Bem-Vindos ao Nobel Felipense.

Liberdade de Expressão e Democracia com respaldo no atual Art. 220º e § 2º da Constituição da República Federativa do Brasil, promulgada em 5 de outubro de 1988.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Mais ativos e inteligentes

Exercícios físicos aumentam o volume do cérebro, estimulam a sensação de bem-estar e alteram, para melhor, o modo como pensamos e sentimos.

A maioria das pessoas se sente bem depois de correr ou mesmo fazer uma caminhada leve. Há várias hipóteses, levantadas pela ciência e pelo senso comum, que explicam esse fato: o exercício físico ajuda a esquecer pequenas frustrações diárias, reduz a tensão muscular e estimula a produção de endorfinas. Mas talvez a maior razão de nos sentirmos tão bem quando o coração bate mais rapidamente e bombeia sangue por todo o corpo é que isso ativa o cérebro e seus intrincados circuitos – o que, segundo estudos recentes, é o maior benefício do exercício físico. O desenvolvimento de músculos e o condicionamento do coração e dos pulmões podem ser considerados apenas efeitos colaterais diante do potencial que a atividade física tem de nos tornar mais bem humorados e inteligentes.

 Alguns benefícios da atividade física para o cérebro:

1. Previne acidente vascular cerebral: o aumento da capacidade cardiorrespiratória reduz a pressão sanguínea do corpo em repouso, o que diminui o risco de acidentes vasculares cerebrais (AVC). A movimentação sintetiza proteínas, como o fator de crescimento endotelial vascular (VEGF, na sigla em inglês), que estimula a produção de células endoteliais, que compõem o revestimento interno de vasos sanguíneos, tornando-os mais resistentes. O exercício desencadeia também a liberação do gás óxido nítrico, que dilata os vasos para permitir a passagem de um maior volume de sangue.

2. Reduz risco de demência: pesquisadores do Instituto Karolinska, na Suécia, acompanharam 1.173 pessoas com mais de 75 anos por quase uma década. Nenhuma delas tinha diabetes, mas as que possuíam altos níveis de glicose apresentaram uma probabilidade 77% maior de desenvolver Alzheimer. Conforme envelhecemos, os níveis de insulina caem e a glicose tem mais dificuldade para chegar às células e abastecê-las. O excesso de glicose não absorvida cria resíduos nas células, como os radicais livres, que danificam os vasos sanguíneos, colocando-nos em risco de desenvolver Alzheimer. No organismo em equilíbrio, a insulina age contra o acúmulo de placas amiloides, mas seu excesso contribui para o aumento das placas e a inflamação, danificando os neurônios ao redor.

3. Melhora o humor: a maior produção de neurotransmissores, como a serotonina, e o aumento do número de sinapses previnem a atrofia do hipocampo, associada à depressão e ansiedade. Vários estudos relacionam a prática de atividade física regular à melhora do humor. Além disso, exercícios ao ar livre ou mesmo na academia de ginástica são boa oportunidade para interagir socialmente e fazer novos amigos; as relações sociais são importantes para a manutenção do humor e da autoestima, principalmente depois dos 60 anos.

4. Aumenta a motivação: a atividade física ativa a produção de dopamina, neurotransmissor responsável pelas sensações de prazer e motivação. Iniciar um programa de exercícios, aliás, é um desafio que demanda planejamento e autocontrole.

5. Promove a neuroplasticidade: atividades aeróbicas fortalecem as conexões neuronais e estimulam as células-tronco recém-nascidas a se dividir e se transformar em neurônios funcionais no hipocampo, o que previne o atrofiamento dessa área do cérebro relacionada à memória. Um cérebro ativado pelos exercícios favorece a neuroplascidade e a neurogênese, que é a formação de novos neurônios.

Fonte: Revista Mente & Cérebro ( http://www2.uol.com.br/vivermente/ )


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segunda-feira, 7 de maio de 2012

Malogrados Tupiniquins



O Rio Grande do Norte (RN) não poderia deixar de participar de forma ativa da festa nacional da injustiça e improbidades. A ex-chefe do Setor de Precatórios do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), Carla de Paiva Ubarana Leal, “chuta o pau do barraco” e abriu o jogo sobre o esquema de desvio de milhões de reais dos Precatórios com a conivência de Desembargadores do Estado do RN.  Até que enfim descobriram que o RN existe! E quando encontrarão o rincão Felipelândia no mapa dos desmandos públicos e ilusões populares? Quem sabe um dia…! Ainda há aqui um pouco de esperança.

Tal notícia do RN e a CPI do Bicheiro Carlinhos Cachoeira que cada dia mostra uma cara nova da política nacional ligada ao bicheiro são mencionadas hoje em vários jornais da Europa e outros países do mundo, infelizmente! Cada vez mais nos afundamos nesse lamaçal de corrupção do Brasil. Até quando exerceremos o papel de "povinho acéfalo" e aceitaremos estes desmandos e latrocínios dos bandidos de paletós? Porque grandes intelectuais brasileiros apoiam movimentos contra causas justas em outros países e nem se quer mencionam ou emitem uma única opinião sobre o nosso maior problema nacional? A corrupção!

Antes que os ufanistas desvairados e cegos funcionais digam que não amamos e/ou louvamos o nosso Querido Brasil, deixo aqui os meus louvores: “Viva” a terra Tupiniquim, infinitos louvores a Neymar (ops desculpem os fiés, é DeusMar!), as Mulheres Frutas e a cultura da fácil bunda nacional, não podemos também esquecer da Luíza do youtube que estava no Canadá (será que ela já voltou?), e a evidente (des)contribuição social das celebridades nacionais (quem esta namorando com quem? A cor da calcinha da atriz Fulana! O todo poderoso Thor filho de Eike Batista bateu a Ferrari! As novelas globais hipnotizadoras das massas e vem aí o BBB13!). São estes entre outros conteúdos fúteis e insignificantes expostos pelos principais meios mediáticos  nacionais que só nos distanciam da total realidade e da verdadeira essência do povo Brasileiro. Fica aqui o meu “Viva”, e também daqueles que não toleram e já não digerem mais tanta falta de respeito com o nosso país! Até quando isto será tolerável? Somente O Poder Superior poderá mencionar e delinear o fim desta lástima.

E a assim caminhamos como a 6ª economia do mundo com sua política e as suas esferas administrativas infestadas de antropófagos (Executivo, Legislativo e Judiciário), restando-nos  assim a luta diária como homens justos na tentativa de viver dias melhores em uma terra de injustiça e devaneios, onde ser honesto é viver para pagar um preço altíssimo.

Ficamos todos com Amor e Paz em Pedra das Abelhas e a todos seus Filhos sejam eles onde estiverem.

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domingo, 1 de abril de 2012

A importância da Leitura para o Brasileiro

"A leitura é para o intelecto o que o exercício é para o corpo." 
Joseph Addison

"Muitos homens iniciaram uma nova era na sua vida a partir da leitura de um livro."  Henry Thoreau

Pesquisa aponta que brasileiro reconhece importância da leitura, mas prefere outras atividades.

O brasileiro sabe da importância da leitura para progredir na vida, mas continua considerando a atividade desinteressante. Este é o principal diagnóstico da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, divulgada nesta semana pelo Instituto Pró-Livro. Foram entrevistadas mais de cinco mil pessoas em 315 municípios e os resultados apontam que apenas metade delas pode ser considerada leitora. O critério é ter lido pelo menos um livro nos últimos três meses.

Entre os participantes, 64% concordaram totalmente com a afirmação “ler bastante pode fazer uma pessoa vencer na vida e melhorar sua situação econômica”. Mas 30% disseram que não gostam de ler, 37% gostam um pouco e 25% gostam muito. Entre os não leitores, a principal razão para não ter lido nos últimos meses é a “falta de tempo”, apontada por 53% dos entrevistados. No topo da lista aparecem também justificativas como “não gosto de ler” (30%) ou “prefiro outras atividades” (21%).

A professora Vera Aguiar, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), explicou que a falta de hábito de leitura no país é cultural. “Nossa cultura é muito oral. Se a gente pensa na religião, nas festas como o carnaval ou nos esportes como o futebol, percebe que o brasileiro prefere atividades exteriores que envolvam muitas pessoas”, aponta a pesquisadora da Faculdade de Letras da PUC-RS.

Vera defende que mesmo sendo uma questão cultural, é possível mudar o quadro com ações de incentivo à leitura. Ela acredita que nas últimas décadas houve um incremento grande de programas voltados para o estímulo da leitura, mas as iniciativas ainda não tiveram o efeito esperado. “Há várias iniciativas de vários setores da sociedade – governos municipais, estaduais e federal, ONGs [organizações não governamentais], universidades – mas mesmo assim é pouco. Essas ações precisam ser mais articuladas”.

Para Maria Antonieta Cunha, professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e diretora do programa do Livro Leitura e Literatura do Ministério da Cultura, o brasileiro associa a leitura à obrigação e não ao prazer. Um trecho do estudo que evidencia essa tese são as respostas dos entrevistados à pergunta “qual é o significado da leitura para você”. Mais de 60%, acham que ler uma “fonte de conhecimento para a vida”, “fonte de conhecimento para atualização profissional” (41%) e “fonte de conhecimento para a escola” (35%). Para a professora, os resultados indicam que a maioria das pessoas não associa diretamente a leitura a uma atividade de lazer.

A questão é que nós não temos a leitura como um valor social. A pessoa não conseguiu descobrir que a leitura trabalha, mais do que tudo, com a transcendência, que é o grande item do ser humano. É aquilo que diz Fernando Pessoa: a literatura é uma confissão de que a vida não basta”, disse Maria Antonieta durante o lançamento da pesquisa.

O estudo também demonstra que o hábito da leitura está conectado com a frequência à escola. Entre os que estudam estão apenas 16% do total da população de não leitores. Mesmo entre aqueles considerados leitores, a média de obras lidas é 1,4 para quem não está estudando ante 3,4 para quem estuda (considerando os últimos três meses). “Que escola é essa que nós temos que não consegue desenvolver leitores para a vida inteira?”, pergunta Maria Antonieta.

A representante do Ministério da Cultura defende que as escolas e as bibliotecas, apontadas como um local desinteressante pelos entrevistados, precisam ter bons mediadores de leitura. “São professores verdadeiramente capazes de fazer o olhinho do aluno brilhar ao ouvir uma história. Para isso o próprio professor precisa ser um apaixonado pela leitura”.

Fonte: Amanda Cieglinski da Agência Brasil, em Brasília.


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quarta-feira, 28 de março de 2012

Dom Quixote


O livro Dom Quixote do escritor espanhol Miguel de Cervantes é uma obra magnífica. Por falta de tempo demorei um pouco para lê-la, mas valeu a pena. É incrível como a insanidade de um ser pode virar uma poesia. Como a amizade de duas pessoas pode te envolver, assim como envolveu por todos esses dias até os dias de hoje. É uma obra de cabeça genial. Descreve um lirismo característico da época (que é o amor de Dom Quixote por sua amada Dulcinéia Del Toboso).

O livro mostra também outras facetas, que são as do hilariante e fiel escudeiro Sancho Pança. Sancho com seus ditos populares e engraçados a irritar seu amo. Enfim, é pegar o livro e viajar em cada página, absorver cada lição de vida e guardar para sempre e a sete chaves na cabeça e no coração. O "Cavaleiro da Triste Figura" como é alcunhado nosso herói que faz de tudo para provar seu amor à sua amada, só não cumpre sua promessa com o sempre esperançoso e aflito escudeiro Sancho Pança.

Na minha humilde opinião é realmente uma obra prima, originada dos frutos de uma imaginação mágica.


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Morre Millôr Fernandes


Frases de Millôr Fernandes:

"As pessoas que falam muito, mentem sempre, porque acabam esgotando seu estoque de verdades." 

" [POEMEU EFEMÉRICO]
Viva o Brasil
Onde o ano inteiro
É primeiro de abril.

"Não devemos resisitir às tentações: elas podem não voltar."

"O poder é o camaleão ao contrário: todos tomam a sua cor."

Millôr Fernandes (Nascido no Rio de Janeiro, 16 de agosto de 1923 - Faleceu no Rio de Janeiro, 27 de março de 2012) foi um desenhista, humorista, dramaturgo, escritor e tradutor brasileiro.

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terça-feira, 27 de março de 2012

Capitalismo combina com generosidade?



A anarquia econômica da sociedade capitalista, tal como existe hoje, constitui, a meu ver, a fonte real de todo o mal.” A. Einstein – Gauche Européenne, de Paris, janeiro de 1957 Conrado Santos.

Se voltarmos nossos olhos para a história recente da humanidade, não poderemos deixar de avaliar que muitas das conquistas, avanços tecnológicos e, ainda que de forma desigual, a distribuição de riquezas têm suas bases na lei de mercado livre, em que o capitalismo impera. Por outro lado, não há dúvidas de que podemos creditar a esse modelo econômico o próprio estímulo a valores desajustados de consumo excessivo e culto da ganância.

Ao longo de décadas, vimos também surgirem outros modelos socioeconômicos, porém como fruto da incapacidade humana de interpretação de propostas fraternas e equilibradas, e ainda tendo nos líderes desses movimentos a expressão clara do egoísmo e do acúmulo de riquezas, esses modelos foram fadados ao desaparecimento.

Enfim, temos plena convicção que o modelo socioeconômico mais adequado ainda está para ser descoberto, e com certeza só surgirá no momento em que houver valores morais que sustentem tais propostas. Porém, cremos que seja importante estimularmos, contribuirmos e até mesmo nos colocarmos como partícipes para que essa transformação aconteça o quanto antes.

Por isso, este jornal recentemente abriu um espaço para a discussão de temas relacionados à economia sustentável, consumo e comportamento. Neste mês, despertou nossa atenção a transformação das empresas que freneticamente tentam consolidar-se na mente e no coração dos consumidores como marcas sustentáveis, e isso quer dizer que estão atentas aos seus valores ambientais, éticos, sociais e econômicos. Essas empresas descobriram um valor muito importante para que a promessa de sustentabilidade seja verdadeira: a generosidade.

A princípio, deparamo-nos com um impasse: será que uma empresa consegue ser generosa, bondosa e ainda dar lucro? A boa notícia é que sim.

Uma definição para generosidade pode ser entendida como nossa ação em priorizar as necessidades alheias em detrimento de nossas próprias. Mas o desafi o é: como aplicar esse importante pilar da transformação humana em uma base para a renovação da mentalidade corporativa e para o surgimento de práticas verdadeiramente sustentáveis?
Para uma reflexão consciente, recomendamos aos leitores o artigo na revista Business do Bem (ano IV – numero 12) do jornalista Rogério Ruschel, que com muita propriedade define a Generosidade Corporativa:

No mundo corporativo, generosidade significa uma empresa ser menos gananciosa, tomar a decisão de reduzir um pouquinho a margem de lucro ou aumentar o prazo de retorno de um investimento para ser ambientalmente correta e socialmente justa – sem deixar de ser economicamente viável. Significa ter a coragem para modificar regras de mercado, de design de produtos e de formas de concorrência estabelecidas por força de um modelo de crescimento a qualquer custo que já se demonstrou completamente inviável do ponto de vista de recursos naturais e de felicidade humana.

Com essa perspectiva, Ruschel coloca a generosidade como um dos pilares para a construção de uma empresa sustentável e admirada por seus consumidores. Vale lembrar que faz todo sentido ampliar o conceito de ser generoso, pois também essa é uma virtude que faz parte das buscas evolutivas do ser humano.

Ruschel defende que não basta à empresa adotar ser ambientalmente correta, socialmente justa e economicamente viável, ela precisa demonstrar essa atitude generosa. Isso quer dizer declarar de forma aberta e transparente suas convicções, e não usar de maneira velada a sustentabilidade para ganhar espaço no mercado e ter mais lucros.

A estrada é longa, nós sabemos. Mas quando nos deparamos com marcas e empresas que passaram a ser admiradas pela coragem de abrir mão da busca implacável pelo lucro, compreendemos que estamos caminhando na direção do aprimoramento das relações socioeconômicas em nosso planeta, através da mudança de nossa percepção do que realmente deve ser importante e fundamental. O acúmulo de riquezas de forma predatória e o consumo desvairado irão dar lugar a uma nova consciência, que nos permita, sim, dizer: é possível progredir e se desenvolver, por meio das práticas socioeconômicas, e ainda assim pensar no próximo.



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quinta-feira, 22 de março de 2012

Tese mostra que o Brasil foi descoberto em São Miguel do Gostoso-RN e não em Porto Seguro-BA


O Brasil foi descoberto onde hoje é São Miguel do Gostoso e não em Porto Seguro, o Monte Pascoal na verdade é o Pico Cabugi e o marco [da Praia do Marco] na verdade foi chantado no dia 30 de abril de 1500, durante a segunda missa na Terra de Vera Cruz. A tese de que o Brasil nasceu aqui, no Rio Grande do Norte, defendida pelo pesquisador Lenine Pinto, demonstra uma série de dados a serem contestados na história oficial.

Quando estava pesquisando para seu livro Natal USA, lançado em 1965, descobriu um dado interessante, o comandante americano da força tarefa no Recife, na década de 40, Jonas Inghram, deixou escrito que escolheu Recife como base em função da proximidade com o Cabo de São Roque, que é o ponto mais estratégico no Atlântico Sul. Com relação a Salvador ele diz que teria uma melhor base, mas a distância de 400 milhas a mais fazia uma grande diferença.

"Como é que estas 400 milhas não iam fazer diferença para naviozinhos a vela, cheios de gente e dependendo de vento?", indaga Lenine.

A partir de várias pistas levantadas numa pesquisa de quatro anos, já na década de 90, ele escreveu "Reinvenção do Descobrimento" publicado em 1998. Com a proximidade da data comemorativa dos 500 anos, o pesquisador foi muito procurado pela imprensa nacional. Sua tese vem ganhando adeptos pelo País. Hoje, ele já não se emociona quando descobre mais um dado que esclarece sua tese.

A última informação deste tipo foi a da caravela Boa Esperança que saiu de Portugal e está se dirigindo ao Brasil, refazendo o caminho de Cabral nas comemorações dos 500 anos. A embarcação teve de ligar os motores na travessia do Equador por falta de vento.

Segundo Lenine, Cabral também teve este problema. O navio estava praticamente parado. O tempo estimado da travessia de Cabo Verde ao porto seguro, onde ancorou Cabral, são 30 dias. Ele deve ter ficado um ou dois dias no mar parado em função do desaparecimento da nau de Vasco de Ataíde. "Na realidade ele fez a travessia em 28 ou 29 dias como é que ele poderia ter ido até o sul da Bahia?", adianta.

No ano seguinte, em 1501 João da Nova, fez a travessia do Atlântico e levou 30 dias do Cabo Verde ao Cabo de São Roque, o que Lenine entende como mais um respaldo para o tempo da viagem feita por Cabral. "D. Manuel numa carta enviada ao Rei da Espanha explica que ele mandou João da Nova para procurar Cabral e eles já sabiam da rota. João da Nova não foi para o sul da Bahia e sim para as imediações do Cabo de São Roque", explica o pesquisador.

Lenine defende que os portugueses já haviam passado pela terra de Vera Cruz. Uma das provas é que a carta do rei D. Afonso V datada de 1470, proíbe os comerciantes portugueses que negociavam na Guiné de explorar o pau-brasil. "Por que o pau -brasil? Não tinha o pau brasil lá", questiona o pesquisador.

AGUADA — Em 1498 havia peste na ilha de Cabo Verde, o arquipélago estava seco e já se presenciava a seca provocadora do esgotamento de suas reservas hídricas. Este era o local para reabastecimento de água das embarcações. Vasco da Gama, lembra Lenine, passou por lá e também fez estas observações, depois de Cristovão Colombo. Nas instruções a Cabral diziam que se ele tivesse água para mais quatro meses não era preciso parar em Cabo Verde.

A aguada - que era o sistema de abastecimento das naus, incluindo caça, a reposição de lenha dos navios e o descanso para os portugueses - aconteceu em Vera Cruz e não em Cabo Verde. "O ponto fundamental da carta de Caminha são as notícias das águas. Ele diz que as águas são muitas, encontraram lagoa de água doce e fala muito nos rios", menciona Lenine.

O pesquisador afirma que a água era tão importante que a naveta de mantimentos foi mandada de volta para Portugal com as notícias sobre este verdadeiro tesouro para a navegação portuguesa: a água. As coincidências históricas apontam mais uma questão que leva o descobrimento ao Rio Grande do Norte. O mapa de Cantino, em 1502, mostra que a ponta litoral do Estado era chamada de São Jorge, exatamente o santo do dia 22 de abril. Era praxe entre os navegantes batizar os achados como o nome do santo do dia.

O MARCO — Era normal chantar um marco no ponto onde chegavam e ao alcançarem o mar chantavam o segundo marco. "O Brasil tinha dois padrões (marcos), um na Praia do Marco, em São Miguel do Gostoso, e outro em Cananéia, em São Paulo", ressalta Lenine. Em documentos há relatos de que Cabral percorreu duas mil milhas na costa brasileira. "Duas mil milhas é exatamente a distância entre esse ponto do RN e Cananéia", afirma. Ele lembra que o marco de Touros foi chantado por Cabral, na segunda missa no Brasil, no dia 30 de abril, junto à cruz onde foi celebrado o rito católico e tomada a posse oficialmente da terra. O local onde foi encontrado o marco ficou sendo chamado de Praia do Marco.


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domingo, 18 de março de 2012

Índice de Corrupção: Brasil nos últimos 10 anos

Os índices globais de corrupção indicam cada vez mais que existe um distanciamento do Brasil em relação ao topo da probidade, onde encontram-se os países mais honestos e justos do mundo.

Apresentação do Drº Paulo Kramer no II Forum da Liberdade/MG. O Drº Paulo Kramer é cientista político, com doutorado pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj), e professor licenciado do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (Ipol/UnB).


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sábado, 17 de março de 2012

segunda-feira, 12 de março de 2012

Financiar "Playboys"! Sinônimo de Acefalia Nacional.


Verba pública financia carreira de neto de Fittipaldi, nos EUA.

Além de financiar a escola de pilotos do comentarista Galvão Bueno, como se divulgou há poucos dias, a Lei de Incentivo ao Esporte tem outro famoso na lista dos beneficiados por  dinheiro público no automobilismo de competição: Emerson Fittipaldi.

Em setembro do ano passado, o Ministério do Esporte aprovou projeto de R$ 1 milhão para o “Programa de Formação do Piloto Pietro Fittipaldi, na Fórmula Nascar”. Dinheiro da Lei de Incentivo ao Esporte que já foi captado.

Pietro, de 15 anos, é neto de Emerson, nasceu e mora nos Estados Unidos, onde disputa a categoria de automobilismo.

Barbaridades

R$ 10,5 milhões: é valor total para projetos gerais de automobilismo aprovados pelo Ministério do Esporte, entre 2011 e 2012.

Só a Associação das Equipes e Pilotos de automobilismo Amador vai levar R$ 3,6 milhões. Outros R$ 2,1 milhões vão para o Campeonato Sul-Americano de Fórmula 3.

Repito, a lei permite, mas faltam critérios do Ministério do Esporte para limitar projetos como esses, pois quem é profissional de automobilismo têm alto poder aquisitivo.

Desperdícios

Claro que automobilismo merece apoios, mas que venham da iniciativa privada! Diante dos gravíssimos problemas de estrutura para a prática esportiva em comunidades carentes, aplicar dinheiro público na formação de  pilotos é um deboche.

Lembro que apenas 53% das escolas públicas brasileiras têm uma quadra “decente” para a prática esportiva da garotada.

Esse contraste demonstra a total ausência de políticas públicas e definições de prioridades do governo para o esporte, como já denunciou o Tribunal de Contas da União. Denúncias, apenas isso…

Farra

Não podemos esquecer que a Lei de Incentivo ao Esporte usa recursos do Imposto de Renda. O governo abre mão de R$ 300 milhões anuais para aplicar em projetos que contribuam, de fato, para o fortalecimento e desenvolvimento do esporte.

No entanto, num país com limitações de verbas para as áreas da educação e da saúde, principalmente, o dinheiro público que falta aos hospitais, por exemplo, destina-se à elite, aos que usam nomes consagrados para captar com facilidade verba pública do imposto de renda.

Agressão

Há seis anos o Ministério do Esporte fecha os olhos a essa falta de planejamento, metas e prioridades para o uso do bem público, com total omissão do Conselho Nacional de Esporte.

Assim, o Conselho afronta as políticas econômicas do Ministério do Planejamento, da Receita Federal, do próprio Palácio do Planalto, que alertam para a necessidade de fixar prioridades nos gastos públicos. E a nossa prioridade no esporte não é o automobilismo de competição.

A Lei de Incentivo precisa urgentemente de uma revisão de critérios. Enquanto isso, continuaremos jogando dinheiro pela janela do desperdício.


Dados legais:

Proponente: Instituto Emerson Fittipaldi - 02.339.999/0001-23
Título do Projeto:Programa de Formação do Piloto Pietro Fittipaldi na NASCAR
Nº SLIE: 1101751-15  UF: SP
Nº do Processo: 58701.000154/2011-45          Estimativa Público:2160001
Valor Aprovado para Captação (R$): 1.001.203,00  
Prazo para Captação: 22/09/2011 a 31/12/2012



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terça-feira, 6 de março de 2012

A arte de "vomitar" sobre o povo!


"Um demagogo é aquele que defende doutrinas que sabe serem falsas a pessoas que sabem que são idiotas". Menciona Henry Louis Mencken (1880-1956), Jornalista crítico e Filósofo Norte-Americano.

Será que somos realmente idiotas? Somos somente o alimento dos abutres da sociedade? Realmente  somos ignorantes o suficiente para não percebermos que "vomitam" sobre nós, e desta forma continuamos seguindo as regras traçadas por uma minoria que vive da acefalia do próximo. Se queres também "vomitar" sobre alguém, seja um Demagogo, a profissão mais próspera da nossa terra!

A Demagogia é a estratégia de obter poder político apelando aos preconceitos, emoções, medos, vaidades e expectativas do público, tipicamente por meio de retórica e propaganda passionais, e frequentemente usando temas nacionalistas, populistas ou religiosos. Em termos etimológicos provém do Grego, querendo dizer "a arte de conduzir o povo".

Facilmente pulverizada no mundo político, a demagogia está associada a propostas e declarações que não podem ser postas em prática, feitas apenas com o intuito de obter benefício eleitoreiro ou de popularidade para quem as promete.

Esta palavra fica intimamente ligada ao ano de 2012, sendo assim tentem pelo menos perceber o conceito desta palavra. Será um ano fértil e próspero para os demagogos de plantão.

Ficamos todos com Amor e Paz em Pedra das Abelhas e a todos seus Filhos sejam eles onde estiverem.

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sábado, 3 de março de 2012

A WikiLeaks mostra um pouco do Brasil



E-mail lança suspeita sobre negociação de caças.

Um relato da agência de inteligência da Stratfor Global Intelligence, divulgado na semana passada pelo site WikiLeaks, lança suspeitas sobre a negociação para compra de equipamentos militares franceses pelo governo do Brasil.

Trata-se de um e-mail enviado pelo analista Marko Papic, no qual ele relata conversa por telefone com uma "boa fonte" do Rio (um diplomata americano que pede para não ser identificado) sobre a compra do submarino nuclear e a intenção de adquirir novos caças.

De acordo com Papic, sua fonte teria dito acreditar que "muito suborno está acontecendo".

"O Brasil é um país incrivelmente corrupto", teria acrescentado.

O e-mail, divulgado pela revista "Veja" desta semana, também relata que o diplomata teria afirmado não ter como provar suas suspeitas, mas que "a compra do submarino é particularmente tão estúpida que só pode fazer parte de algum esquema de suborno".

A essa altura, a fonte do analista da Stratfor teria dito que "Lula está provavelmente de olho em dinheiro para sua aposentadoria. E veja, a compra aconteceu curiosamente perto do fim de seu mandato".


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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Humildade


"O dinheiro faz homens ricos; o conhecimento faz homens sábios e a humildade faz homens grandes."

O Presidente dos EUA, Barack Obama, é o Nobel da Paz de 2009, todos os dias ao chegar na Casa Branca cumprimenta aqueles que trabalham com ele, indiferente quem seja ou que façam.

Simplesmente o Homem Mais Poderoso do Mundo é um exemplo vivo de humildade e respeito ao próximo diariamente.

Ele já deixou o seu nome para todo o sempre na história da humanidade não só por ser o primeiro presidente negro dos Estados Unidos, mas também por ser uma pessoa de conduta impecável e que fez da humildade o alicerce do seu sucesso sempre.

Parabéns Barack Obama por mais uma aula, e sirva de lição aos seus semelhantes que comportam-se como hipócritas facínoras e que deixam-se levar por aparências e poderes triviais.


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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

O poder dos fracos


O mérito da palavra Poder (do latim potere) é, literalmente, o direito de deliberar, agir e mandar e também, dependendo do contexto, a faculdade de exercer a autoridade, a soberania, ou o império de dada circunstância ou a posse do domínio, da influência ou da força.

Segue então a seguinte afirmação: “Quer conhecer o verdadeiro caráter de uma pessoa, dê o poder a ela”.

Esta frase é a mais pura realidade e esconde muitas faces, o poder corrompe de uma maneira ou de outra. E a mudança fica mais cruel à medida que a pessoa deseja se manter no poder. Acho que você já ouviu alguém dizer: “Fulando antes do poder era uma coisa, agora é outra”.

Em toda administração há aqueles que pensam que o poder é eterno, e começam a pisar nas pessoas, se achando soberanos (superiores "Semideuses"), mesmo sabendo que dias atrás ocupavam o mesmo cargo dos seus subordinados, isto acontece todos os dias em todas as esferas sociais, ontem, hoje e sempre haverá. Já vimos muitas pessoas perderem muito mais do que o poder por conta disto. Existem exemplos em todos os lugares e meios sociais, é o que mais se ouve como assunto diário em todos os meios.

O poder naturalmente corrompe os fracos, dita a regra de vida dos medíocres e pobres de conduta. Faz com que pessoas estufem o peito como soberanos e que podem ditar a vida dos outros da forma que bem entenderem. Existe uma máxima também que é análoga a este tipo de pessoa: “O dinheiro muda as pessoas”. Pura mentira esta afirmação! O dinheiro não muda ninguém, ele apenas retira a máscara dos fracos, mostra a face daqueles que sempre sonharam em fazer algo (bom ou mal), apenas não fizeram por falta dos recursos financeiros, com o dinheiro agora é possível demonstrarem quem são de verdade e do que são capazes.

Aliás isso não é novidade, uma vez que você tem o "poder" você pode passar a ver as coisas de forma diferente. Você acredita ou discorda? O poder sobe à cabeça dos políticos, assessores, cargos executivos, entre outros tantos. Podemos generalizar esses fatos, ou não? Melhor pensarmos sobre isto!

Tudo neste mundo e na vida é relativo, não dá para generalizar coisa alguma que vemos ou sentimos. Mas infelizmente o poder corrompe a maioria, sim, a maioria dos que chegam lá, mas há muitas nobres exceções que ainda deixam um resto de esperança aos simples mortais. Exemplos como Jesus de Nazaré e Martin Luther King (não foram políticos, mas extremamente poderosos pela influência que exerceu), e Gandhi (estadista que marcou a história do seu país milenar), estes sim, foram humildes não se corromperam.

O poder corromperá sempre os medíocres, só conhecemos o soldado quando ele vira tenente. O poder corrompe os fracos, os sem personalidades, aqueles que não respeitam nada nem ninguém nesta vida, aqueles que só buscam no poder uma forma de se auto-afirmarem, buscam de alguma forma suprirem suas psicopatologias. Quem tem dignidade não se deixa levar por um sistema naturalmente corrupto e maléfico, há poucos exemplos de pessoas fidedignas na nossa política (Felipelândia que diga-vos quantos são!), mas essa minoria prova que só os sujos se corrompem.

Analisem a seguinte afirmação: "Não é o poder que corrompe o homem; o homem é que corrompe o poder (Ulysses Guimarães) ". Onde estar a cerne deste mal? Quantas faces possuem um homem obcecado por poder? Do que ele será capaz para chegar lá?

Ficamos todos com Amor e Paz em Pedra das Abelhas e a todos seus Filhos sejam eles onde estiverem.

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O magia da música


Vários estudos comprovam o poder que a musicalidade tem sobre uma sociedade, um poder que parte da individualidade para a coletividade. Quando falamos de música logo lembramos de múltiplos sentimentos e de uma história seja ela individual ou coletiva.

A música pode transforma o nosso estado de espírito, ela pode servir como inspiração para os movimentos sociais e até mesmo ditar regras e normas de uma sociedade.

O seu poder está presente na forma de como ela é transmitida para os indivíduos; pois ela pode levar a paz ou a violência, a liberdade ou a prisão dos desejos e dos sonhos de uma nação.

Quando ouvimos uma canção podemos entender o mundo a nossa volta, mas também podemos viajar para outros mundos, outras realidades e histórias distintas da nossa. No entanto devemos compreender que por trás da linguagem musical existe sentimento e uma história de uma pessoa que utiliza o seu dom de compor para transmitir através da musicalidade a forma de ver o mundo.

A música é considerada um dos recursos mais ricos que podemos encontrar, pois dentro de sua complexidade podemos trabalhar a história, o ritmo, a letra, a linguagem e inúmeros outros métodos de análise.

A música propriamente dita também pode ser vista com um reflexo da nossa própria identidade, pois ela imprime o nosso estilo, comportamento e forma de ver o mundo, características fundamentais para conhecermos um indivíduo ou uma sociedade.

Em suma, a música tem o poder de eternizar a arte de viver e acima de tudo de ensinar, libertar e compreender uma sociedade contemporânea; buscando eternizar os momentos e sentimentos de hoje para uma geração futura.

Fonte: http://ipsilon.publico.pt/


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sábado, 11 de fevereiro de 2012

O Herói da Floresta


Paulo Adario (foto) é brasileiro, tem 63 anos e tornou-se o primeiro cidadão do planeta a carregar o título de “Herói da Floresta da América Latina e Caribe”, outorgado pela ONU na semana passada. Ele tem muito do que se orgulhar, o Brasil tem mais a lamentar.

Ambientalista por paixão, jornalista de profissão, cineasta por diversão e ex-preso político na época da ditadura militar, o diretor do Greenpeace no País teve reconhecida a sua luta pela preservação da Amazônia. Já para o governo brasileiro a situação é inversa: se há um herói a cuidar da floresta, é sinal de que a floresta é maltratada.

 A ONU também concedeu prêmio póstumo ao casal Maria do Espírito Santo e José Cláudio da Silva, assassinado no Pará após denunciar a extração ilegal de madeira. Também essa premiação tem duas faces: enaltece os mortos, mas envergonha autoridades brasileiras que fecharam os olhos para o crime.
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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Cinco maiores arrependimentos antes de morrer.


A vida como ela é. Nem, sempre alegria, nem sempre sofrimento. Pois é, uma enfermeira que aconselhou muitas pessoas em seus últimos dias de vida escreveu um livro onde lista os cinco arrependimentos mais comuns das pessoas antes de morrer.

A Srª Bronnie Ware é uma enfermeira que passou muitos anos trabalhando com cuidados paliativos, atendendo pacientes em seus últimos três meses de vida. Ela conta que os pacientes ganharam uma clareza de pensamento incrível no fim de suas vidas. Segundo a especialista, "podemos aprender muito desta sabedoria".

Em entrevista ao jornal britânico “The Guardian”, Bronnie afirmou:

 - Quando questionados sobre desejos e arrependimentos, alguns temas comuns surgiam repetidamente.

Confira a lista e os comentários da enfermeira:

1. Eu gostaria de ter tido a coragem de viver a vida que eu quisesse, não a vida que os outros esperavam que eu vivesse.

“Esse foi o arrependimento mais comum. Quando as pessoas percebem que a vida delas está quase no fim e olham para trás, é fácil ver quantos sonhos não foram realizados. A maioria das pessoas não realizou nem metade dos seus sonhos e têm de morrer sabendo que isso aconteceu por causa de decisões que tomaram, ou não tomaram. A saúde traz uma liberdade que poucos conseguem perceber, até que eles não a têm mais.”

2. Eu gostaria de não ter trabalhado tanto.

“Eu ouvi isso de todo paciente masculino que eu trabalhei. Eles sentiam falta de ter vivido mais a juventude dos filhos e a companhia de seus parceiros. As mulheres também falaram desse arrependimento, mas como a maioria era de uma geração mais antiga, muitas não tiveram uma carreira. Todos os homens com quem eu conversei se arrependeram de passar tanto tempo de suas vidas no ambiente de trabalho.”

3. Eu queria ter tido a coragem de expressar meus sentimentos.

“Muitas pessoas suprimiram seus sentimentos para ficar em paz com os outros. Como resultado, ele se acomodaram em uma existência medíocre e nunca se tornaram quem eles realmente eram capazes de ser. Muitos desenvolveram doenças relacionadas à amargura e ressentimento que eles carregavam.”

4. Eu gostaria de ter ficado em contato com os meus amigos.

“Frequentemente eles não percebiam as vantagens de ter velhos amigos até eles chegarem em suas últimas semanas de vida e não era sempre possível rastrear essas pessoas. Muitos ficaram tão envolvidos em suas próprias vidas que eles deixaram amizades de ouro se perderem ao longo dos anos. Tiveram muito arrependimentos profundos sobre não ter dedicado tempo e esforço às amizades. Todo mundo sente falta dos amigos quando está morrendo.”

5. Eu gostaria de ter me permitido ser mais feliz.

“Esse é um arrependimento surpreendentemente comum. Muitos só percebem isso no fim da vida que a felicidade é uma escolha. As pessoas ficam presas em antigos hábitos e padrões. O famoso ‘conforto’ com as coisas que são familiares O medo da mudança fez com que ele fingissem para os outros e para si mesmos que eles estavam contentes quando, no fundo, eles ansiavam por rir de verdade e aproveitar as coisas bobas em suas vidas de novo.”



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Mudar é preciso!



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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Quando viajar sem sair do lugar é possível.


Para ler essa crônica, peço que desligue sua mente e ouça as cores dos seus sonhos. Não é preciso estar consciente para desfrutar dos benefícios dessa aventura. Se você assim o fez. Entre, aperte seus cintos e tenha uma boa viagem ao fantástico mundo onde viajar sem sair do lugar é possível e viver é mais fácil com os olhos fechados.

Por Bruno Coriolano de Almeida Costa



Lembro-me das minhas primeiras investidas para entender um mundo, que imaginava eu, existir naquelas páginas brancas e sem graça e que continham símbolos até então indecifráveis para mim.  Curioso, eu passava horas tentando entender a razão de grudar os olhos naqueles livros sem perceber que o tempo passava cruelmente e sem avisar que já haviam passado séculos.

Esse mundo que falo é a leitura. Tão fascinante e curioso quanto o universo dos números, ler sempre me chamou a atenção pelo seu caráter sublime e (in) imaginável. Sempre tentei entender a lógica existente por traz de todas aquelas frases que via nos livros, jornais e revistas. Assim como Alice (personagem de Lewis Carroll), me questionava em relação à falta de gravuras ou desenhos. Ora, como pode alguém fixar seus olhos em um livro sem gravuras? Que graça tem?

Muitos anos se passaram e quando dei por mim, já era um leitor compulsivo. Não aconteceu da noite para o dia, mas nem percebi quanto tempo já havia passado. Antes era um curioso que queria saber de que se tratava aquele conjunto de símbolos, palavras e frases espalhadas nas páginas dos livros que via sobre as prateleiras das escolas e bibliotecas que sempre frequentei. Hoje sou um curioso que procura entender a mesma coisa. Puxa, será que nada mudou daquele mundo? Às vezes ainda me pergunto a mesma coisa.

Tudo tem começo na curiosidade. Todas as pessoas sentem a necessidade de encontrar explicação para suas perguntas e eu não sou diferente. Comecei querendo descobrir o sentido da leitura e acredito ter encontrado muito mais, muito mais mesmo, pois foi através dela que descobri encontrei outro mundo. Foi por meio dela que o real passou a fazer sentindo – paradoxalmente, a partir da ficção.

Foi por meio da leitura, por meio da literatura, que descobri que poderia viajar sem sair do lugar, conhecer pessoas de todas as épocas, idades, lugares, caráteres e lugares sem ser machucado ou precisar falar suas línguas; pude conhecer a história da humanidade mais profundamente. Também foi por meio desta que depurei minha sensibilidade para bem usufruir das boas coisas existentes no mundo exterior. Conheci os picos da Patagônia, os mares da polinésia, os museus da Europa e dos Estados Unidos; amigos que nunca nem vi. Descobri com a experiência dos antigos como viver nos dias atuais.

Por meio das minhas viagens proporcionadas por essa fantástica ferramenta, fui até ao centro da Terra e mergulhei vinte mil léguas submarinas. Perdi-me em uma ilha onde conheci Robinson Crusoé e Sexta feira. Cacei ferozmente uma baleia gingante chamada Moby Dick, depois de percorrer os sertões, subi ao Morro dos Ventos Uivantes, conheci o Conde Drácula de perto, passei de forma rápida pelo céu, purgatório e inferno de Dante; dancei com a dama das camélias quando estive na França, mergulhei no Maëlstrom depois de escalar as montanhas escabrosas com Edgar Allan Poe e vi o gato preto que estava a brincar com o corvo. Enfrentei gigantes com Homero. Percorri mundos inimagináveis com Gulliver durante suas viagens; contemplei o retrato de Dorian Grey na presença de Oscar Wilde, enfrentei o cardeal Richelieu juntamente com os três mosqueteiros. Eu vivi inúmeras vidas que não só a minha, e amadureci rapidamente sem nem ao menos um único fio de cabelo meu ficar branco.

Agrada-me o desafio intelectual, e esse é um dos mais ricos. Enquanto muitos tentam obter fama, poder e riqueza. Prefiro me deleitar na imensa vastidão desse mundo fantástico. Impressiona-me a capacidade não verbal de expressão e o poder de persuasão de pessoas únicas. Fico admirado com os poetas, contistas, romancistas, ensaístas e agora cronistas que ousam mostrar aos deuses outras formas de criação. As grandes obras literárias serão sempre inesgotáveis fontes de conhecimento, de prazer e vida. Trarão sempre mais sentido as coisas já existentes e continuarão a criar outras novas.


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