Bem-Vindos ao Nobel Felipense.

Liberdade de Expressão e Democracia com respaldo no atual Art. 220º e § 2º da Constituição da República Federativa do Brasil, promulgada em 5 de outubro de 1988.

terça-feira, 6 de março de 2012

A arte de "vomitar" sobre o povo!


"Um demagogo é aquele que defende doutrinas que sabe serem falsas a pessoas que sabem que são idiotas". Menciona Henry Louis Mencken (1880-1956), Jornalista crítico e Filósofo Norte-Americano.

Será que somos realmente idiotas? Somos somente o alimento dos abutres da sociedade? Realmente  somos ignorantes o suficiente para não percebermos que "vomitam" sobre nós, e desta forma continuamos seguindo as regras traçadas por uma minoria que vive da acefalia do próximo. Se queres também "vomitar" sobre alguém, seja um Demagogo, a profissão mais próspera da nossa terra!

A Demagogia é a estratégia de obter poder político apelando aos preconceitos, emoções, medos, vaidades e expectativas do público, tipicamente por meio de retórica e propaganda passionais, e frequentemente usando temas nacionalistas, populistas ou religiosos. Em termos etimológicos provém do Grego, querendo dizer "a arte de conduzir o povo".

Facilmente pulverizada no mundo político, a demagogia está associada a propostas e declarações que não podem ser postas em prática, feitas apenas com o intuito de obter benefício eleitoreiro ou de popularidade para quem as promete.

Esta palavra fica intimamente ligada ao ano de 2012, sendo assim tentem pelo menos perceber o conceito desta palavra. Será um ano fértil e próspero para os demagogos de plantão.

Ficamos todos com Amor e Paz em Pedra das Abelhas e a todos seus Filhos sejam eles onde estiverem.

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sábado, 3 de março de 2012

A WikiLeaks mostra um pouco do Brasil



E-mail lança suspeita sobre negociação de caças.

Um relato da agência de inteligência da Stratfor Global Intelligence, divulgado na semana passada pelo site WikiLeaks, lança suspeitas sobre a negociação para compra de equipamentos militares franceses pelo governo do Brasil.

Trata-se de um e-mail enviado pelo analista Marko Papic, no qual ele relata conversa por telefone com uma "boa fonte" do Rio (um diplomata americano que pede para não ser identificado) sobre a compra do submarino nuclear e a intenção de adquirir novos caças.

De acordo com Papic, sua fonte teria dito acreditar que "muito suborno está acontecendo".

"O Brasil é um país incrivelmente corrupto", teria acrescentado.

O e-mail, divulgado pela revista "Veja" desta semana, também relata que o diplomata teria afirmado não ter como provar suas suspeitas, mas que "a compra do submarino é particularmente tão estúpida que só pode fazer parte de algum esquema de suborno".

A essa altura, a fonte do analista da Stratfor teria dito que "Lula está provavelmente de olho em dinheiro para sua aposentadoria. E veja, a compra aconteceu curiosamente perto do fim de seu mandato".


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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Humildade


"O dinheiro faz homens ricos; o conhecimento faz homens sábios e a humildade faz homens grandes."

O Presidente dos EUA, Barack Obama, é o Nobel da Paz de 2009, todos os dias ao chegar na Casa Branca cumprimenta aqueles que trabalham com ele, indiferente quem seja ou que façam.

Simplesmente o Homem Mais Poderoso do Mundo é um exemplo vivo de humildade e respeito ao próximo diariamente.

Ele já deixou o seu nome para todo o sempre na história da humanidade não só por ser o primeiro presidente negro dos Estados Unidos, mas também por ser uma pessoa de conduta impecável e que fez da humildade o alicerce do seu sucesso sempre.

Parabéns Barack Obama por mais uma aula, e sirva de lição aos seus semelhantes que comportam-se como hipócritas facínoras e que deixam-se levar por aparências e poderes triviais.


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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

O poder dos fracos


O mérito da palavra Poder (do latim potere) é, literalmente, o direito de deliberar, agir e mandar e também, dependendo do contexto, a faculdade de exercer a autoridade, a soberania, ou o império de dada circunstância ou a posse do domínio, da influência ou da força.

Segue então a seguinte afirmação: “Quer conhecer o verdadeiro caráter de uma pessoa, dê o poder a ela”.

Esta frase é a mais pura realidade e esconde muitas faces, o poder corrompe de uma maneira ou de outra. E a mudança fica mais cruel à medida que a pessoa deseja se manter no poder. Acho que você já ouviu alguém dizer: “Fulando antes do poder era uma coisa, agora é outra”.

Em toda administração há aqueles que pensam que o poder é eterno, e começam a pisar nas pessoas, se achando soberanos (superiores "Semideuses"), mesmo sabendo que dias atrás ocupavam o mesmo cargo dos seus subordinados, isto acontece todos os dias em todas as esferas sociais, ontem, hoje e sempre haverá. Já vimos muitas pessoas perderem muito mais do que o poder por conta disto. Existem exemplos em todos os lugares e meios sociais, é o que mais se ouve como assunto diário em todos os meios.

O poder naturalmente corrompe os fracos, dita a regra de vida dos medíocres e pobres de conduta. Faz com que pessoas estufem o peito como soberanos e que podem ditar a vida dos outros da forma que bem entenderem. Existe uma máxima também que é análoga a este tipo de pessoa: “O dinheiro muda as pessoas”. Pura mentira esta afirmação! O dinheiro não muda ninguém, ele apenas retira a máscara dos fracos, mostra a face daqueles que sempre sonharam em fazer algo (bom ou mal), apenas não fizeram por falta dos recursos financeiros, com o dinheiro agora é possível demonstrarem quem são de verdade e do que são capazes.

Aliás isso não é novidade, uma vez que você tem o "poder" você pode passar a ver as coisas de forma diferente. Você acredita ou discorda? O poder sobe à cabeça dos políticos, assessores, cargos executivos, entre outros tantos. Podemos generalizar esses fatos, ou não? Melhor pensarmos sobre isto!

Tudo neste mundo e na vida é relativo, não dá para generalizar coisa alguma que vemos ou sentimos. Mas infelizmente o poder corrompe a maioria, sim, a maioria dos que chegam lá, mas há muitas nobres exceções que ainda deixam um resto de esperança aos simples mortais. Exemplos como Jesus de Nazaré e Martin Luther King (não foram políticos, mas extremamente poderosos pela influência que exerceu), e Gandhi (estadista que marcou a história do seu país milenar), estes sim, foram humildes não se corromperam.

O poder corromperá sempre os medíocres, só conhecemos o soldado quando ele vira tenente. O poder corrompe os fracos, os sem personalidades, aqueles que não respeitam nada nem ninguém nesta vida, aqueles que só buscam no poder uma forma de se auto-afirmarem, buscam de alguma forma suprirem suas psicopatologias. Quem tem dignidade não se deixa levar por um sistema naturalmente corrupto e maléfico, há poucos exemplos de pessoas fidedignas na nossa política (Felipelândia que diga-vos quantos são!), mas essa minoria prova que só os sujos se corrompem.

Analisem a seguinte afirmação: "Não é o poder que corrompe o homem; o homem é que corrompe o poder (Ulysses Guimarães) ". Onde estar a cerne deste mal? Quantas faces possuem um homem obcecado por poder? Do que ele será capaz para chegar lá?

Ficamos todos com Amor e Paz em Pedra das Abelhas e a todos seus Filhos sejam eles onde estiverem.

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O magia da música


Vários estudos comprovam o poder que a musicalidade tem sobre uma sociedade, um poder que parte da individualidade para a coletividade. Quando falamos de música logo lembramos de múltiplos sentimentos e de uma história seja ela individual ou coletiva.

A música pode transforma o nosso estado de espírito, ela pode servir como inspiração para os movimentos sociais e até mesmo ditar regras e normas de uma sociedade.

O seu poder está presente na forma de como ela é transmitida para os indivíduos; pois ela pode levar a paz ou a violência, a liberdade ou a prisão dos desejos e dos sonhos de uma nação.

Quando ouvimos uma canção podemos entender o mundo a nossa volta, mas também podemos viajar para outros mundos, outras realidades e histórias distintas da nossa. No entanto devemos compreender que por trás da linguagem musical existe sentimento e uma história de uma pessoa que utiliza o seu dom de compor para transmitir através da musicalidade a forma de ver o mundo.

A música é considerada um dos recursos mais ricos que podemos encontrar, pois dentro de sua complexidade podemos trabalhar a história, o ritmo, a letra, a linguagem e inúmeros outros métodos de análise.

A música propriamente dita também pode ser vista com um reflexo da nossa própria identidade, pois ela imprime o nosso estilo, comportamento e forma de ver o mundo, características fundamentais para conhecermos um indivíduo ou uma sociedade.

Em suma, a música tem o poder de eternizar a arte de viver e acima de tudo de ensinar, libertar e compreender uma sociedade contemporânea; buscando eternizar os momentos e sentimentos de hoje para uma geração futura.

Fonte: http://ipsilon.publico.pt/


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sábado, 11 de fevereiro de 2012

O Herói da Floresta


Paulo Adario (foto) é brasileiro, tem 63 anos e tornou-se o primeiro cidadão do planeta a carregar o título de “Herói da Floresta da América Latina e Caribe”, outorgado pela ONU na semana passada. Ele tem muito do que se orgulhar, o Brasil tem mais a lamentar.

Ambientalista por paixão, jornalista de profissão, cineasta por diversão e ex-preso político na época da ditadura militar, o diretor do Greenpeace no País teve reconhecida a sua luta pela preservação da Amazônia. Já para o governo brasileiro a situação é inversa: se há um herói a cuidar da floresta, é sinal de que a floresta é maltratada.

 A ONU também concedeu prêmio póstumo ao casal Maria do Espírito Santo e José Cláudio da Silva, assassinado no Pará após denunciar a extração ilegal de madeira. Também essa premiação tem duas faces: enaltece os mortos, mas envergonha autoridades brasileiras que fecharam os olhos para o crime.
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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Cinco maiores arrependimentos antes de morrer.


A vida como ela é. Nem, sempre alegria, nem sempre sofrimento. Pois é, uma enfermeira que aconselhou muitas pessoas em seus últimos dias de vida escreveu um livro onde lista os cinco arrependimentos mais comuns das pessoas antes de morrer.

A Srª Bronnie Ware é uma enfermeira que passou muitos anos trabalhando com cuidados paliativos, atendendo pacientes em seus últimos três meses de vida. Ela conta que os pacientes ganharam uma clareza de pensamento incrível no fim de suas vidas. Segundo a especialista, "podemos aprender muito desta sabedoria".

Em entrevista ao jornal britânico “The Guardian”, Bronnie afirmou:

 - Quando questionados sobre desejos e arrependimentos, alguns temas comuns surgiam repetidamente.

Confira a lista e os comentários da enfermeira:

1. Eu gostaria de ter tido a coragem de viver a vida que eu quisesse, não a vida que os outros esperavam que eu vivesse.

“Esse foi o arrependimento mais comum. Quando as pessoas percebem que a vida delas está quase no fim e olham para trás, é fácil ver quantos sonhos não foram realizados. A maioria das pessoas não realizou nem metade dos seus sonhos e têm de morrer sabendo que isso aconteceu por causa de decisões que tomaram, ou não tomaram. A saúde traz uma liberdade que poucos conseguem perceber, até que eles não a têm mais.”

2. Eu gostaria de não ter trabalhado tanto.

“Eu ouvi isso de todo paciente masculino que eu trabalhei. Eles sentiam falta de ter vivido mais a juventude dos filhos e a companhia de seus parceiros. As mulheres também falaram desse arrependimento, mas como a maioria era de uma geração mais antiga, muitas não tiveram uma carreira. Todos os homens com quem eu conversei se arrependeram de passar tanto tempo de suas vidas no ambiente de trabalho.”

3. Eu queria ter tido a coragem de expressar meus sentimentos.

“Muitas pessoas suprimiram seus sentimentos para ficar em paz com os outros. Como resultado, ele se acomodaram em uma existência medíocre e nunca se tornaram quem eles realmente eram capazes de ser. Muitos desenvolveram doenças relacionadas à amargura e ressentimento que eles carregavam.”

4. Eu gostaria de ter ficado em contato com os meus amigos.

“Frequentemente eles não percebiam as vantagens de ter velhos amigos até eles chegarem em suas últimas semanas de vida e não era sempre possível rastrear essas pessoas. Muitos ficaram tão envolvidos em suas próprias vidas que eles deixaram amizades de ouro se perderem ao longo dos anos. Tiveram muito arrependimentos profundos sobre não ter dedicado tempo e esforço às amizades. Todo mundo sente falta dos amigos quando está morrendo.”

5. Eu gostaria de ter me permitido ser mais feliz.

“Esse é um arrependimento surpreendentemente comum. Muitos só percebem isso no fim da vida que a felicidade é uma escolha. As pessoas ficam presas em antigos hábitos e padrões. O famoso ‘conforto’ com as coisas que são familiares O medo da mudança fez com que ele fingissem para os outros e para si mesmos que eles estavam contentes quando, no fundo, eles ansiavam por rir de verdade e aproveitar as coisas bobas em suas vidas de novo.”



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Mudar é preciso!



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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Quando viajar sem sair do lugar é possível.


Para ler essa crônica, peço que desligue sua mente e ouça as cores dos seus sonhos. Não é preciso estar consciente para desfrutar dos benefícios dessa aventura. Se você assim o fez. Entre, aperte seus cintos e tenha uma boa viagem ao fantástico mundo onde viajar sem sair do lugar é possível e viver é mais fácil com os olhos fechados.

Por Bruno Coriolano de Almeida Costa



Lembro-me das minhas primeiras investidas para entender um mundo, que imaginava eu, existir naquelas páginas brancas e sem graça e que continham símbolos até então indecifráveis para mim.  Curioso, eu passava horas tentando entender a razão de grudar os olhos naqueles livros sem perceber que o tempo passava cruelmente e sem avisar que já haviam passado séculos.

Esse mundo que falo é a leitura. Tão fascinante e curioso quanto o universo dos números, ler sempre me chamou a atenção pelo seu caráter sublime e (in) imaginável. Sempre tentei entender a lógica existente por traz de todas aquelas frases que via nos livros, jornais e revistas. Assim como Alice (personagem de Lewis Carroll), me questionava em relação à falta de gravuras ou desenhos. Ora, como pode alguém fixar seus olhos em um livro sem gravuras? Que graça tem?

Muitos anos se passaram e quando dei por mim, já era um leitor compulsivo. Não aconteceu da noite para o dia, mas nem percebi quanto tempo já havia passado. Antes era um curioso que queria saber de que se tratava aquele conjunto de símbolos, palavras e frases espalhadas nas páginas dos livros que via sobre as prateleiras das escolas e bibliotecas que sempre frequentei. Hoje sou um curioso que procura entender a mesma coisa. Puxa, será que nada mudou daquele mundo? Às vezes ainda me pergunto a mesma coisa.

Tudo tem começo na curiosidade. Todas as pessoas sentem a necessidade de encontrar explicação para suas perguntas e eu não sou diferente. Comecei querendo descobrir o sentido da leitura e acredito ter encontrado muito mais, muito mais mesmo, pois foi através dela que descobri encontrei outro mundo. Foi por meio dela que o real passou a fazer sentindo – paradoxalmente, a partir da ficção.

Foi por meio da leitura, por meio da literatura, que descobri que poderia viajar sem sair do lugar, conhecer pessoas de todas as épocas, idades, lugares, caráteres e lugares sem ser machucado ou precisar falar suas línguas; pude conhecer a história da humanidade mais profundamente. Também foi por meio desta que depurei minha sensibilidade para bem usufruir das boas coisas existentes no mundo exterior. Conheci os picos da Patagônia, os mares da polinésia, os museus da Europa e dos Estados Unidos; amigos que nunca nem vi. Descobri com a experiência dos antigos como viver nos dias atuais.

Por meio das minhas viagens proporcionadas por essa fantástica ferramenta, fui até ao centro da Terra e mergulhei vinte mil léguas submarinas. Perdi-me em uma ilha onde conheci Robinson Crusoé e Sexta feira. Cacei ferozmente uma baleia gingante chamada Moby Dick, depois de percorrer os sertões, subi ao Morro dos Ventos Uivantes, conheci o Conde Drácula de perto, passei de forma rápida pelo céu, purgatório e inferno de Dante; dancei com a dama das camélias quando estive na França, mergulhei no Maëlstrom depois de escalar as montanhas escabrosas com Edgar Allan Poe e vi o gato preto que estava a brincar com o corvo. Enfrentei gigantes com Homero. Percorri mundos inimagináveis com Gulliver durante suas viagens; contemplei o retrato de Dorian Grey na presença de Oscar Wilde, enfrentei o cardeal Richelieu juntamente com os três mosqueteiros. Eu vivi inúmeras vidas que não só a minha, e amadureci rapidamente sem nem ao menos um único fio de cabelo meu ficar branco.

Agrada-me o desafio intelectual, e esse é um dos mais ricos. Enquanto muitos tentam obter fama, poder e riqueza. Prefiro me deleitar na imensa vastidão desse mundo fantástico. Impressiona-me a capacidade não verbal de expressão e o poder de persuasão de pessoas únicas. Fico admirado com os poetas, contistas, romancistas, ensaístas e agora cronistas que ousam mostrar aos deuses outras formas de criação. As grandes obras literárias serão sempre inesgotáveis fontes de conhecimento, de prazer e vida. Trarão sempre mais sentido as coisas já existentes e continuarão a criar outras novas.


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sábado, 28 de janeiro de 2012

A arte de furtar


O livro Arte de furtar foi concluído em 1656. Atribuído ao Padre Antônio Vieira (mais tarde essa autoria seria contestada), o documento era endereçado ao rei de Portugal, Dom João IV, um dos primeiros representantes da Casa de Bragança. Com o intuito de alertá-lo sobre os malfeitos de seus súditos no além-mar, a obra lista as diversas maneiras encontradas pelos representantes da coroa portuguesa para desviar dinheiro público na colônia. Uma breve passeada pelos títulos de alguns de seus 70 capítulos mostra como a “arte” já se manifestava e se aperfeiçoava no Brasil do século XVII: “Dos que furtam com unhas invisíveis”, “Dos que furtam com unhas toleradas”, “Dos que furtam com unhas vagarosas”, “Dos que furtam com unhas alugadas”, “Dos que furtam com unhas pacíficas” e até “Dos que furtam com unhas amorosas” são alguns deles.  

O livro Arte de furtar é uma amostra de como a discussão sobre a corrupção é antiga no Brasil – e a leitura diária dos jornais atesta que o assunto continua presente. Na semana passada, O Globo publicou que o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas, o DNOCS, teve um prejuízo de R$ 312 milhões em contratações irregulares e gestão de pessoal. No dia seguinte, a presidente Dilma Rousseff – que popularizou a expressão “malfeito” durante um encontro com Barack Obama, dizendo que não os toleraria em seu governo – teve de mostrar mais uma vez que dizia a verdade. A partir da reportagem, ela decidiu, em mais um lance de sua bem-vinda “limpeza”, negociar com o PMDB para retirar Elias Fernandes Neto, diretor do DNOCS, da direção do órgão. Na quinta-feira, ele saiu.

Não existe sociedade cuja população seja mais ou menos propensa ao roubo. Uma pesquisa científica feita anos atrás mostrou que, diante de uma situação de dilema ético, cerca de 10% das pessoas agem de acordo com rígidos princípios morais, outros 10% agem de forma a tirar o máximo de vantagem, mas a maioria absoluta, cerca de 80%, se pauta principalmente pela possibilidade de ser apanhada. Esse resultado se repete de forma praticamente idêntica em diferentes nações. Portanto, o que faz diferença no nível de corrupção de cada sociedade não é a ideologia, a religiosidade ou a classe social de origem de seus dirigentes, mas as formas com que suas instituições vigiam e punem os responsáveis.

Quem estuda o tema corrupção sem recalque moralista ou interesse partidário costuma dizer que é impossível medir com precisão o tamanho da roubalheira em cada cidade, Estado ou nação. O que alguns rankings internacionais costumam mostrar nada mais é que a percepção da corrupção, uma ideia tão imprecisa quanto a percepção do medo, da saudade ou do amor. Quem rouba não deixa recibo. Tudo o que se conhece, portanto, não é o que foi efetivamente roubado, mas apenas a fração correspondente ao que foi denunciado, flagrado ou investigado.

Técnicos do governo encarregados do combate à corrupção dizem que, nos últimos anos, os mecanismos de controle avançaram, as investigações se tornaram mais profissionais e os órgãos de fiscalização trabalham mais em parceria. No ano passado, a Controladoria-Geral da União (CGU) apurou desvios que chegam a R$ 1,8 bilhão. A soma é resultado de investigações que envolveram licitações fraudadas, cobranças indevidas de procedimentos do Sistema Único de Saúde (SUS) e verbas que seriam empregadas em atividades esportivas para crianças carentes. Desde 2002, quando a CGU passou a consolidar os números, os desvios somam R$ 7,7 bilhões. Esses valores representam o montante que deve ser cobrado dos responsáveis por essas irregularidades, mas, sabidamente, está longe de ser o montante que foi roubado no Brasil.

Se é muito difícil medir com exatidão quanto se rouba, bem menos complicado é saber como se rouba, como já havia reparado o autor do livro de três séculos atrás. Furtar, de fato, é uma arte. Não no sentido de ser algo louvável, mas no sentido de envolver uma multiplicidade de técnicas. O roubo clássico é o desvio de dinheiro de obras públicas, com fraudes em licitações e superfaturamento de preços. Em tempos recentes, a “arte” se sofisticou, envolvendo operações mais imateriais, como cursos e consultorias – serviços mais difíceis de quantificar em termos monetários. Na reportagem que se segue, ÉPOCA listou sete das modalidades de desvio mais comuns no Brasil atual, exemplificando cada uma com casos recentes denunciados pela imprensa.

No ano passado, a Advocacia-Geral da União (AGU) conseguiu recuperar R$ 330 milhões para os cofres públicos em ações que tramitam na Justiça que envolvem, entre outros, casos de corrupção contra a administração pública. Só em 2011, a AGU entrou com ações que pedem a devolução de R$ 2,3 bilhões. É uma luta que vale a pena. Ao ler sobre corrupção praticamente todos os dias na imprensa, é comum que o cidadão muitas vezes se sinta perdido, confuso, desorientado. O guia a seguir visa mostrar que, de maneira geral, a corrupção não é algo tão complexo e rocambolesco como muitas vezes pode parecer. Como uma carta endereçada ao cidadão brasileiro, da mesma forma que Arte de furtar se dirigia ao rei Dom João IV, o objetivo singelo desse levantamento é mostrar como se rouba no Brasil atual. Sempre tendo em vista que, entre estes cidadãos, está a presidente Dilma Rousseff, tão preocupada com os “malfeitos”.



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sábado, 21 de janeiro de 2012

Parece ser a única salvação


A transformação só é possível quando acreditamos, cabe aqui cada um acreditar e concretizar suas ânsias, sabendo sempre que existirá sacrifícios e sofrimentos para que estas mudanças sejam reais. A leitura permite as mudanças sociais e consequentemente a libertação, um grande povo se constrói a partir do desejo de mudar e estas alterações só serão permitidas quando busca-se um ideal comum que permita excretar da sociedade os seus malefícios.

Um povo sem identidade cultural não é povo, quem não reivindica seus direitos padece no esquecimento secular e torna-se escravo dos seus governantes. Um conceito universal de liberdade moral baseia-se no aprofundamento do conhecimento, como também o conceito de primeiro mundo que não é literalmente dito ou outorgado a um país somente pelo fator econômico que este possui, as coisas são muito mais além do que isto, uma nação é dita primeiro mundo quando esta possui critérios sociais claros e abrangentes, faz uso de uma justiça válida e executável, possui uma população ativamente cívica e principalmente que preza e exige qualidade moral dos seus políticos e exige de si mesmo como cidadãos atuantes. Só podemos exigir algo de alguém quando possuímos conduta para tal exigência.


Vale aqui enfatizar que nem sempre o dinheiro dita as regras e atribui os galardões de uma nação dita civilizada, os bens tangíveis por si só jamais será a coluna dorsal de uma sociedade, quem faz uma sociedade ser desenvolvida e dita primeiro mundo é o potencial intangível do seu povo que tem como alicerces a cultura, visam o patrimônio humano e moral acima de tudo, acreditam nas reivindicações baseadas no poder cívico que possuem, e boicotam lixos expostos que tratam o povo como legítimas azémolas (BBB´s por exemplo) e claro que não “Endeusam” meros seres humanos (jogadores de futebol por exemplo o "DeusMar", ou como queiram Neymar). Existem sim um consumismo por tais fatores desnecessários pois nada é perfeito, nem mesmo nos ditos países desenvolvidos, mas não vivem tão alucinados e cegos que chegam a parar um país inteiro com tanta futilidade exposta e consumida através dos meios de comunicação que não expressam nenhum conteúdo, e assim esquecem os seus governantes que sucatem a nação 24h por dia.  

Acreditamos que é possível gerir nossas condutas com os mesmos critérios de uma membrana celular, podemos também usufruir do poder da permeabilidade seletiva e somente  fazer uso daquilo que é nutritivo de verdade e que nos faz crescer como cidadãos.


Antes que vós indiquem um exorcista devido as minhas meras opiniões aqui expostas, deixo claro que realmente faço parte de uma minoria que pensa desta forma, ou quem sabe faço parte de um grupo de "extraterrestres" que praticam o ato da leitura, e por isso somos tratados como uma "seita lunática" que prega a leitura geral e a cultura como a única forma de libertação divina de uma nação.


Ficamos todos com Amor e Paz em Pedra das Abelhas e a todos seus Filhos sejam eles onde estiverem.




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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Pobreza cultural.


Até que enfim alguém sereno e sincero no meio jornalístico tupiniquim (Viva a Carlos Nascimento), realmente já não dá mais para suportar tanta futilidade nos meios mediáticos brasileiros que dia-dia tornam-se mais abundante e esdrúxulo com tanto lixo produzido por  uma sociedade ávida por algo tão desnecessário. 

Estar evidente que a população não busca a qualidade dos seus entretenimentos e faz de programas fúteis grandes eventos televisivos, e de pessoas que em nada contribuem à sociedade em  figuras públicas disfuncionais.

Fica aqui a dica da música do inesquecível Renato Russo: "Que país é este!"


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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Feliz 2012!



Nenhum ano será realmente novo se continuarmos a cometer os mesmos erros dos anos velhos.

Não esqueçamos, o mundo ao nosso redor apenas reflete o que realmente somos, é o inevitável reflexo das nossas atitudes quotidianas. 

Portanto, invista no seu ser pessoal, estude para contribuir, trabalhe para o progresso social, seja honesto sempre, compreenda o próximo, saiba que a mudança é possível, acredite acima de tudo nos vossos sonhos. Assim mudará o seu mundo, e através da lei natural de causa e efeito transformará também o mundo daqueles vos rodeiam.

Seja Senhor(a) do seu Destino, acredite que é possível mudar o caminho, busque sempre um novo amanhecer para vossas vidas.

Ficamos todos com Amor e Paz em Pedra das Abelhas e a todos seus Filhos sejam eles onde estiverem.

Feliz Ano Novo!!! Feliz 2012!

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Shakespeariano a vida


Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama, contudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso. 

Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga você será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás. 

Portanto... Plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!


William Shakespeare


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