Bem-Vindos ao Nobel Felipense.

Liberdade de Expressão e Democracia com respaldo no atual Art. 220º e § 2º da Constituição da República Federativa do Brasil, promulgada em 5 de outubro de 1988.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

A Mudança é inevitável.


Uma mudança ou transformação pressupõe uma alteração de um estado, modelo ou situação anterior, para um estado, modelo ou situação futuros, por razões inesperadas e incontroláveis, ou por razões planejadas e premeditadas.

Mudar envolve, necessariamente, capacidade de compreensão e adoção de práticas que concretizem o desejo de transformação. Isto é, para que a mudança aconteça, as pessoas precisam estar sensibilizadas por ela.

Perceber a dinâmica das mudanças é uma necessidade. Viver atualizado é uma questão de sobrevivência e uma maneira de visualizar melhor o futuro, já que os novos tempos exigem uma nova postura de pensamento. Existe um mundo que está acabando e outro que está começando e as pessoas, naturalmente, costumam lidar com isso de maneira defensiva, com temor ou rejeição, na maioria das vezes.

Mesmo pessoas mais esclarecidas e atualizadas revelam-se surpresas com as mudanças sociais, políticas, econômicas, tecnológicas, culturais, ecológicas, etc., que acontecem ao longo da vida. Essas transformações fazem com que a vida não seja um caminho linear em que as pessoas percorram livres e desimpedidas.

Imaginamos agora conterrâneos de Felipelândia! Não são muitas as pessoas que já leram o próprio obituário. Alfred Nobel leu. Nobel estava doente já há algum tempo e alguém anunciou falsamente que ele tinha morrido. Imagine sua surpresa quando abriu o jornal de manhã e viu sua morte noticiada!

Ao ler os curtos parágrafos que resumiam sua vida e obra, ficou incomodado ao ver que era mencionado apenas como o homem que inventara a dinamite. A nota descrevia toda a destruição que a invenção causara. Nobel deplorou a idéia de ser lembrado como criador de algo que fora usado para destruir tantas vidas.

Depois de ler o seu obituário, Nobel decidiu mudar sua vida. Dedicou sua vida a um novo ideal: a busca da paz. Hoje, lembramos de Alfred Nobel, não como o inventor da dinamite, mas como o fundador do Prêmio Nobel da Paz.

A história de Nobel ilustra uma verdade importante: nunca é tarde demais para mudar o rumo de sua vida. Se não mudamos, não crescemos. Se não crescemos, não estamos realmente vivendo, agora eu vos pergunto: vivemos realmente em Felipelândia ou apenas sobrevivemos?

Isto pode significar o abandono de um padrão familiar e limitador, de um emprego seguro mas não gratificante, de valores em que não se crê mais, de relacionamentos que perderam seu significado. Como Dostoievsky afirmou: "Dar um novo passo e divulgar algo totalmente novo são as coisas que as pessoas mais temem."

Não consigo imaginar coisa pior do que viver uma vida estagnada, destituída de mudança e de progresso. A maioria das pessoas lutam contra as mudanças, especialmente se elas nos afetam pessoalmente. Como o romancista Leon Tolstoy disse: "Todos pensam em mudar o mundo, mas ninguém pensa em mudar a si mesmo".

A ironia é que a mudança é inevitável. Todos têm de lidar com ela. Por outro lado, o crescimento é opcional. Você pode optar por crescer ou lutar contra ele, mas saiba de uma coisa: pessoas que não querem crescer nunca alcançarão seu potencial.

Quanto você mudou...ultimamente? Digamos, na última semana? E no último mês? O último ano, como foi? Você consegue ser bastante específico? Sabemos que a tendência das pessoas é continuar na rotina quando o assunto é crescer e mudar. Crescimento é uma escolha, uma decisão que realmente pode fazer diferença na vida de uma pessoa.

A maioria não percebe que as pessoas bem ou mal sucedidas não diferem substancialmente em suas habilidades. Elas são diferentes em seu desejo de alcançar seu potencial. E nada é mais eficiente que o compromisso com o crescimento pessoal quando o assunto é alcançar seu potencial.

O que será dito no seu in memoriam? O que estará escrito em seu obituário? Alfred Nobel leu o seu próprio e mudou. Você pode começar a concretizar algumas mudanças agora mesmo.


Que sejamos capazes de mudarmos primeiro como pessoa, para um dia exigirmos as alterações necessárias à nossa sociedade.

Vamos aniquilar Felipelândia do mapa mundi e instituir uma nova Pedra das Abelhas para todos seus filhos e aqueles que desejam viver em uma terra cheia de brio e retidão de caráter.

Ficamos todos com Amor e Paz em Pedra das Abelhas e a todos seus Filhos sejam eles onde estiverem.


Fonte: Algumas partes do texto foram extraído dos livros Insight I e Insight II DVS Editora, Autor: Daniel C. Luz


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sábado, 13 de agosto de 2011

A moral




Costumamos ter uma ideia bastante vaga do que vem a ser a "moral". A uns parece um jogo de prémios e de castigos, a outros um conjunto de regras e proibições, ou ainda uma questão de bons sentimentos. Mas a moral é, numa frase feliz de Santo Agostinho, "a arte de conduzir a vida". É a arte de viver bem, de viver como deve viver um ser humano para ser verdadeiramente feliz.

A partir daqui, pode-se refletir sobre a dimensão moral que têm todos os aspectos da vida: relacionamento com Deus e com aquilo que você acredita , com os outros e com as coisas que nos rodeiam; como conjugar os bens que nos atraem e os deveres que nos chamam; as fraquezas e os heroísmos de que somos capazes.

Ficamos todos com Amor e Paz em Pedra das Abelhas e a todos seus Filhos sejam eles onde estiverem.


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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Cacareco 2012! Uma verdadeira dádiva para Felipelândia.



Há eleições e eleições. Mas esta, apesar dos seus mais de 50 anos, merece ser aqui contada neste humilde espaço democrático de direito! Trata-se de um fato que aconteceu lá no Brasil em 1959, isto mesmo, lá naquele país que usa as cores verde e amarelo na bandeira, e vez por outra fala-se em uns casinhos de corrupção que sempre termina em pizza. Mas aqui no Império de Felipelândia tudo corre as mil maravilhas dos Deuses, pois ninguém nunca viu nada de improbo nesta Terrinha Santificada, parece mais o Vaticano do Sertão!

Lá no Brasil Getúlio Vargas havia morrido. O governador de São Paulo era Adhemar de Barros. O eleitorado estava revoltado com a Câmara Municipal que, para variar, não estava a comportar-se muito bem, será porque em?

No meio de tudo isto, havia um rinoceronte chamado Cacareco, que, apesar do nome até era uma fêmea. O animal andava nas bocas do mundo porque o havia sido levado (emprestado) do zoológico do Rio de Janeiro para abrilhantar a inauguração  do novo zoológico de São Paulo.

No meio de um mar de lama de corrupção da Câmara Municipal, em pleno período eleitoral, o assunto era o rinoceronte. Então o jornalista Itaboraí Martins brincou com isso, lançando a candidatura de Cacareco ao cargo de vereador. E não é que a ideia pegou?

Naquela época, a eleição era na base do papel e do envelope. O eleitor recebia um envelope das mãos da pessoa que estava na mesa de voto e, dentro dele, colocava uma nota/papel  do seu candidato, fosse ele quem fosse. Houve uma adesão gigantesca à candidatura de Cacareco e várias gráficas, por brincadeira, imprimiram notas/papeis com o nome do bicho. Inclusivamente muita gente foi para a rua fazer campanha em nome do rinoceronte.

O que aconteceu a seguir parece piada, mas Cacareco recebeu cerca de 100 mil votos! Parece pouco diante do eleitorado de hoje, mas prestem atenção no resto dos números. O candidato mais votado naquela eleição não teve mais que 95 mil votos. Logo o rinoceronte Cacareco foi o vencedor!

Mas, o rinoceronte Cacareco nem pode comemorar. Pois, dois dias antes da eleição, o bicho foi devolvido para o zoo do Rio, sem muito alarido (e possivelmete em segredo), como um anarquista subversivo. Poucos anos depois, o rinoceronte vereador morreu prematuramente, antes de completar dez anos de idade.

O estrago, porém, já havia sido feito. Cacareco conseguiu inclusivamente aparecer nas páginas da revista americana Time, que citava um eleitor: “- É melhor eleger um rinoceronte do que um político corrupto ou asno”.

Mas Cacareco não morreu! Imaginamos as ideologias Cacarequianas para uma nova Pedra das Abelhas? Também poderíamos eleger a Burra de Coló, o Cachorrinho Do Saudoso Mané Lula , quem sabe as Gatinhas de Dona Milonga, os Bodes de Seu Bastião para representar o povo de Felipelândia junto ao Império Feudal. Já que falam em todo tipo de pré-candidato esdrúxulo a prefeito e alguns outros nomes bizarros para Vereadores, sendo assim já podemos então lançar os nossos! Porquê não? Isto é a democracia de Felipelândia, lá no Brasil pode, porque aqui não?

Eu prefiro votar em um Cacareco da vida, do que votar num usurpador do dinheiro público, pois esta cheio destes aí de olho bem aberto no sufrágio vindouro de 2012!

Que venha 2012, e votamos...no Cacareco! Pois improbidades por improbidades, com certeza ele não fará pior do que já está.


Continuem fazendo o mesmo de sempre (votando errado), e depois não digam nas esquinas que o animal é o Cacareco!!

Ficamos todos com Amor e Paz em Pedra das Abelhas e a todos seus Filhos sejam eles onde estiverem.
                                                               
                                                                  
                                                                     (...) 

sábado, 6 de agosto de 2011

O site mais polêmico da Paraíba (PB) menciona O Nobel Felipense!




09:00



Poder que faz mal – Rubens Nóbrega


Impressiona como determinadas pessoas mudam depois que assumem algum poder. Poder público, bem entendido, do qual deriva o poder político e termina por favorecer o poder econômico.


A mudança é extraordinária. Afeta geralmente o comportamento, especialmente o caráter, estendendo-se na maioria dos casos ao patrimônio.

“E a mudança fica mais cruel à medida que a pessoa deseja se manter no poder”, ensina O Nobel Felipense, blog de um filósofo que vive em Felipe Guerra (RN).

O cara – ou a cara – é uma figura. Garante viver da agricultura, diz ser plantador de arroz, mas no seu perfil define-se como ‘Liberdade de Expressão’.

Com ele deve concordar a jornalista Marcela Sitônio, presidente da API, que tem como único poder o direito e o dever de defender toda e qualquer forma de expressão.

Marcela, líder de uma categoria que longe do poder pode muito pouco ou quase nada, luta ultimamente para que não lhe cassem a livre manifestação do pensamento.

E pensando no caso de Marcela fico a me perguntar:

- Que Paraíba é essa, meu Deus, onde a presidente da Associação Paraibana de Imprensa é atacada por defender liberdade de imprensa?

Ataques que partem e continuam de pessoas detentoras de poder público, de poder político a serviço do poder econômico ou com ele fazendo sociedade.

É o que está acontecendo, porque aqui o poder está sendo mal exercido ou exercido para o mal e transformando horrivelmente as pessoas que o detêm.

Conheço algumas dessas de perto. Com elas convivi por tempo razoável. Ao lado delas lutei boas lutas. Hoje, poderosas, estão irreconhecíveis.

E essas pessoas, validando a tese d’O Nobel Felipense, vêm piorando acentuadamente “à medida que desejam se manter no poder”.

Fraquezas humanas
Vamos combinar, contudo, que é da natureza humana a fragilidade de caráter que impulsiona tão deplorável transformação.

Convenhamos, ainda, que o nosso processo civilizatório, digamos assim, dá uma boa mão a esse tipo de mudança.

Não justifica, claro, mas sociologicamente deve servir de atenuante. Afinal, seríamos todos bolhas do mesmo caldo cultural, da mesma ocidentalidade capitalista.

Graças ao nosso modo de vida e aos valores que a maioria cultiva, quem tem, acumula e quer mais. Quem não tem, mas consegue, quer muito mais. Se tem poder, usa-o com muito mais voracidade para acumular.

O problema é que o poder é temporal e, segundo a legislação brasileira, tem dia certo para acabar.
Daí por que, presumo, enquanto não acaba muita gente age e decide como se o próprio mundo fosse acabar amanhã. E tome!

Tenho pra mim, de outro lado, que os poderosos não aparentam, mas no fundo devem sentir um desespero enorme a cada dia que passa, a cada dia que os aproxima do final do mandato que lhes deu o poder.

Talvez seja por conta disso, em razão disso, que procuram se locupletar com tanta velocidade e tamanha sofreguidão.

Impossível retroceder
Mas também tem o poderoso que já cansou, desistiu, de tentar esconder. Atingiu aquele estágio em que sequer lhe incomoda quem lhe aponta a rapinagem.

Eis outro efeito poderoso do poder: revestir-se na couraça do cinismo e sob ela proteger-se dos inconvenientes que lhe cobram probidade e retidão.

Mas o mau poder, além de cínico, também é criativo. Cria, sobretudo, meios para no pós-poder ter meios de sustento e ganhos inimagináveis. Faz isso de vários modos e fórmulas.
Uns usam o poder, por exemplo, em benefício dos negócios e interesses daqueles que podem, mais tarde, retribuir-lhes de alguma maneira.

Outros, findo o mandato, através de prepostos ou laranjas confiáveis, montam negócios lucrativos ou passam a viver de rendas, fruindo os dividendos do acúmulo dos ‘bons tempos’ de poderio.
Sob tal condição, impossível para quem se enquadra no perfil ou veste a carapuça admitir voltar à condição de antes do poder, ou seja, retornar ao comum dos mortais.

Voltar pr’aquele apartamentozinho de subúrbio? Voltar a pegar ônibus enquanto o carro velho está na oficina? Voltar a pagar gasolina e telefone? Não ter mais a secretária para dizer que “está em reunião” àquele chato que insiste em lhe falar?

E como abrir mão daquelas viagens fantásticas, dos hotéis ou motéis cinco estrelas pra cima, dos almoços e jantares de gala, tudo ‘por conta do cão’?

Nem pensar! Nem a pau, Bigobal! Eis a razão de pessoas do gênero fazerem tudo e mais alguma coisa para manter o padrão. Essas não se importam nem mesmo de vender a mãe. E não entregam, que é pra vender de novo.

Felipe não era assim
Tenho certeza como Felipe Guerra, mesmo poderoso, não foi do jeito que alguns poderosos de hoje são. Refiro-me ao Felipe que deu nome ao município potiguar da Chapada do Apodi onde pontifica o plantador de arroz e blogueiro O Nobel Felipense.
Pois bem, segundo peguei na Wikipédia, a Enciclopédia Livre da Internet, o nome daquela cidade vem de Felipe Neri de Brito Guerra, “Deputado às Constituintes de 1891, 1892 e 1895, Juiz de Direito, Desembargador e Secretário de Educação”.

Doutor Felipe teve muito poder em sua terra, no seu tempo. Tanto que criaram um novo município no Rio Grande do Norte em 1963 e batizaram-no como Felipe Guerra, lugar onde vivem pouco mais de 5 mil pessoas, segundo o último censo do IBGE.

Aposto como Felipe Guerra não levou para o túmulo nem deixou mais do que amealhou honestamente em vida, apesar do poder que teve.

Mas ele viveu uma era em que não se admitia moral relativa nem hombridade parcial, referências humanas que parecem em extinção entre poderosos do Estado que fica colado e ao sul daquele onde Felipe Guerra nasceu.


http://www.paraiba1.com.br/polemicapb/

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Valeu a pena!



Uma obra que conta sobre as espécies de corrupção e os seus efeitos na sociedade, analisando, ainda, o comportamento de pessoas nela envolvidas. Sem dúvida, trata-se de um convite à reflexão, servindo como um guia para a formação e atuação honesta de administradores públicos. 

Esta é a 12ª edição do livro "Corrupção: O 5º Poder", de Antenor Batista, advogado e auditor fiscal aposentado da Receita Federal, que, desde o início, foi muito bem recebida por chefes de Estado, Imprensa e nomes da política. Os temas abordados, apesar da sua diversidade, possuem uma ligação. Eles foram compilados por meio de pesquisas realizadas ao longo de mais de 50 anos. Todos trazem ao leitor ensinamentos práticos, éticos e profundos, de forma simples, porém abrangentes. 

Em "Corrupção: O 5º Poder", Batista discorre sobre as espécies de crimes do gênero, o comportamento dos envolvidos e debate as consequências dessas ações para a sociedade. Com citações de grandes nomes, como Rousseau, Roosevelt e Freud, o livro realça a importância de analisar os problemas causados pela violência, o ódio reprimido, a avareza e, sobretudo, pela corrupção. Enquanto a Imprensa é vista como "o quarto poder", a corrupção representa o quinto.

Acredito que muitas pessoas em Felipelândia necessitem ler este livro! Ele revela muito do submundo deste crime diário causado por todos nós, e expressa de forma arrebatadora o poder desta economia paralela que poderá agora deter mais de 30% do PIB mundial e que assola dia e noite vidas através da fome, violência, negligência, descaso entre outros flagelos por este hábito desprezível.

Será que estamos realmente aptos à cobrar algo dos nossos representantes políticos? Vale salientar, eles simplesmente são o reflexo da sociedade que os elegeram, sendo assim nesta ótica primeiro vamos atiçar à nossa reflexão moral, e logo a seguir refletir em gênero, número e grau o porque deles (políticos) fazerem o que fazem com o dinheiro público! Talvez eles não sejam corruptos, é apenas nosso reflexo materializado em outro corpo.


Eu li...e recomendo!


                                                       (...)

terça-feira, 19 de julho de 2011

Pesquisa FIESP aponta no que somos "melhores".



A corrupção pode prejudicar seriamente o desempenho econômico de um país, na medida em que afeta as decisões de investimentos, limita o crescimento econômico, altera a composição dos gastos governamentais, causa distorções na concorrência, abala a legitimidade dos governos e a confiança no Estado. Embora o Brasil tenha reduzido a corrupção percebida entre 2008 e 2009, o país ainda apresenta um índice bastante elevado: de 180 países, o Brasil ocupou, em 2009, a 75ª colocação no ranking de corrupção percebida elaborado pela ONG Transparência Internacional.

Observa-se que países com maior efetividade do governo e maior eficácia das leis, relacionam-se com menores níveis de corrupção percebida do país. Elevada burocracia e a fragilidade das instituições reduzem a eficiência da administração pública brasileira, o que, aliado à baixa eficiência do Sistema Judiciário, refletem o fraco desempenho institucional do Brasil e resultam em baixos índices de governança, compatíveis com o nosso nível de corrupção percebida. Também não é possível descartar que níveis mais elevados de corrupção percebida estão associados a maior risco do país. Além de prejudicar a estabilidade do ambiente de negócios, ao reduzir a atratividade do investimento produtivo, a corrupção gera consequências negativas sobre o nível do PIB per capita, índices sociais de desenvolvimento como o IDH, a competitividade e o potencial de crescimento da economia.

Considerando o impacto negativo da corrupção sobre o país, o tema revela-se importante e justifica o objetivo deste trabalho, que é obter uma estimativa do custo econômico da corrupção no Brasil e propor uma agenda com medidas de combate à corrupção. O custo da corrupção representa todo o montante de recursos que deixa de ser aplicado no país (seja em atividades produtivas, saúde, educação, tecnologia etc.) porque é desviado para o pagamento das práticas corruptas. Quanto maior a omissão no controle da corrupção, maior é a quantidade de recursos desviados das atividades produtivas e, portanto, maior é o custo da corrupção, pois são recursos que não se transformam em crescimento do país.

As perdas econômicas e sociais do Brasil com a corrupção foram estimadas considerando um nível de corrupção percebida no país igual à média de uma cesta de países Selecionados. Se o Brasil possuísse um nível de percepção da corrupção igual a média desses países de 7,45, o produto per capita do país passaria de US$ 7.954 a US$ 9.184, ou seja, um aumento de 15,5% na média do período 1990-2008 (equivalente a 1,36% ao ano). Isto corresponde a um custo médio anual da corrupção estimado em R$ 41,5 bilhões, correspondendo a 1,38% do PIB (valores de 2008). Se o controle da corrupção fosse ainda mais rigoroso, estima-se que todos os recursos liberados da corrupção para as atividades produtivas (isto é, o custo médio anual da corrupção) chegue a R$ 69,1 bilhões (valores de 2008), correspondentes 2,3% do PIB. No entanto, este valor corresponde a um referencial teórico, em que se considera um nível de percepção da corrupção tendendo a zero, condição que não foi observada por nenhum país até então.

O custo extremamente elevado da corrupção no Brasil prejudica o aumento da renda per capita, o crescimento e a competitividade do país, compromete a possibilidade de oferecer à população melhores condições econômicas e de bem estar social e às empresas melhores condições de infraestrutura e um ambiente de negócios mais estável. As ações anticorrupção no Brasil devem ser focadas em duas questões principais: na criação e fortalecimento dos mecanismos de prevenção, monitoramento e controle da corrupção na  administração pública e na redução da percepção de impunidade, por meio de uma justiça mais rápida e eficiente, de modo a induzir a mudança do comportamento oportunista. De modo geral, é preciso aumentar a eficiência e intensificar o combate à corrupção no país, que deve ocorrer de forma permanente, com punições severas e imediatas.

A agenda de proposta anticorrupção para o Brasil considera reformas institucionais e econômicas. Dentre as institucionais, destacamos a reforma política, em que é necessário reavaliar a questão da representatividade e o financiamento das campanhas eleitorais, a reforma judiciária, na qual é imprescindível a adoção de medidas que reduzam a percepção de impunidade e a reforma administrativa com o objetivo de reduzir o poder discricionário do Executivo. Dentre as reformas econômicas, destacamos a reforma fiscal, buscando aumentar o controle sobre os processos licitatórios e os gastos públicos, a reforma do sistema tributário, a fim de torná-lo mais simples e transparente e a reforma microeconômica, visando fortalecer a independência e autonomia das agências reguladoras

Fonte: http://www.fiesp.com.br/agencianoticias 


Nota do Blog O Nobel Felipense:

Para o Brasil, as ações anticorrupção devem ser focadas em duas questões principais. Primeiro, na criação e fortalecimento dos mecanismos de prevenção, monitoramento e controle da corrupção na administração pública. Segundo, é essencial reduzir a percepção de impunidade, por meio de uma justiça mais rápida e eficiente. Os agentes corruptos ao perceberem que suas ações serão severamente punidas têm maior incentivo para mudar seu comportamento oportunista. 

Então que saibamos aproveitar este ano vindouro de 2012, e assim seja dado os primeiros passos contra este câncer nacional chamado CORRUPÇÃO.

                                                              (...) 

Por que está tão claro, mas ninguém quer enxergar?


Perguntas do jornalista Juan Arias, correspondente no Brasil do jornal espanhol El País, em recente artigo:

- será que os brasileiros não sabem reagir à hipocrisia e à falta de ética dos políticos?

- será que não se importam com os ladrões e sabotadores que estão nas três esferas de governo?

- será mesmo esse povo naturalmente pacífico, contentando-se com o pouco que tem?

- por que estudantes e trabalhadores não vão às ruas contra a corrupção?

- que país é este que junta milhões numa marcha gay, outros milhões numa marcha evangélica, muitas centenas numa marcha a favor da maconha, mas que não se mobiliza contra a corrupção?

- será que não cabe aos jovens exigirem um país menos corrupto?

- ser levado a acreditar que está tudo bem e não entendem que um cidadão da classe média européia equivale a um rico daqui?

Com a palavra o cidadão e a juventude brasileira!
(...)