Bem-Vindos ao Nobel Felipense.

Liberdade de Expressão e Democracia com respaldo no atual Art. 220º e § 2º da Constituição da República Federativa do Brasil, promulgada em 5 de outubro de 1988.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

O Povo no Poder

Em julho de 1987, funcionários da CNBB entregam à Câmara dos Deputados abaixo-assinados de projetos de iniciativa popular para a Assembleia Nacional Constituinte

Graças à mobilização da sociedade civil na década de 1980, o Brasil se tornou um dos poucos países no mundo onde a população pode legislar diretamente.

“Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.” – Parágrafo único do artigo 1º da Constituição de 1988.

“A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante: I – plebiscito; II – referendo; III – iniciativa popular.” – Artigo 14 da Constituição de 1988.

A Constituição brasileira de 1988 é uma das poucas no mundo que garantem aos cidadãos a possibilidade de exercer o poder político por conta própria, criando leis em benefício da coletividade sem depender da ação de deputados e senadores. No entanto, quase 23 anos após a promulgação da carta constitucional, o país ainda está longe de praticar a democracia direta. O que prevaleceu até hoje foi a democracia representativa, na qual os eleitores se limitam a eleger seus representantes – presidente, governador, senadores, deputados federais e estaduais e vereadores –,delegando-lhes o enorme poder de legislar e governá-los, abrindo mão de participar ativamente dos grandes debates políticos do país.

Toda regra, porém, tem sua exceção. A aprovação, em 2010, da Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar 135/2010), que proíbe a candidatura de políticos com problemas na Justiça, se tornou um dos raros exemplos de legislação nascida da iniciativa popular que vingou. O outro caso de sucesso é o da Lei 9.840, aprovada em 1999, que pune com a cassação do mandato os políticos acusados de compra de votos.

As duas leis de iniciativa popular com caráter de depuração da política nacional têm produzido várias mudanças para melhor na vida institucional do país: nas eleições do ano passado, a Lei da Ficha Limpa impediu a candidatura de personagens de peso, como o ex-ministro Jáder Barbalho (PMDB-PA) e o ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz (PSC-DF), entre muitos outros, acusados de malversação de recursos públicos. E, desde que foi aprovada, a Lei 9.840 já levou à cassação de mais de mil administradores públicos, entre os quais governadores e prefeitos. “As leis de iniciativa popular são um dos poucos momentos nos quais o Congresso, que se concede aumentos de salários e legisla em causa própria, é obrigado a ouvir a sociedade”, explica o cientista político Rubens Figueiredo.

Existem ainda outras duas normas legais que tiveram origem na mobilização da sociedade – a lei que cria o Sistema Nacional de Habitação Popular (Lei 11.124/05) e uma legislação que pune mais severamente os crimes hediondos (Lei 8.930/94) –, mas os processos de aprovação dessas medidas não representaram casos genuínos de democracia direta. A primeira levou 17 anos para tramitar no Congresso, até a sua promulgação, totalmente desfigurada, em 2005. A segunda foi adotada pelo governo, que enviou uma proposta de legislação sobre o assunto ao Legislativo diante da comoção nacional gerada pelo assassinato da atriz Daniella Perez, filha da autora de telenovelas Glória Perez, em 1992.



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segunda-feira, 11 de junho de 2012

Um excelente disfarce para Narcisistas é a Política


De acordo com o psiquiatra argentino Hugo Marietán : "A política é um terreno em que os psicopatas se movem como ´peixes na água`.” Alguns especialistas concordam, embora com algumas raras exceções. A democracia de certa forma barra os psicopatas severos (Hitler entre outros assassinos), mas são comuns casos menos extremados, porém patológicos, de distúrbios narcisistas. Possuímos isto nos nossos políticos nacionais, é possível observar sintomas visíveis.

Contudo é verdade que a política e todas as atividades onde há exercício de poder são atrativas para estas personalidades doentias. E porque pesam dois fatores: o poder garante-lhes gratificação – por ir ao encontro da necessidade de controlar e ser admirado – por outro, saem-se bem no jogo político.

Personalidades narcísicas, com culpabilidade diminuída são mais comuns, mentem, enganam e manipulam todos ao seu redor. Na atividade política isto é o pão nosso de cada dia. Mas nem todo o político tem uma personalidade desviante e como também nunca foi encontrado um estereótipo psicológico entre quem exerce poder. Como tudo nesta vida nada é 100% bom ou 100% ruim, o céu e o inferno habita todos nós.

Mas, para muitos psicólogos o prognóstico é bem pior, é preciso separar duas formas de encarar o poder: como legitimidade de gestão e governo do outro. E o último registo, motivação dos narcisistas que alcançam cargos públicos, tende a dominar. A democracia protege-nos dos casos mais severos da psicopatia, mas para os narcísicos sutis acaba por ser um bom disfarce. Usam muito os moralismos e ideais próprios para justificar seus meios narcisistas de atingirem e se manterem no poder com longevidade.

Os narcisista possuem charmes de mais, vergonha de menos, sem diagnósticos particulares, mas reconhecemos que há casos de perturbações de personalidade hoje na política seja ela onde for, por exemplo figuras como o populistas Hugo Chávez (Presidente da Venezuela), e algumas vezes o ex-presidente Lula com seu Lulismo Popular e com algumas atitudes em busca constante do mediatismo. Mas, a própria psiquiatria é quem mais relativiza a questão: nem todo o narcisismo é negativo, alguns conseguem atingir pontos nas suas carreiras com auto-estima e determinação em chegar a determinados patamares com um narcisismo positivo. Já o ponto negativo é o narcisismo “de morte” de figuras como Hitler (Alemanha), Franco (Espanha), Stalin (ex-URSS), já em contra ponto temos o positivismo que é mais consistente com a equação política, de valorização das capacidades, e importante até para a definição de carisma, do político que mobiliza. Hoje literalmente não vemos líderes carismáticos, mas exemplos atuais de um protótipo máximo de culto da auto-imagem.

Os casos de ausência de vergonha, de quem é apanhado a mentir ou de quem se mantém em cargos públicos após condenações em tribunais de justiça por improbidades. O que está em questão não são os artifícios jurídicos, porque as pessoas sejam elas que forem têm o direito a defender-se através dos meios legais. O fato na realidade é não sentirem culpabilidade e vergonha. Alguém com alguma organização psicológica ou mais normal, não continuaria a aparecer e querer manter a sua visibilidade após casos desta natureza. O poder para o narcísico é uma forma de afirmar que não tem defeitos ou falhas. Uma falha de quem só tolera a perfeição é o descambar de tudo. Em vez de vergonha, tende a defender-se com arrogância.

Existe um charme superficial, estamos numa sociedade que valoriza o espetáculo, em que as características superficiais são as primeiras a ser avaliadas. É o caso da pessoa ser superficialmente charmosa, característica do narcisista ou do psicopata. É óbvio que na psicologia estes distúrbios têm vários graus, não falamos de assassinos em série. A política atrai personalidades que sentem que as suas características lhes dão vantagem na carreira. A paranóia é também um sinal, a pessoa narcísica desconfia dela própria.

A ganância pelo poder é patológico é a propensão sobretudo de quem não faz a transição para a vida madura e consciente. Existe uma ilusão de que caso se consiga governar os outros, talvez a própria vida tenha manejo, um pouco como a criança que só se sente segura quando os grandes estão convencidos de suas artes infantis. O narcisismo político tem a ver com a pessoa não se sentir suficientemente valorizada como pessoa, com seu verdadeiro “Eu”. Estas pessoas estão ligadas a muita insegurança pessoal, compensada por esta necessidade de estar acima dos outros.

O pior disto tudo no domínio da esfera pública, acaba por ser a impunidade. Uma sociedade passiva reflete também sobre o eleitorado que elege estes psicóticos. Deve haver maior sensibilidade de quem vota, as pessoas devem estar um pouco mais vigilantes ao fato de poderem ser manipuladas e enganadas, algo bastante comum no nosso país onde repete-se a cada ano eleitoral. Acabamos elegendo estas figuras pela superficialidade, e ainda permanece a impunidade, as expectativas de quem vota saem goradas ao longo de sucessivas eleições.

De acordo com as estatísticas a psicopatia tem uma incidência entre 1% a 2% na população, uma em cada 100 pessoas. Mas, vamos encontrar vários psicopatas ao longo da vida, seja na esfera pública com os políticos ou na vida privada. Nada disto é novo, parte da explicação para a entrega do poder a narcisistas acaba por ser o conformismo e a ignorância do povo.

São raros os narcisistas e mais ainda os psicopatas que procuram tratamento. Geralmente quando procuram é porque acham que os outros é que estão mal. Se um narcísico vive para provar aos outros que não tem falhas, isto é um reflexo direto de uma noção muitas vezes inconsciente de se ser uma porcaria como pessoa.

Para a psicologia, o mito de Narciso ainda serve de enquadramento e todo o narcisismo é patológico. Antes da ameaça, são por isso vítimas de outros e de si. Segundo a Mitologia Grega: “Narciso apaixonou-se pela própria imagem porque rejeitou e foi rejeitado por todos à sua volta. Não foi o objetivo dele, foi o último recurso.”

Um fato nisto tudo é inexorável e lógico: "Quanto mais narcisista é um político, maior é a sua incompetência administrativa."

Ficamos todos com Amor e Paz em Pedra das Abelhas e a todos seus Filhos sejam eles onde estiverem.

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domingo, 10 de junho de 2012

Brasil! Sim, possuímos nossos méritos


Há também coisas boas por cá:

1. O Brasil é o país que tem tido maior sucesso no combate à AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis e vem sendo exemplo mundial.

2. O Brasil é o único país do hemisfério sul que está participando do Projeto Genoma.

3. Numa pesquisa envolvendo mais de 60 cidades de diversos países, a cidade do Rio de Janeiro foi considerada a mais solidária.

4. Nas eleições de 2010, o sistema do Tribunal Superior Eleitoral - TSE, estava informatizado em todas as regiões do Brasil, com resultados pouco mais de 24 horas depois do início das apurações.

5. Mesmo sendo um país em desenvolvimento, os internautas brasileiros representam uma de quase 46% do mercado na América Latina.

6. No Brasil, há 14 fábricas de veículos instaladas e outras 4 se instalando, enquanto alguns países vizinhos não possuem nenhuma.

7. Das crianças e adolescentes entre 7 a 14 anos, 97% estão estudando.

8. O mercado de telefones celulares do Brasil é o segundo do mundo, com 650 mil novas habilitações a cada mês.

9. Na telefonia fixa, o país ocupa a quinta posição em número de linhas instaladas.

10. Das empresas brasileiras, 6.890 possuem certificado de qualidade ISO-9000, maior número entre os países em desenvolvimento. No México, são apenas 300 empresas.

11. O Brasil é o segundo maior mercado de jatos e helicópteros executivos. Possuem também junto a outras gigantes mundiais da aviação uma das fábricas mais modernas do mundo do ramo aéreo, a EMBRAER fabricante de aviões comerciais, executivos, agrícolas e militares.

12. O Brasil é considerado por muitos estudiosos mundiais o país no mundo com maior diversidade cultural e com uma diversidade religiosa extremamente passiva.

13. Muitas universidades conceituadas que estudam os processos de miscigenação racial e estudos genéticos consideram o Brasil como exemplo de um país puramente miscigenado, considerado no sentido literal uma nação "misturada" sem pureza racial alguma (várias raças na composição de um único povo).

14. Os estabelecimentos hoteleiros e de vendas do Brasil são considerados em várias pesquisas mundiais como um dos melhores atendimentos, tendo como características peculiares a simpatia e a prestação de serviço por excelência aos seus clientes.

Fonte: http://www.moodyint.com/ct.htm

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sábado, 9 de junho de 2012

Enquanto isso...


E assim se faz justiça por aqui!

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segunda-feira, 4 de junho de 2012

O Tempo

Tudo cura o tempo, tudo faz esquecer, tudo gasta, tudo digere, tudo acaba.
Atreve-se o tempo a colunas de mármore, quanto mais a corações de cera! 
São as afeições como as vidas, que não hão-de mais certo sinal de haverem de durar pouco, que terem durado muito.
São como as linhas que partem do centro para a circunferência, que, quanto mais continuadas, tanto menos unidas.
Por isso os antigos sabiamente pintaram o amor menino, porque não há amor tão robusto, que chegue a ser velho.
De todos os instrumentos com que o armou a natureza o desarma o tempo.
Afrouxa-lhe o arco, com que já não tira, embota-lhe as setas, com que já não fere, abre-lhe os olhos, com que vê o que não via, e faz-lhe crescer as asas, com que voa e foge.
A razão natural de toda esta diferença, é porque o tempo tira a novidade às coisas, descobre-lhes os defeitos, enfastia-lhes o gosto, e basta que sejam usadas para não serem as mesmas.
Gasta-se o ferro com o uso, quanto mais o amor?
O mesmo amar é causa de não amar, e o ter amado muito, de amar menos.

in "Amor menino", Padre Antônio Vieira

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Maravilhas de Portugal


Fernando António Nogueira Pessoa (Nasceu em Lisboa/Portugal, 13 de Junho de 1888 — Faleceu em Lisboa/Portugal, 30 de Novembro de 1935), mais conhecido como Fernando Pessoa, foi um poeta e escritor português.

É considerado um dos maiores poetas da Língua Portuguesa, e da Literatura Universal, muitas vezes comparado com Luís de Camões. O crítico literário Harold Bloom considerou a sua obra um "legado da língua portuguesa ao mundo".

Um legado nas palavras:

O Sonho é a Pior das Cocaínas,

“O sonho é a pior das cocaínas, porque é a mais natural de todas. Assim se insinua nos hábitos com a facilidade que uma das outras não tem, se prova sem se querer, como um veneno dado. Não dói, não descora, não abate – mas a alma que dele usa fica incurável, porque não há maneira de se separar do seu veneno, que é ela mesma.”  in Livro do Desassossego

O Orgulho e a Vaidade,

“O orgulho é a consciência (certa ou errada) do nosso próprio mérito, a vaidade, a consciência (certa ou errada) da evidência do nosso próprio mérito para os outros. Um homem pode ser orgulhoso sem ser vaidoso, pode ser ambas as coisas, vaidoso e orgulhoso, pode ser — pois tal é a natureza humana — vaidoso sem ser orgulhoso. É difícil à primeira vista compreender como podemos ter consciência da evidência do nosso mérito para os outros, sem a consciência do nosso próprio mérito. Se a natureza humana fosse racional, não haveria explicação alguma. Contudo, o homem vive a princípio uma vida exterior, e mais tarde uma interior; a noção de efeito precede, na evolução da mente, a noção de causa interior desse mesmo efeito. O homem prefere ser exaltado por aquilo que não é, a ser tido em menor conta por aquilo que é. É a vaidade em acção.”  in Da Literatura Européia

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A Beleza Expressa


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domingo, 3 de junho de 2012

Culturalmente Impossível


O Brasil a cada dia que passa nos impulsiona ao ridículo internacional, chegamos ao ponto de já superarmos tudo aquilo que foi dito a nível de corrupção neste país, nada é feito ou minimamente tentado em combater esse flagelo. Existe sim, apenas um nenhenhém nacional com função de “panos quentes”, uma tentativa óbvia de esconder os fatos e proporcionar um espetáculo circense aos olhos do povo.

Somos um país desacreditado em todas as suas esferas administrativas, um homem de bem já não se deixa mais enganar (pouquíssimos são eles vale salientar!), foi criado a cultura que o bonito de um cidadão é ele ser “esperto” e saber ganhar dinheiro, existindo assim uma pseudocultura onde ser honesto é ser otário do ponto de vista de uma grande maioria.

Vejamos os noticiários através dos jornais impressos e televisivos que nas suas raras vezes demonstram um ato de honestidade, por exemplo: um cidadão comum que age de forma honesta por encontrar uma quantia significativa de dinheiro em um banheiro de um aeroporto, rodoviária ou seja lá onde for, este cidadão devolve ao proprietário o tal dinheiro, logo imediatamente ele é taxado pela maioria dos leitores e telespectadores como um “otário” que encontrou determinada quantia e logo devolveu, pois naquele instante ele poderia ter mudado de vida e ter ficado com o dinheiro que não era seu, na visão popular dinheiro achado não é roubado, “Mané” foi quem perdeu! Analisando a ótica social, se “Mané” é quem perde e esperto é quem fica com o dinheiro alheio, então o que somos quando nosso dinheiro é desviado para cofres e contas privadas de políticos improbos? Pois o dinheiro não é deles, é nosso, o povo, sendo assim somos milhões de “Manés” nesse Brasil a fora? Vos faço então este questionamento!

Há uma cultura nacional de inversão dos valores morais que ditam as regras sociais e dos seus cidadãos. Ou seja, o que é certo é errado e o que é errado é o correto para a maioria dos cidadãos, prega-se inconscientemente e embutem na massa populacional que ser “esperto” é mais vantajoso em um mundo tão competitivo e capitalista, e os princípios de honestidade e plenitude sociais são coisas que já não valem e não dizem nada nos dias atuais, praticamente é papel de “otário” ser honesto no Brasil.

O pior ainda é que a grande maioria da população vive a louvar e a tratar seus próprios usurpadores como Semi-Deuses, político no Brasil ainda é tratado como celebridade e alguns eleitores aprofundados na sua ignorância até lagrimejam quando os veem pessoalmente. Devido a tal grau estupidez são totalmente incapazes de enxergarem que o mal atendimento em hospitais públicos com pessoas morrendo as portas e corredores como animais em matadouros, insegurança pública generalizada seguida de crimes hediondos todos os dias, farras e luxos com o dinheiro público e estradas federais que mais matam do que muitas guerras no mundo, entre outras algazarras infindáveis são obras dos seus Semi-Deuses políticos que vos tanto adoram. Desta forma não há dificuldades em perceber o fruto da somatória de inércia cívica com ignorância social, temos a corrupção como o resultado deste fatores, produto este de elevado poder letal e raíz de todos os malefícios de uma sociedade seja ela qual for.

Vale lembrar que estamos em 2012, ano de sufrágio eleitoral municipais, onde a maioria da classe política dos municípios brasileiros tratam como um ano de “Balcão de Negócios”, é permitido tudo desde que ajam benefícios próprios e o povo seja sempre tratado como “Gado Eleitoral”, e que tudo continue para o bem de alguns e flagelos da maioria.

É fundamental repensar alguns conceitos existentes e praticados por todos nós, talvez seja a hora de reavaliar o que acontece convosco na sua cidade e vida como cidadão se é o justo. Essa é a hora de observarmos se tudo isto é o melhor para a coletividade social, se toda esta conjuntura poderá garantir o futuro das gerações vindouras com respeito e dignidade mantendo os reais valores culturais de um povo probo.

Saibamos desde já que é possível ter consciência plena que tudo pode e deve ser mudado, possibilitando à todos os cidadãos dias melhores e menos vergonhoso como os que estamos a viver atualmente repletos de inversões de valores cívicos.

Ficamos todos com Amor e Paz em Pedra das Abelhas e a todos seus Filhos sejam eles onde estiverem.



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terça-feira, 29 de maio de 2012

O Povo Culto


De acordo com o Srº Agostinho da Silva, in 'Diário de Alcestes', um filósofo, poeta e ensaísta português.

" ...Os povos serão cultos na medida em que entre eles crescer o número dos que se negam a aceitar qualquer benefício dos que podem; dos que se mantêm sempre vigilantes em defesa dos oprimidos não porque tenham este ou aquele credo político, mas por isso mesmo, porque são oprimidos e neles se quebram as leis da Humanidade e da razão; dos que se levantam, sinceros e corajosos, ante as ordens injustas, não também porque saem de um dos campos em luta, mas por serem injustas; dos que acima de tudo defendem o direito de pensar e de ser digno.” 

Resumindo em poucas palavras o quê o grande escritor Português mencionou: 

O maior inimigo de um governo é um povo culto.

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Duas vezes o "O Quinto dos Infernos"


Durante o Século 18, o Brasil-Colônia pagava um alto tributo para seu colonizador, Portugal.

Esse tributo incidia sobre tudo o que fosse produzido em nosso País e correspondia a 20% (ou seja, 1/5) da produção.

Essa taxação altíssima e absurda era denominada de "O Quinto", sendo um imposto que recaía principalmente sobre a nossa produção de ouro do Brasil.

O "Quinto" era tão odiado pelos brasileiros, que, quando se referiam a ele, diziam "O Quinto dos Infernos".

E isso virou sinônimo de tudo que é ruim.

A Coroa Portuguesa quis, em determinado momento, cobrar os "quintos atrasados" de uma única vez, no episódio conhecido como "Derrama".

Isso revoltou a população, gerando o incidente chamado de "Inconfidência Mineira", que teve seu ponto culminante na prisão e julgamento de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário IBPT, a carga tributária brasileira deverá chegar ao final do ano de 2011 a 38% ou praticamente 2/5 (dois quintos) de nossa produção.

Ou seja, a carga tributária que nos aflige é praticamente o dobro daquela exigida por Portugal à época da Inconfidência Mineira, o que significa que pagamos hoje literalmente "Dois Quinto dos Infernos" de impostos. Vale lembrar que não somos mais colônia de nenhum Império, mas sim reféns de uma carga tributária que amordaça todos os cidadãos.

Essa alta carga tributária ainda é o reflexo de um sistema político arcaico e assistencialista, que usa da truculência dos impostos tributários para bancar os luxos de uma casta de corruptos com seus desvios de dinheiro público, mas para servi e combater os males da sociedade brasileira este dinheiro não possui nenhuma serventia social.

O Governo atual busca junto aos bancos influenciá-los cada vez a diminuição das taxas tributárias. Não há aqui nenhuma ação de bondade por parte dos nossos governantes, mas sim o cumprimento das suas funções, tendo em conta que foram eleitos através do povo e a ele devem satisfação e respeito.

Então? Acham que vivemos no país das Maravilhas? Onde é mais fácil acreditar do que pensar...

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