Bem-Vindos ao Nobel Felipense.

Liberdade de Expressão e Democracia com respaldo no atual Art. 220º e § 2º da Constituição da República Federativa do Brasil, promulgada em 5 de outubro de 1988.

sábado, 13 de agosto de 2011

A moral




Costumamos ter uma ideia bastante vaga do que vem a ser a "moral". A uns parece um jogo de prémios e de castigos, a outros um conjunto de regras e proibições, ou ainda uma questão de bons sentimentos. Mas a moral é, numa frase feliz de Santo Agostinho, "a arte de conduzir a vida". É a arte de viver bem, de viver como deve viver um ser humano para ser verdadeiramente feliz.

A partir daqui, pode-se refletir sobre a dimensão moral que têm todos os aspectos da vida: relacionamento com Deus e com aquilo que você acredita , com os outros e com as coisas que nos rodeiam; como conjugar os bens que nos atraem e os deveres que nos chamam; as fraquezas e os heroísmos de que somos capazes.

Ficamos todos com Amor e Paz em Pedra das Abelhas e a todos seus Filhos sejam eles onde estiverem.


                                                              (...)


quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Cacareco 2012! Uma verdadeira dádiva para Felipelândia.



Há eleições e eleições. Mas esta, apesar dos seus mais de 50 anos, merece ser aqui contada neste humilde espaço democrático de direito! Trata-se de um fato que aconteceu lá no Brasil em 1959, isto mesmo, lá naquele país que usa as cores verde e amarelo na bandeira, e vez por outra fala-se em uns casinhos de corrupção que sempre termina em pizza. Mas aqui no Império de Felipelândia tudo corre as mil maravilhas dos Deuses, pois ninguém nunca viu nada de improbo nesta Terrinha Santificada, parece mais o Vaticano do Sertão!

Lá no Brasil Getúlio Vargas havia morrido. O governador de São Paulo era Adhemar de Barros. O eleitorado estava revoltado com a Câmara Municipal que, para variar, não estava a comportar-se muito bem, será porque em?

No meio de tudo isto, havia um rinoceronte chamado Cacareco, que, apesar do nome até era uma fêmea. O animal andava nas bocas do mundo porque o havia sido levado (emprestado) do zoológico do Rio de Janeiro para abrilhantar a inauguração  do novo zoológico de São Paulo.

No meio de um mar de lama de corrupção da Câmara Municipal, em pleno período eleitoral, o assunto era o rinoceronte. Então o jornalista Itaboraí Martins brincou com isso, lançando a candidatura de Cacareco ao cargo de vereador. E não é que a ideia pegou?

Naquela época, a eleição era na base do papel e do envelope. O eleitor recebia um envelope das mãos da pessoa que estava na mesa de voto e, dentro dele, colocava uma nota/papel  do seu candidato, fosse ele quem fosse. Houve uma adesão gigantesca à candidatura de Cacareco e várias gráficas, por brincadeira, imprimiram notas/papeis com o nome do bicho. Inclusivamente muita gente foi para a rua fazer campanha em nome do rinoceronte.

O que aconteceu a seguir parece piada, mas Cacareco recebeu cerca de 100 mil votos! Parece pouco diante do eleitorado de hoje, mas prestem atenção no resto dos números. O candidato mais votado naquela eleição não teve mais que 95 mil votos. Logo o rinoceronte Cacareco foi o vencedor!

Mas, o rinoceronte Cacareco nem pode comemorar. Pois, dois dias antes da eleição, o bicho foi devolvido para o zoo do Rio, sem muito alarido (e possivelmete em segredo), como um anarquista subversivo. Poucos anos depois, o rinoceronte vereador morreu prematuramente, antes de completar dez anos de idade.

O estrago, porém, já havia sido feito. Cacareco conseguiu inclusivamente aparecer nas páginas da revista americana Time, que citava um eleitor: “- É melhor eleger um rinoceronte do que um político corrupto ou asno”.

Mas Cacareco não morreu! Imaginamos as ideologias Cacarequianas para uma nova Pedra das Abelhas? Também poderíamos eleger a Burra de Coló, o Cachorrinho Do Saudoso Mané Lula , quem sabe as Gatinhas de Dona Milonga, os Bodes de Seu Bastião para representar o povo de Felipelândia junto ao Império Feudal. Já que falam em todo tipo de pré-candidato esdrúxulo a prefeito e alguns outros nomes bizarros para Vereadores, sendo assim já podemos então lançar os nossos! Porquê não? Isto é a democracia de Felipelândia, lá no Brasil pode, porque aqui não?

Eu prefiro votar em um Cacareco da vida, do que votar num usurpador do dinheiro público, pois esta cheio destes aí de olho bem aberto no sufrágio vindouro de 2012!

Que venha 2012, e votamos...no Cacareco! Pois improbidades por improbidades, com certeza ele não fará pior do que já está.


Continuem fazendo o mesmo de sempre (votando errado), e depois não digam nas esquinas que o animal é o Cacareco!!

Ficamos todos com Amor e Paz em Pedra das Abelhas e a todos seus Filhos sejam eles onde estiverem.
                                                               
                                                                  
                                                                     (...) 

sábado, 6 de agosto de 2011

O site mais polêmico da Paraíba (PB) menciona O Nobel Felipense!




09:00



Poder que faz mal – Rubens Nóbrega


Impressiona como determinadas pessoas mudam depois que assumem algum poder. Poder público, bem entendido, do qual deriva o poder político e termina por favorecer o poder econômico.


A mudança é extraordinária. Afeta geralmente o comportamento, especialmente o caráter, estendendo-se na maioria dos casos ao patrimônio.

“E a mudança fica mais cruel à medida que a pessoa deseja se manter no poder”, ensina O Nobel Felipense, blog de um filósofo que vive em Felipe Guerra (RN).

O cara – ou a cara – é uma figura. Garante viver da agricultura, diz ser plantador de arroz, mas no seu perfil define-se como ‘Liberdade de Expressão’.

Com ele deve concordar a jornalista Marcela Sitônio, presidente da API, que tem como único poder o direito e o dever de defender toda e qualquer forma de expressão.

Marcela, líder de uma categoria que longe do poder pode muito pouco ou quase nada, luta ultimamente para que não lhe cassem a livre manifestação do pensamento.

E pensando no caso de Marcela fico a me perguntar:

- Que Paraíba é essa, meu Deus, onde a presidente da Associação Paraibana de Imprensa é atacada por defender liberdade de imprensa?

Ataques que partem e continuam de pessoas detentoras de poder público, de poder político a serviço do poder econômico ou com ele fazendo sociedade.

É o que está acontecendo, porque aqui o poder está sendo mal exercido ou exercido para o mal e transformando horrivelmente as pessoas que o detêm.

Conheço algumas dessas de perto. Com elas convivi por tempo razoável. Ao lado delas lutei boas lutas. Hoje, poderosas, estão irreconhecíveis.

E essas pessoas, validando a tese d’O Nobel Felipense, vêm piorando acentuadamente “à medida que desejam se manter no poder”.

Fraquezas humanas
Vamos combinar, contudo, que é da natureza humana a fragilidade de caráter que impulsiona tão deplorável transformação.

Convenhamos, ainda, que o nosso processo civilizatório, digamos assim, dá uma boa mão a esse tipo de mudança.

Não justifica, claro, mas sociologicamente deve servir de atenuante. Afinal, seríamos todos bolhas do mesmo caldo cultural, da mesma ocidentalidade capitalista.

Graças ao nosso modo de vida e aos valores que a maioria cultiva, quem tem, acumula e quer mais. Quem não tem, mas consegue, quer muito mais. Se tem poder, usa-o com muito mais voracidade para acumular.

O problema é que o poder é temporal e, segundo a legislação brasileira, tem dia certo para acabar.
Daí por que, presumo, enquanto não acaba muita gente age e decide como se o próprio mundo fosse acabar amanhã. E tome!

Tenho pra mim, de outro lado, que os poderosos não aparentam, mas no fundo devem sentir um desespero enorme a cada dia que passa, a cada dia que os aproxima do final do mandato que lhes deu o poder.

Talvez seja por conta disso, em razão disso, que procuram se locupletar com tanta velocidade e tamanha sofreguidão.

Impossível retroceder
Mas também tem o poderoso que já cansou, desistiu, de tentar esconder. Atingiu aquele estágio em que sequer lhe incomoda quem lhe aponta a rapinagem.

Eis outro efeito poderoso do poder: revestir-se na couraça do cinismo e sob ela proteger-se dos inconvenientes que lhe cobram probidade e retidão.

Mas o mau poder, além de cínico, também é criativo. Cria, sobretudo, meios para no pós-poder ter meios de sustento e ganhos inimagináveis. Faz isso de vários modos e fórmulas.
Uns usam o poder, por exemplo, em benefício dos negócios e interesses daqueles que podem, mais tarde, retribuir-lhes de alguma maneira.

Outros, findo o mandato, através de prepostos ou laranjas confiáveis, montam negócios lucrativos ou passam a viver de rendas, fruindo os dividendos do acúmulo dos ‘bons tempos’ de poderio.
Sob tal condição, impossível para quem se enquadra no perfil ou veste a carapuça admitir voltar à condição de antes do poder, ou seja, retornar ao comum dos mortais.

Voltar pr’aquele apartamentozinho de subúrbio? Voltar a pegar ônibus enquanto o carro velho está na oficina? Voltar a pagar gasolina e telefone? Não ter mais a secretária para dizer que “está em reunião” àquele chato que insiste em lhe falar?

E como abrir mão daquelas viagens fantásticas, dos hotéis ou motéis cinco estrelas pra cima, dos almoços e jantares de gala, tudo ‘por conta do cão’?

Nem pensar! Nem a pau, Bigobal! Eis a razão de pessoas do gênero fazerem tudo e mais alguma coisa para manter o padrão. Essas não se importam nem mesmo de vender a mãe. E não entregam, que é pra vender de novo.

Felipe não era assim
Tenho certeza como Felipe Guerra, mesmo poderoso, não foi do jeito que alguns poderosos de hoje são. Refiro-me ao Felipe que deu nome ao município potiguar da Chapada do Apodi onde pontifica o plantador de arroz e blogueiro O Nobel Felipense.
Pois bem, segundo peguei na Wikipédia, a Enciclopédia Livre da Internet, o nome daquela cidade vem de Felipe Neri de Brito Guerra, “Deputado às Constituintes de 1891, 1892 e 1895, Juiz de Direito, Desembargador e Secretário de Educação”.

Doutor Felipe teve muito poder em sua terra, no seu tempo. Tanto que criaram um novo município no Rio Grande do Norte em 1963 e batizaram-no como Felipe Guerra, lugar onde vivem pouco mais de 5 mil pessoas, segundo o último censo do IBGE.

Aposto como Felipe Guerra não levou para o túmulo nem deixou mais do que amealhou honestamente em vida, apesar do poder que teve.

Mas ele viveu uma era em que não se admitia moral relativa nem hombridade parcial, referências humanas que parecem em extinção entre poderosos do Estado que fica colado e ao sul daquele onde Felipe Guerra nasceu.


http://www.paraiba1.com.br/polemicapb/

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Valeu a pena!



Uma obra que conta sobre as espécies de corrupção e os seus efeitos na sociedade, analisando, ainda, o comportamento de pessoas nela envolvidas. Sem dúvida, trata-se de um convite à reflexão, servindo como um guia para a formação e atuação honesta de administradores públicos. 

Esta é a 12ª edição do livro "Corrupção: O 5º Poder", de Antenor Batista, advogado e auditor fiscal aposentado da Receita Federal, que, desde o início, foi muito bem recebida por chefes de Estado, Imprensa e nomes da política. Os temas abordados, apesar da sua diversidade, possuem uma ligação. Eles foram compilados por meio de pesquisas realizadas ao longo de mais de 50 anos. Todos trazem ao leitor ensinamentos práticos, éticos e profundos, de forma simples, porém abrangentes. 

Em "Corrupção: O 5º Poder", Batista discorre sobre as espécies de crimes do gênero, o comportamento dos envolvidos e debate as consequências dessas ações para a sociedade. Com citações de grandes nomes, como Rousseau, Roosevelt e Freud, o livro realça a importância de analisar os problemas causados pela violência, o ódio reprimido, a avareza e, sobretudo, pela corrupção. Enquanto a Imprensa é vista como "o quarto poder", a corrupção representa o quinto.

Acredito que muitas pessoas em Felipelândia necessitem ler este livro! Ele revela muito do submundo deste crime diário causado por todos nós, e expressa de forma arrebatadora o poder desta economia paralela que poderá agora deter mais de 30% do PIB mundial e que assola dia e noite vidas através da fome, violência, negligência, descaso entre outros flagelos por este hábito desprezível.

Será que estamos realmente aptos à cobrar algo dos nossos representantes políticos? Vale salientar, eles simplesmente são o reflexo da sociedade que os elegeram, sendo assim nesta ótica primeiro vamos atiçar à nossa reflexão moral, e logo a seguir refletir em gênero, número e grau o porque deles (políticos) fazerem o que fazem com o dinheiro público! Talvez eles não sejam corruptos, é apenas nosso reflexo materializado em outro corpo.


Eu li...e recomendo!


                                                       (...)

terça-feira, 19 de julho de 2011

Pesquisa FIESP aponta no que somos "melhores".



A corrupção pode prejudicar seriamente o desempenho econômico de um país, na medida em que afeta as decisões de investimentos, limita o crescimento econômico, altera a composição dos gastos governamentais, causa distorções na concorrência, abala a legitimidade dos governos e a confiança no Estado. Embora o Brasil tenha reduzido a corrupção percebida entre 2008 e 2009, o país ainda apresenta um índice bastante elevado: de 180 países, o Brasil ocupou, em 2009, a 75ª colocação no ranking de corrupção percebida elaborado pela ONG Transparência Internacional.

Observa-se que países com maior efetividade do governo e maior eficácia das leis, relacionam-se com menores níveis de corrupção percebida do país. Elevada burocracia e a fragilidade das instituições reduzem a eficiência da administração pública brasileira, o que, aliado à baixa eficiência do Sistema Judiciário, refletem o fraco desempenho institucional do Brasil e resultam em baixos índices de governança, compatíveis com o nosso nível de corrupção percebida. Também não é possível descartar que níveis mais elevados de corrupção percebida estão associados a maior risco do país. Além de prejudicar a estabilidade do ambiente de negócios, ao reduzir a atratividade do investimento produtivo, a corrupção gera consequências negativas sobre o nível do PIB per capita, índices sociais de desenvolvimento como o IDH, a competitividade e o potencial de crescimento da economia.

Considerando o impacto negativo da corrupção sobre o país, o tema revela-se importante e justifica o objetivo deste trabalho, que é obter uma estimativa do custo econômico da corrupção no Brasil e propor uma agenda com medidas de combate à corrupção. O custo da corrupção representa todo o montante de recursos que deixa de ser aplicado no país (seja em atividades produtivas, saúde, educação, tecnologia etc.) porque é desviado para o pagamento das práticas corruptas. Quanto maior a omissão no controle da corrupção, maior é a quantidade de recursos desviados das atividades produtivas e, portanto, maior é o custo da corrupção, pois são recursos que não se transformam em crescimento do país.

As perdas econômicas e sociais do Brasil com a corrupção foram estimadas considerando um nível de corrupção percebida no país igual à média de uma cesta de países Selecionados. Se o Brasil possuísse um nível de percepção da corrupção igual a média desses países de 7,45, o produto per capita do país passaria de US$ 7.954 a US$ 9.184, ou seja, um aumento de 15,5% na média do período 1990-2008 (equivalente a 1,36% ao ano). Isto corresponde a um custo médio anual da corrupção estimado em R$ 41,5 bilhões, correspondendo a 1,38% do PIB (valores de 2008). Se o controle da corrupção fosse ainda mais rigoroso, estima-se que todos os recursos liberados da corrupção para as atividades produtivas (isto é, o custo médio anual da corrupção) chegue a R$ 69,1 bilhões (valores de 2008), correspondentes 2,3% do PIB. No entanto, este valor corresponde a um referencial teórico, em que se considera um nível de percepção da corrupção tendendo a zero, condição que não foi observada por nenhum país até então.

O custo extremamente elevado da corrupção no Brasil prejudica o aumento da renda per capita, o crescimento e a competitividade do país, compromete a possibilidade de oferecer à população melhores condições econômicas e de bem estar social e às empresas melhores condições de infraestrutura e um ambiente de negócios mais estável. As ações anticorrupção no Brasil devem ser focadas em duas questões principais: na criação e fortalecimento dos mecanismos de prevenção, monitoramento e controle da corrupção na  administração pública e na redução da percepção de impunidade, por meio de uma justiça mais rápida e eficiente, de modo a induzir a mudança do comportamento oportunista. De modo geral, é preciso aumentar a eficiência e intensificar o combate à corrupção no país, que deve ocorrer de forma permanente, com punições severas e imediatas.

A agenda de proposta anticorrupção para o Brasil considera reformas institucionais e econômicas. Dentre as institucionais, destacamos a reforma política, em que é necessário reavaliar a questão da representatividade e o financiamento das campanhas eleitorais, a reforma judiciária, na qual é imprescindível a adoção de medidas que reduzam a percepção de impunidade e a reforma administrativa com o objetivo de reduzir o poder discricionário do Executivo. Dentre as reformas econômicas, destacamos a reforma fiscal, buscando aumentar o controle sobre os processos licitatórios e os gastos públicos, a reforma do sistema tributário, a fim de torná-lo mais simples e transparente e a reforma microeconômica, visando fortalecer a independência e autonomia das agências reguladoras

Fonte: http://www.fiesp.com.br/agencianoticias 


Nota do Blog O Nobel Felipense:

Para o Brasil, as ações anticorrupção devem ser focadas em duas questões principais. Primeiro, na criação e fortalecimento dos mecanismos de prevenção, monitoramento e controle da corrupção na administração pública. Segundo, é essencial reduzir a percepção de impunidade, por meio de uma justiça mais rápida e eficiente. Os agentes corruptos ao perceberem que suas ações serão severamente punidas têm maior incentivo para mudar seu comportamento oportunista. 

Então que saibamos aproveitar este ano vindouro de 2012, e assim seja dado os primeiros passos contra este câncer nacional chamado CORRUPÇÃO.

                                                              (...) 

Por que está tão claro, mas ninguém quer enxergar?


Perguntas do jornalista Juan Arias, correspondente no Brasil do jornal espanhol El País, em recente artigo:

- será que os brasileiros não sabem reagir à hipocrisia e à falta de ética dos políticos?

- será que não se importam com os ladrões e sabotadores que estão nas três esferas de governo?

- será mesmo esse povo naturalmente pacífico, contentando-se com o pouco que tem?

- por que estudantes e trabalhadores não vão às ruas contra a corrupção?

- que país é este que junta milhões numa marcha gay, outros milhões numa marcha evangélica, muitas centenas numa marcha a favor da maconha, mas que não se mobiliza contra a corrupção?

- será que não cabe aos jovens exigirem um país menos corrupto?

- ser levado a acreditar que está tudo bem e não entendem que um cidadão da classe média européia equivale a um rico daqui?

Com a palavra o cidadão e a juventude brasileira!
(...)

quarta-feira, 18 de maio de 2011

"Fachada de prosperidade". Diz Financial Times UK.


Jornal comenta sobre preocupação com bolha na economia brasileira.

O aumento do crédito concedido pelos bancos brasileiros vem criando uma “fachada de prosperidade que frequentemente esconde problemas mais profundos”, segundo afirma reportagem publicada nesta quarta-feira pelo diário econômico britânico Financial Times.

O jornal cita o sucesso verificado nos últimos tempos pelos grandes bancos brasileiros, como Itaú-Unibanco, Banco do Brasil e Bradesco, mas chama a atenção para o fato de que “apenas no último mês, dois pequenos bancos no Brasil tiveram que ser salvos pelo governo, e analistas preveem que mais alguns enfrentarão graves dificuldades até o fim do ano”.

“As recentes medidas do Brasil para conter o crescimento do crédito, como o aumento das taxas de juros e dos requerimentos de reservas dos bancos, aumentou o custo dos financiamentos e atingiu os pequenos bancos de forma mais dura. Normas internacionais mais estritas sob a regulamentação do (acordo internacional) Basileia 3 também aumentaram a pressão”, observa o jornal.

A reportagem comenta, porém, que “o ponto de inflexão” foi a crise de confiança sobre o nascente mercado de securitização (transformação de dívida em títulos para venda a investidores) do país, atingido pelo escândalo do Banco PanAmericano, no final do ano passado.

O Banco Central verificou que os balanços do PanAmericano continham dívidas que já haviam sido vendidas e que o banco havia vendido algumas dívidas mais de uma vez.

“Como resultado, os bancos maiores desde então estão mais relutantes em comprar títulos de dívida de bancos menores por temor de que eles estejam fazendo o mesmo (que o PanAmericano), retirando dessas instituições sua fonte mais vital de financiamento”, diz o texto.

Bolha na favela

Em outro texto na mesma página, o jornal comenta sobre os temores crescentes de uma possível bolha gerada pelo aumento acelerado no crédito.

Como exemplo, a reportagem cita o aumento nos valores dos imóveis no Morro Santa Marta, no Rio de Janeiro, pacificado há três anos com a instalação de uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora).

Segundo um líder comunitário local, casas que há três anos eram vendidas a R$ 20 mil estão sendo negociadas hoje a R$ 50 mil.

O jornal observa que os recordes de preços das commodities exportadas pelo país e o aumento do fluxo de investimentos estrangeiros vêm provocando um “boom histórico” na economia.

“Os preços de imóveis estão decolando, o crédito para o consumidor está em alta e os lucros dos bancos estão inchando. Mas há preocupações crescentes sobre se o Brasil está ficando dependente desse fluxo inesperado de dinheiro fácil. Cada vez mais há temores de que o Brasil esteja caminhando para uma bolha”, afirma o texto.

Sinal vermelho

O jornal aponta vários exemplos que indicam que a economia está operando a plena capacidade, mas observa que ainda assim a situação do país está longe de se assemelhar à dos países desenvolvidos antes da crise econômica global de 2008.

O texto comenta que o nível de crédito em relação ao PIB no Brasil ainda é muito inferior do que nos Estados Unidos ou na Espanha antes da crise, que as hipotecas ainda representam apenas 4% do PIB e que não há registro no país dos derivativos de “subprime” (venda de títulos de dívida de empréstimos concedidos sem garantias), principal catalisador da crise global.

Além disso, observa o FT, o Banco Central brasileiro já age para tentar conter o crédito, com aumentos de taxas e elevação de juros.

Ouvido pelo jornal, o diretor do FMI para o Hemisfério Ocidental, Nicolás Eyzaguirre, diz que a economia brasileira ainda não está superaquecida, mas adverte que se houver uma queda nos preços das commodities internacionais aos níveis de 2005, o déficit em conta corrente brasileiro poderia mais do que dobrar, a 5% do PIB, deixando o país vulnerável.

O texto comenta ainda que um aumento nas taxas de juros nos Estados Unidos também poderia estancar o fluxo de divisas ao Brasil.

“Eyzaguirre compara a situação do Brasil a um carro que está se aproximando ao sinal vermelho um pouco rápido demais. O motorista precisa começar a frear agora ou corre o risco de derrapar mais para a frente”, diz o texto.

Fonte: http://www.ft.com/home/uk

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Liberdade aos Felipenses! Somente isto basta.


A Liberdade, em filosofia, designa de uma maneira negativa, a ausência de submissão, de servidão e de determinação,isto é, ela qualifica a independência do ser humano. De maneira positiva, liberdade é a autonomia e a espontaneidade de um sujeito racional. Isto é, ela qualifica e constitui a condição dos comportamentos humanos voluntários.

A Liberdade significa responsabilidade. É por isso que tanta gente tem medo dela.

Enquanto um povo é constrangido a obedecer e obedece, faz bem; tão logo ele possa sacudir o jugo e o sacode, faz ainda melhor; porque, recobrando a liberdade graças ao mesmo direito com o qual lhe arrebataram, ou este lhe serve de base para retomá-la ou não se prestava em absoluto para subtraí-la.

Ficamos todos com Amor e Paz em Pedra das Abelhas e a todos seus Filhos sejam eles onde estiverem.

                                                             (...)

domingo, 17 de abril de 2011

O meu, o seu, o nosso Câncer Social!


O massacre de Eldorado dos Carajás, ocorrido no dia 17 de abril de 1996, tornou-se um marco na luta pela terra no Brasil e no mundo.

Era início de tarde quando os trabalhadores aguardavam a chegada dos ônibus que os levariam para Belém. Os veículos haviam sido prometidos pelas autoridades locais para que os manifestantes fossem à capital negociar a expropriação do complexo de fazendas Macaxeira. Para cumprir o acordo, os sem-terra haviam desobstruído a via. Os ônibus, no entanto, não apareceram. Em seu lugar, chegou um batalhão de cerca de 150 policiais, o que levou os trabalhadores a fechar novamente a rodovia.

Além dos 19 mortos, 69 pessoas ficaram gravemente feridas. E muitas outras carregam, ainda hoje, marcas físicas e psicológicas da tragédia. Há trabalhadores com balas alojadas no corpo, sobreviventes que ficaram mutilados, gente que perdeu os movimentos dos membros e a visão.

De 144 policiais levados ao banco dos réus, 142 foram absolvidos. Houve apenas duas condenações: do coronel Mário Colares Pantoja e do major José Maria Pereira Oliveira, apontados como comandantes da operação.

Ambos, porém, recorreram da sentença, que é de 2002, e aguardam o desfecho do caso em liberdade. Passados 15 anos do episódio, ninguém está na cadeia.

Para o MST, além da violência, a impunidade é o outro traço principal que caracteriza o massacre. O movimento cobra não apenas a responsabilização dos acusados pela repressão, mas também se queixa do descaso das autoridades.

Poucas são as vítimas que conseguiram ser indenizadas. Alguns sobreviventes também recebem uma pensão mensal. Mas, de acordo com a diretora do programa para o Brasil do Cejil (Centro pela Justiça e o Direito Internacional), Beatriz Affonso, a maioria das pessoas não teve os direitos atendidos.

- Temos hoje um grupo bem razoável de pessoas com sequelas físicas e psicológicas bastante profundas e que nunca receberam nenhuma indenização do Estado. São aproximadamente 50 pessoas.

Para buscar uma solução, ao lado do MST, o Cejil levou o caso de Eldorado dos Carajás à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, da OEA (Organização dos Estados Americanos). Neste momento, explica ela, representantes dos sem-terra tentam conseguir um acordo - chamado "solução amistosa" - para o pagamento de indenizações e a implementação de políticas de combate à violência no ambiente rural.

Se nada for resolvido, o processo irá para a Corte Interamericana de Direitos Humanos, órgão que recentemente condenou o Brasil por crimes cometidos durante a ditadura militar (1964-1985). Na opinião de Beatriz, um novo revés no tribunal causaria grandes danos à imagem do Brasil no exterior.

- A gente não está pedindo nada além do que seria o mínimo que o Estado deveria fazer. Esse caso tem um apelo internacional enorme. O custo político disso no futuro vai ser muito grande, porque mostra que o Estado não está com vontade de tocar em algumas feridas importantes, como a questão do conflito agrário.

Uma década e meia após o massacre, a violência no campo continua a ser um grave problema no Brasil. Em 2009, segundo balanço da CPT (Comissão Pastoral da Terra), ocorreram 1.184 conflitos rurais, com 25 assassinatos.

Fonte: www.r7.com

                                                                       (...)

sexta-feira, 15 de abril de 2011

O nosso crime!

A verdade nua e crua, não cometa o mesmo crime que este cidadão cometeu!


                                                                             (...)

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Massacre de Realengo: “há muitos dedos neste gatilho”



O deputado Chico Alencar (PSOL/RIO) fez um dos mais duros diagnósticos sobre o massacre de crianças na escola de Realengo. O parlamentar chamou a responsabilidade sobre o episódio para os que permitem a facilidade no acesso às armas, os que estimulam práticas intolerantes e de desrespeito às diferenças.Há muitos dedos neste gatilho – declarou. “Temos de reavaliar o Estatuto das Armas, fortalecer o controle do uso de armas de fogo, que tem de ser cada vez mais restrito. [Este fato] é algo que do horror tem de gerar algum valor”, completou.

É hora do Congresso fazer sua “mea culpa”, em especial a famigerada “bancada da bala”, cujos deputados defendem incondicionalmente os interesses dos fabricantes de armas e munições.

Em 2005, o Congresso se escondeu por detrás de um referendo sobre a proibição da comercialização de armas de fogo e munições. Diante de um parlamento incapaz de votar e decidir a questão, perguntou-se a uma população acuada e insegura se “o comércio de armas de fogo e munição deveria ser proibido no Brasil”. É claro que 64% dos votantes rejeitaram a tese.

Seis anos depois, depois das doze trágicas vítimas fatais da escola de Realengo, é hora de perguntar de quem são os “muitos dedos” que apertaram o gatilho em plena sala de aula. Mas também pode ser mais cômodo debitar tudo na conta da loucura de um jovem de 24 anos, que, apesar da pouca idade e da falta de razão objetiva, teve acesso a dois revólveres calibre 38. E fez uso deles.

Fonte: Christina Lemos é jornalista em Brasília. 


                                                               (...)

quarta-feira, 16 de março de 2011

Epitáfio



Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais
E até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer...

Queria ter aceitado
As pessoas como elas são
Cada um sabe a alegria
E a dor que traz no coração...

O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...

Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos
Com problemas pequenos
Ter morrido de amor...

Queria ter aceitado
A vida como ela é
A cada um cabe alegrias
E a tristeza que vier...

O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...(2x)

Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr...


Titãs
Composição: Sérgio Britto


                                                                     (...)

domingo, 13 de março de 2011

Lavagem Cerebral em 8 passos.



LAVAGEM CEREBRAL EM 8 PASSOS

As principais características do controle de mente.

CONTROLE DE PENSAMENTO - Não é permitido ler material ou falar com pessoas que tenham idéias contrárias às do grupo. Em alguns casos, a vítima é geograficamente isolada da família e dos amigos.

HIERARQUIA RÍGIDA - São criados modos uniformizados de agir e pensar, desenvolvidos para parecer espontâneos. A vítima é convencida da autoridade absoluta e do caráter especial- às vezes, sobrenatural - do líder.

MUNDO DIVIDIDO - O mundo é dividido entre “bons”(o grupo) e “maus”(todo o resto). Não existe meio-termo. É preciso se policiar e ser policiado para agir de acordo com o padrão de comportamento “ideal”.

DELAÇÃO PREMIADA - Qualquer atitude errada, ainda que cometida em pensamento, deve ser reportada ao líder. Também se deve delatar os erros alheios. Isso acaba com o senso de privacidade e fortalece o líder.

VERDADE VERDADEIRA - O grupo explica o mundo com regras próprias, vistas como cientificamente verdadeiras e inquestionáveis. A vítima acredita que sua doutrina é a única que oferece respostas válidas.

CÓDIGO SECRETO - O grupo cria termos próprios para se referir à realidade, muitas vezes incompreensíveis para as pessoas de fora. Uma linguagem muito específica ajuda a controlar os pensamentos e as idéias.

MEU MUNDO E NADA MAIS - O grupo passa a ser a coisa mais importante - se bobear, a única. Nenhum compromisso, plano ou sonho fora daquele ambiente é justificável.

NINGUÉM SAI - A vítima se sente presa, pois não pode imaginar uma vida completa e feliz fora do grupo. Isso pode ser usado por políticos e militares para justificar execuções.


COMO TER UMA “MENTE BLINDADA” PARA NÃO SE TORNAR VÍTIMAS DESTES MÉTODOS

PARE E PENSE:

- Quem ganha, concretamente, com a minha submissão e obediência?
- Esta organização trabalha para que?
- Esta organização está sob as ordens de quem?
- Tenho amplo acesso às informações que busco ou esse acesso é negado?
- Existe um importante setor da organização que é secreto e misterioso, do qual você nada sabe de concreto?
- Tenho liberdade para fazer escolhas em todas as áreas importantes da vida? (escolha da profissão; escolha de quem namorar/casar; escolha do que vestir; escolha dos amigos).
- Tenho liberdade para pensar e questionar?
- Tenho liberdade para expressar opinião?
- Qual valor essa organização me dá? A estrutura organizacional permite que eu tenha individualidade ou sou apenas um número na multidão?
- O humor sobre a organização é permitido?
- Você pode sair da organização sem sofrer grave penalidade?

Fonte: Revista Superinteressante de março/2009, reportagem sobre a Lavagem Cerebral (pags 94-97).
                                                                       

                                                                                (...)

O ópio.



(...) a religião é a teoria geral deste mundo, sua suma enciclopédia, sua lógica sob forma popular, seu ponto de honra espiritualista, seu entusiasmo, sua sanção moral, seu solene complemento, sua razão geral para consolar-se e justificar-se (...) o protesto contra a miséria real. A religião é o suspiro da criatura agoniada, o estado da alma de um mundo sem alma (...) A religião é o ópio do povo.
Karl Marx.


“Acreditar é mais fácil do que pensar. Daí existirem muito mais crentes do que pensadores.” 
 Bruce Calvert.


                                                                  (...)

sexta-feira, 11 de março de 2011

Censura! Protegem-vos da realidade.



Censura é o uso pelo estado ou grupo de poder, no sentido de controlar e impedir a liberdade de expressão. A censura criminaliza certas ações de comunicação, ou até a tentativa de exercer essa comunicação. No sentido moderno, a censura consiste em qualquer tentativa de suprimir informação, opiniões e até formas de expressão, como certas facetas da arte.

O propósito da censura está na manutenção do status quo, evitando alterações de pensamento num determinado grupo e a consequente vontade de mudança. Desta forma, a censura é muito comum entre alguns grupos, como certos grupos de interesse e pressão (lobbies), religiões, multinacionais e governos, como forma de manter o poder. A censura procura também evitar que certos conflitos e discussões se estabeleçam.

A censura pode ser explícita, no caso de estar prevista na lei, proibindo a informação de ser publicada ou acessível, após ter sido analisada previamente por uma entidade censora que avalia se a informação pode ou não ser publicada, ou pode tomar a forma de intimidação governamental ou popular, onde as pessoas têm receio de expressar ou mostrar apoio a certas opiniões, com medo de represálias pessoais e profissionais e até ostracismo, como sucedeu nos Estados Unidos da América com o chamado período do McCartismo.

Pode também a censura ser entendida como a supressão de certos pontos de vista e opiniões divergentes, através da propaganda, manipulação dos média ou contra-informação. Estes métodos tendem a influenciar e manipular a opinião pública de forma a evitar que outras ideias, que não as predominantes ou dominantes tenham receptividade.

Uma forma moderna de censura prende-se com o acesso aos meios de comunicação e também com as entidades reguladoras (que atribuem alvarás de rádio e televisão), ou com critérios editoriais discricionários (em que por exemplo um jornal não publica uma determinada notícia).

Muitas vezes a censura se justifica em termos de proteção do público, mas na verdade esconde uma posição que submete os artistas ao poder do estado e infantiliza o público, considerado como incapaz de pensar por si próprio.

Actualmente a censura pode ser contornada mais eficazmente, com o recurso à Internet, graças ao fácil acesso a dados sem fronteira geográficas e descentralizado e aos sistemas de partilha de ficheiros peer-to-peer, como a Freenet.

O uso cotidiano da censura promove um movimento de defesa bastante corrosivo que é a auto-censura, quando os produtores culturais e formadores de opinião evitam tratar de questões conflitivas e divergentes.

Censura na internet é o controle ou a supressão da publicação ou acesso de informação na Internet. Os problemas legais são similares aos da censura convencional.

Uma diferença é que as fronteiras nacionais são permeáveis pela internet: residentes de um país que bane certas informações pode acha-lás em sites hospedados fora do país. Conversamente, tentativas por um governo de impedir seus cidadãos de ver certos materiais pode ter o efeito de restringir estrangeiros, porque o governo talvez tome ações contra sites na internet em qualquer lugar no planeta.

Censura total de informações na internet é extremamente difícil (ou impossível) de se conseguir devido a natureza distribuída da internet. Pseudo-anonimidade e data havens como a Freenet permitem incondicional liberdade de expressão, já que a tecnologia garante que materiais não podem ser removidos e o autor de qualquer informação irrastreável.

Fonte: http://eng.wikipedia.org/wiki/Censured