parlamentares de Inquérito, Congresso Nacional, Tribunal de Contas da União, Controladoria-Geral da União, Tribunal Superior Eleitoral e principalmente as apurações conduzidas por setores da imprensa, que contribuíram decisivamente para revelar detalhes do escândalo do mensalão, o maior esquema de corrupção governamental de que se tem notícias no Brasil, em todos os tempos.

Capítulo 1

'O governo Lula é o mais corrupto de nossa história'

Qual a justificativa para o presidente da República nomear como ministro e integrante de seu primeiro escalão de auxiliares o homem que publicara, num dos jornais mais importantes do País, que ele, o presidente, era o chefe do governo "mais corrupto de nossa história"?

Pois Luiz Inácio Lula da Silva, o Lula, nomeou o filósofo Roberto Mangabeira Unger no primeiro semestre de seu segundo mandato, em 2007, ministro da Secretaria de Planejamento de Longo Prazo, especialmente constituída para abrigá-lo. E não adiantou nem o PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro) inviabilizá-la tempos depois, durante uma rebelião para obter mais cargos no governo e proteção para o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), o então presidente do Senado, acusado de corrupção. Apesar de o PMDB derrotar a Medida Provisória que criara o posto para Roberto Mangabeira Unger, Lula deu um jeito na situação, nomeando-o novamente, desta vez como ministro extraordinário de Assuntos Estratégicos. A posição do detrator estava garantida.

"Pôr fim ao governo Lula" é o título do artigo de Roberto Mangabeira Unger publicado na Folha de S.Paulo em 15 de novembro de 2005, no sugestivo dia da Proclamação da República. O ano de 2005 havia sido marcado pela eclosão do escândalo do mensalão. Este é o parágrafo de abertura do artigo:

"Afirmo que o governo Lula é o mais corrupto de nossa história nacional. Corrupção tanto mais nefasta por servir à compra de congressistas, à politização da Polícia Federal e das agências reguladoras, ao achincalhamento dos partidos políticos e à tentativa de dobrar qualquer instituição do Estado capaz de se contrapor a seus desmandos."

O que poderia ter levado o presidente da República a nomear como ministro o autor dessas acusações? E Roberto Mangabeira Unger não estava brincado, a julgar pela defesa que fez do impeachment de Lula. Ao denunciar "a gravidade dos crimes de responsabilidade" supostamente cometidos pelo presidente, o então futuro ministro afirmou em seu artigo que Lula "comandou, com um olho fechado e outro aberto, um aparato político que trocou dinheiro por poder e poder por dinheiro e que depois tentou comprar, com a liberação de recursos orçamentários, apoio para interromper a investigação de seus abusos".

Alguém poderia argumentar que a nomeação de Roberto Mangabeira Unger seria um mal necessário. Coisa da política. E tentar explicá-la pela importância do filósofo, um professor da prestigiada Universidade de Harvard, das mais importantes dos Estados Unidos, por quase 40 anos. O Brasil, portanto, não poderia prescindir da experiência e do prestígio de Roberto Mangabeira Unger, que teria muito a contribuir com o País.

Será mesmo? A cerimônia de posse do filósofo não demonstrou isso. Poucos ministros, cadeiras vazias, menos de uma hora de solenidade. E mesmo antes da criticada viagem de Roberto Mangabeira Unger à Amazônia, em 2008, na qual defendeu o desvio de águas da região para abastecer o Nordeste, sem considerar que centenas de milhares de amazonenses ainda não dispunham de água encanada, o ministro já era considerado, em âmbito do governo, "café-com-leite". Ou seja, não lhe era atribuída importância, nem de seu trabalho haveria algo para se aproveitar.

Outro trecho do artigo de Roberto Mangabeira Unger: "Afirmo ser obrigação do Congresso Nacional declarar prontamente o impedimento do presidente. As provas acumuladas de seu envolvimento em crimes de responsabilidade podem ainda não bastar para assegurar sua condenação em juízo. Já são, porém, mais do que suficientes para atender ao critério constitucional do impedimento. Desde o primeiro dia de seu mandato o presidente desrespeitou as instituições republicanas. Imiscuiu-se e deixou que seus mais próximos se imiscuíssem, em disputas e negócios privados".

Talvez, então, a razão para a nomeação de Roberto Mangabeira Unger tenha sido de ordem político-partidária. Ou seja, o filósofo traria para o governo a base social representada por seu partido, ampliando o número de legendas que davam sustentação à administração Lula no Congresso. Como vimos, no entanto, Roberto Mangabeira Unger passou a maior parte da vida nos Estados Unidos, o que o forte sotaque não deixava desmentir. Não possuía qualquer base social, nem traria consigo qualquer força orgânica da sociedade.

Quanto a seu partido, o minúsculo PRB (Partido Republicano Brasileiro) tinha menos de 8 mil filiados quando Roberto Mangabeira Unger se tornou ministro e era um dos menores partidos políticos do País. Não agregava praticamente nada à base aliada de Lula. Por apoio político-partidário não faria sentido nomear Roberto Mangabeira Unger. Afinal, o PRB, ligado à Igreja Universal do Reino de Deus, possuía apenas três deputados federais, um senador e o vice-presidente da República, José Alencar (MG), que saíra do PL (Partido Liberal) em decorrência do escândalo do mensalão e foi o grande incentivador da nomeação do filósofo.

Em outro trecho do famoso artigo, Roberto Mangabeira Unger afirmou que "Lula fraudou a vontade dos brasileiros", ameaçava a democracia "com o veneno do cinismo" e tinha um projeto de governo que "impôs mediocridade". E mais: "Afirmo que o presidente, avesso ao trabalho e ao estudo, desatento aos negócios do Estado, fugidio de tudo o que lhe traga dificuldade ou dissabor e orgulhoso de sua própria ignorância, mostrou-se inapto para o cargo sagrado que o povo brasileiro lhe confiou".

Para fazer a vontade de seu vice José Alencar, um homem leal e doente, Lula só precisaria ter dito que gostaria muito de nomear alguém indicado por ele, mas não poderia ser o homem que o acusara de chefiar o governo mais corrupto da história. Poderia ser qualquer um, menos aquele que conclamara o Congresso a derrubá-lo da Presidência da República, por corrupção. Por que Lula nomeou Roberto Mangabeira Unger, autor de acusação tão séria? Nas páginas deste livro, o leitor será convidado a encontrar a resposta.


***O livro encontra-se totalmente disponível no site: http://www.escandalodomensalao.com.br/. São 21 capítulos com Download disponibilizados para impressão.


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sábado, 14 de julho de 2012

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Enquanto isso...


Eu também acredito em Papai Noel!

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terça-feira, 10 de julho de 2012

A arte


"Minha alma tem o peso da luz. 
Tem o peso da música. 
Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita.
Tem o peso de uma lembrança.
Tem o peso de uma saudade. 
Tem o peso de um olhar. 
Pesa como pesa uma ausência.
E a lágrima que não se chorou. 
Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros."

Clarice Lispector

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segunda-feira, 9 de julho de 2012

Força de Vontade


A Força da Vontade Tudo vence uma vontade obstinada, todos os obstáculos abate o homem que integrou na sua vida o fim a atingir e que está disposto a todos os sacrifícios para cumprir a missão que a si próprio se impôs. Atento ao mundo exterior, para que não falte nenhuma oportunidade de pôr em prática o pensamento que o anima, não deixa que ele o distraia da tensão interna que lhe há-de dar a vitória; tem os dotes do político e os dotes do artista, quer modelar o mundo segundo o esquema que ideou.

Não se trata, claro, de um triunfo pessoal; em história da cultura não há triunfos pessoais; ou a vontade é pura e generosa, nitidamente orientada ao bem geral, ou mais cedo, mais tarde, se há-de quebrar contra vontades de progresso mais fortes que ela. Que o querer tenha sua origem e seu apoio em coração aberto à nobreza, à beleza e à justiça; de outro modo é apenas gume fino e duro de faca; por isso mesmo frágil, na sua aparente penetração e resistência. Vontade inteligente, e não manhosa, altruísta, e não virada ao sujeito, pedagógica, e não sedenta de domínio; a esta pertencem os séculos por vir: é a voz a que surgem; a outra estabelece os muros que ainda tentam defender o passado.



Livro de Agostinho da Silva, in 'Considerações'


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